
Nota do Brasil Debate
Como já abordado no Brasil Debate (ver Combate à escravidão moderna e presidenciáveis), em pleno século 21 o trabalho escravo continua sendo um problema no Brasil.
Estima-se que em torno de 155 mil pessoas sejam escravas no Brasil hoje. O gráfico abaixo, retirado de um estudo do DIEESE, mostra a quantidade de trabalhadores resgatados em operações de fiscalização para a erradicação de trabalho escravo entre 1995 e 2014 (até maio).
Durante o período abordado no gráfico, foram realizadas 1.587 operações de fiscalização para erradicação do trabalho escravo, em que foram inspecionados 3.773 estabelecimentos e resgatados 46.588 trabalhadores, 44% desse total no meio rural.
As atividades econômicas do meio rural com maior número de resgatados são lavouras, pecuária, reflorestamento, carvão vegetal, extrativismo, cana-de-açúcar e desmatamento. Ademais, no meio rural, são ainda muito elevados os números de acidentes de trabalho, como por intoxicação por agrotóxicos ou excesso de esforço.
Apesar de 15,6% de a população brasileira estar no meio rural (segundo dados do Censo de 2010), 44% dos trabalhadores resgatados em condição de escravos estão nesse setor, o que mostra que os trabalhadores rurais são mais vulneráveis a esse tipo de exploração.
Relações precárias e campanhas
Além do trabalho escravo, no meio rural a precariedade do trabalho se expressa também em mais alta taxa de informalidade que no meio urbano, menor acesso à previdência social, sindicatos, menores salários e menores taxas de escolaridade.
Existe, desde 2006, a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e tem-se investido em campanhas. Em maio de 2013, o Ministério da Justiça e a UNODC no Brasil lançaram a Campanha Coração Azul, contra o tráfico de pessoas, com o slogan “Liberdade não se compra. Dignidade não se Vende. Denuncie o Tráfico de Pessoas”.
Também a Campanha da Fraternidade, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desse ano de 2014 tem como temática a “Fraternidade e Tráfico Humano”. Nesse sentido, a aprovação da PEC do trabalho escravo nesse ano também foi uma conquista.

altamiro souza
3 de dezembro de 2014 2:55 pmo gráfico mostra uma incrível
o gráfico mostra uma incrível diferença entre as investigações da
era anterior às mais recentes no governo progressista.
antes, a e3scravidão era naturalizada.
agora, há tentativas de punição.
é por isso que a direita
que acha a iniquidade um valor universal
fica tão indignada.
perde um pouco dopoder de dominação que tinha antes.
mas a direita ainda segue com um poder descomunal se quisermos
realmente aprofundarr a política de combate à desigualdade.
drigoeira
3 de dezembro de 2014 4:17 pmCondomínio de produtores rurais…
Está resolvendo este problema aqui no interior de SP.
A maior dificuldade no meio rural é a contratação do empregado por período fracionado.
Motta Araujo
3 de dezembro de 2014 4:29 pmUma ONDA para justificar
Uma ONDA para justificar “”operações””, empregos, carreiras.
1.ESCRAVIDÃO é quando não há SALARIO e o escravo não pode sair do local, exemplo uma fazenda nos grotões da Amazonia de onde ele não pode sair porque os jagunços não deixam.
2.INFRAÇÕES Á LEI TRABALHISTA não é algo análogo à escravidão. Falta de luva, capacete, bota NÃO é analogo à escravidão. Dormir no emprego NÃO é analogo à escravidão.
3.Quem ganha mal não é escravo, é um empregado que ganha mal.
4.RESGATAR e jogar na rua não resolve a vida do “”escravo””.
5.Esses numeros de pretensos escravos são aberrantes. Onde os escravocratas vão achar escravos em um Pais onde há mais celulares do que habitantes? Hoje não tem mais pobre tonto como no passado, o povão é esperto e atilado, vai ser escravo de quem?
6.Como de repente apareceram tantos escravos para resgatar? Não tinha em 1950, 1960, 1970, 1980? Só apareceram agora?