Enviado por ANTONIO ATEU
Da Folha de S. Paulo
Gilmar Mendes e o bolivarianismo
Por Guilherme Boulos

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, saiu “às falas” mais uma vez. Na semana passada, o ministro deu uma entrevista à Folha alardeando o risco de “bolivarianismo” no Judiciário brasileiro.
Afinado, como sempre, com o PSDB e ecoando as vergonhosas marchas de Jair Bolsonaro (PP) e companhia, apontou a iminente construção de um projeto ditatorial do PT, que passaria pela cooptação das cortes superiores. Não poderia deixar de recorrer ao jargão da moda.
Gilmar Mendes, todos sabem, é um bravateiro de notória ousadia. Certa vez, chamou o presidente Lula “às falas” por conta de um suposto grampo em seu gabinete, cujo áudio até hoje não apareceu. Lula cedeu e demitiu o diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Mais recentemente, o ministro comparou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a um “tribunal nazista” por ter barrado a candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do Distrito Federal. O único voto contrário foi o dele.
O próprio Arruda afirmou que FHC –que indicou Mendes ao STF– trabalhou em favor de sua absolvição. Para quem não se recorda, Arruda saiu do palácio do governo direto para a prisão após ser filmado recebendo propina.
Quem vê o ministro Gilmar Mendes em suas afirmações taxativas e bradando contra o “bolivarianismo” pensa estar diante do guardião da República. Parece ser o arauto da moralidade, magistrado impermeável a influências de ordem política ou econômica e defensor da autonomia dos poderes.
Mas na prática a teoria é outra. Reportagem da revista “Carta Capital”, em 2008, mostrou condutas nada republicanas de Mendes em sua cidade natal, Diamantino (MT), onde sua família é proprietária de terras e seu irmão foi prefeito duas vezes.
Lobbies, favorecimentos e outras suspeitas mais. Mendes, que questionou o PT por entrar com ação contra a revista “Veja”, processou a revista “Carta Capital” por danos morais.
Já o livro “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente, mostra as relações de Mendes com advogados de Daniel Dantas, que após ser preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, foi solto duas vezes pelo ministro em circunstâncias bastante curiosas. Na época, ele também acusou uma ditadura da PF, mostrando o que parece ser seu estratagema predileto.
Mais recentemente, seu nome foi envolvido na investigação da Operação Monte Carlo, sob a suspeita de ter pego carona no jatinho do bicheiro Carlinhos Cachoeira, na ilustre companhia do senador Demóstenes Torres, cassado depois por seu envolvimento no escândalo. Em julho deste ano, Mendes deu uma liminar que permitiu a Demóstenes voltar ao trabalho como procurador de Justiça.
São denúncias públicas, nenhuma delas inventada pelo bolivariano que aqui escreve. Assim como é público que o ministro mantém parada há 7 meses a ação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que propõe a inconstitucionalidade do financiamento empresarial de campanhas e que já obteve a maioria dos votos no Supremo, antes de seu pedido de vistas.
Ou seja, a trajetória de Gilmar Mendes está repleta de ligações políticas e partidárias, aquelas que ele acusa nos outros magistrados, os bolivarianos. Afinal, o que seria uma “corte bolivariana”? Se tomarmos os três países sul-americanos que assim são identificados –Venezuela, Bolívia e Equador– veremos que todos passaram por processos de reformas no Judiciário.
No caso da Bolívia, a reforma incluiu o voto popular direto para juízes, estabelecendo um controle social inédito sobre o Poder Judiciário. O mesmo controle que já existe sobre o Executivo e o Legislativo. Por que o Judiciário fica de fora? Por que não presta contas para a sociedade? Não, aí é bolivarianismo!
Na Venezuela e no Equador o foco das reformas foi o combate das máfias de toga e dos privilégios de juízes. Privilégios do tipo do auxílio-moradia que os juízes brasileiros ganharam de presente do STF neste ano. Mais de R$ 4.000 por mês para cada juiz. A maioria deles tem casa própria, mas mesmo assim poderá receber o auxílio. Cada auxílio de um juiz poderia atender a oito famílias em situação de risco.
O Judiciário é o único poder da República que, no Brasil, não tem nenhum controle social. Regula a si próprio e estabelece seus próprios privilégios. Mas questionar isso, dizem, é questionar a democracia. É bolivarianismo.
Este tal bolivarianismo produziu reformas estruturais e populares por onde passou. Os indicadores mostram redução da desigualdade social, da pobreza, dos privilégios oligárquicos e avanços consideráveis nos direitos sociais. Basta ter olhos para ver e iniciativa para pesquisar. Os dados naturalmente são de organismos bolivarianos como a ONU e a Unesco.
Pena que nessas terras o bolivarianismo seja apenas um fantasma. Fantasma que a oposição usa para acuar o governo e o governo repele como se fosse praga. Afinal, Gilmar Mendes pode chamá-lo “às falas”.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/guilhermeboulos/2014/11/1547081-gilmar-mendes-e-o-bolivarianismo.shtml
Guilherme Boulos, 32, é formado em filosofia pela USP, professor de psicanálise e membro da coordenação nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). Também atua na Frente de Resistência Urbana e é autor do livro “Por que Ocupamos: uma Introdução à Luta dos Sem-Teto”.
Motta Araujo
15 de novembro de 2014 11:41 amMuito bem vestido, forte e
Muito bem vestido, forte e bem nutrido, é a esquerda radical brasileira.
Sergio Saraiva
15 de novembro de 2014 1:09 pmNão me culpem por ser forte, falar grosso e ter pinta de bacana.
André, como diria Gaspari, quem gosta de miséria é intelectual.
Sua noção estética do que vem a ser alguém de esquerda é bem estereotipada. Guilherme Boulos é filho e sobrinho de uma tradicional família de professores universitários, da USP se não me engano. Creio que é sobrinho do mestre de matemática Paulo Boulos.
Você deve conhcê-los. Se não, digite “Boulos” em qualquer catálogo de livros e será apresentado.
Quanto ao bem vestido, forte e bem nutrido, não creio que a universidade pública brasileira pague tão mal seus professores para que os filhos destes sejam raquítiticos, famélicos e andem trajando mulambos.
O que não os impede de ter consciência social e atitude política.
Motta Araujo
15 de novembro de 2014 2:31 pmMeu caro, cada vez mais tenho
Meu caro, cada vez mais tenho repulsa PARA QUEM NADA PRODUZ e portanto vive do que outros trabalham e produzem.
Esse cidadão invade casas e predios construidos com o trabalho e as economias de outros, não dele.
O contingente dos que NADA PRODUZEM aumenta a cada dia mais no Brasil.
A turma dos que trabalham e produzem diminui a cada dia, porisso o Pais está parando.
Foi assim que a acabou a União Sovietica, em um certo momento de sua trajetoria 99 nada produziam e só um trabalhava.
Quantas casas o sr.Boulos construiu para resolver o problema de moradia?
Lucas J
15 de novembro de 2014 3:19 pmamigo, você deveria ir a uma
amigo, você deveria ir a uma ocupação do MTST antes de sair falando abobrinha, conversar com o pessoal que mora lá, onde trabalham, como são suas familias.
Motta Araujo
15 de novembro de 2014 10:45 pmEu conheço muito bem uma
Eu conheço muito bem uma ocupação do MST que segue a mesma filosofia, dessa operação só saiu destruição, nada de positivo, o alvo é prejudicar alguem e os ocupantes não tem a biografia que o movimento alega.
Roberto Monteiro
15 de novembro de 2014 3:42 pm3,5 milhões de moradias
Eu, o Boulos e tantos outros aqui do Blog, além de milhões de outros brasileiros estamos ajudando a construir milhões de moradias neste país que foi esquecido por muitos que governaram este Brasil nos 500 anos anteriores a este governo atual. Pois é, Sr. Motta, não é apenas com trabalho braçal que se constroi uma nação e pelo que me consta, a maioria do povo brasileiro está empregada e produzindo. Abraço!
sergior
15 de novembro de 2014 4:20 pmO que é produzir no
O que é produzir no capitalismo ultrafinanceiro ?
Jorge Vieira
15 de novembro de 2014 4:54 pmZero de Política
Ora, meu caro, voce parece entender zero de política.
O sr. Boulos não precisa ser filantropo, construtor ou engenheiro civil para sair por aí construindo habitações para trabalhadores.
Ele trabalha e muito, dando sua contribuição para a organização do MTST.
Este trabalho é que pressiona os poderes constituídos, representantes do Poder Econômico, a agir para elaborar e implementar Políticas Públicas que ofereçam oportunidades de emprego, habitação, saúde e educação para os trabalhadores e a população excluída da sociedade e, consequentemente, aumentar e distribuir renda.
Trabalhos como o do sr. Boulos impedem que avancem a fome, a miséria, a injustiça social e o desemprego e, pasmem, o bandidismo revolucionário que tanto assusta as classes dominantes, dando racionalidade aos movimentos sociais..
Só um cego como o senhor não enxerga o mérito do trabalho do sr. Boulos.
PS: Para o sr. Boulos: o senhor tem toda a minha admiração e reconhecimento.
Motta Araujo
15 de novembro de 2014 5:34 pmMeu caro, ai já é uma questão
Meu caro, ai já é uma questão de ideologia, não adianta discutir, vc acha que invadir predios é construttivo, eu acho destrutivo, o Governo do PT tem um excelente plano de construção de moradias populares, porque o sr.Boulos não luta para acelerar e aperfeiçoar esse plano? Claro que não, é mais facil destruir do que construir, tumultuar do que organizar.
Se ele for trabalhar de fato para ampliar o Minha Casa Minha Vida não terá destaque na midia, que é o que ele quer para logo em seguida se candidatar a cargos politicos, isso é tão velho como a Igrejo do Outeiro da Gloria.
Um predio de escritorios recem reformado é invadido no centro de São Paulo, a dona é uma senhora de 80 anos, os herdeiros reformaram para conseguir alugar, investiram bom dinheiro na reforma, assim que pronto é invadido por 150 familias de sem teto, chamados ao local os herdeiros olham com horror o predio invadido, enquanto olham chega um Mercedes tinindo de novo, desce um casal de advogados e abordam os infelizes donos, “”vcs não querem um acordo
para essas familias sairem? sabe como é, tem que dar um inheiro para eles, são 150 familias, 1.500 cada uma e eles vão embora em duas horas””, consultada a familia ofereceram 1.200 por familia, então são 180 mil, pago o dinheiro em especie já chegam os caminhões para recolher os pertences das “”150 familias”” , em duas horas o predio é desocupado.
Um terrenão na zona leste é ocupado por 300 familias sem teto, barracas de plastico iguaizinhas se montam em meia hora,
a noite tem no maximo 20 barracas ocupadas mas todas as 300 estão montadas, portanto deveriam ser “trezentas” familias, a maioria tem carro e casa mas ocupando um terrenão sempre pode sobrar algum não é mesmo?
O segredo da vida é saber negociar, que tal?
lenita
16 de novembro de 2014 12:59 amAh! sr. Motta, quanto mais o
Ah! sr. Motta, quanto mais o sr. fala, mais e mais meus olhos se arregalam. Os coxinhas, a gente desculpa um pouco, pois são jovens levados bovinamente a dizer isso. Só por curiosidade: Em que o sr. trabalha ou trabalhou mesmo? Qual a sua grande obra em favor do próximo, ou, como os americanos, nem conhece os vizinhos?
Francy Lisboa
15 de novembro de 2014 5:51 pmMeu caro, cada vez mais tenho
Meu caro, cada vez mais tenho repulsa PARA QUEM NADA PRODUZ e portanto vive do que outros trabalham e produzem.
Meu Deus! Vc se rebelou contra o Mercado Financeiro?
Malú
15 de novembro de 2014 1:21 pmPor que será que esse pessoal
Por que será que esse pessoal acha que todo socialista tem que socializar a miséria? Tem que nivelar por cima, tem que querer o melhor para todos. Mas, o coxinhas não querem o melhor para todos, o melhor tem que ser apenas para eles, caso contrário como é que eles vão passear com sua “superioridade”, né mesmo?
JB Costa
15 de novembro de 2014 5:02 pmComo gracinha, Motta Araújo,
Como gracinha, Motta Araújo, é até aceitável esse teu comentário. Porque “si vero” …….Aí é de doer. Lembra uma tal de non sequitur.
“A esquerda tem por ideal a redução da desigualdade social, ou seja, luta para que a nenhum ser humano falte o essencial para uma vida digna e que sejam asseguradas oportunidades iguais para todos. Por consequência, todos os esquerdistas ou simpatizantes, enquanto não culminadas esses ideais, terão que vestir, comer, calçar, viver, igualzinho aos injustiçados”.
Francy Lisboa
15 de novembro de 2014 5:50 pmQuer dizr que quem é de
Quer dizer que quem é de esquerda deve remeter aos flagelados da fome africana em sua estruturas físicas?
Putz, com uma Direita dessa no Brasil o PT nada de braçaaaaada.
Motta Araujo
15 de novembro de 2014 7:08 pmhttp://www.jn.pt/PaginaInicia
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3372113
Boa lembrança, a esquerda brasileira pode se mirar na companheira africana ISABEL DOS SANTOS, da familia marxista que libertou Angola dos opressores portugueses, filha do esquerdista radical Jose Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 32 anos e de mãe sovietica, a revolucionaria Isabel tem hoje a preocupação de como investir seus 3 bilhões de dolares, ela nem dorme direito pensando nisso, um exemplo para Boulos, é a chamada “”esquerda chic””.
Daytona
16 de novembro de 2014 1:21 amO senhor poderia fazer um bom
O senhor poderia fazer um bom relato sobre a “Direita Parasita”, aquela banda de incompetentes que arrota meritocracia, mas vive de favorzinhos do Estado. O senhor, como puxa-saco profisisonal e recebor de favorzinhos de minsitros da ditadura é um expert no parasitismo direitista.
Motta Araujo
16 de novembro de 2014 1:12 pmHá um caso classico de
Há um caso classico de favorecimento, o CARTEL DOS FRIGORIFICOS criado pelo PT através do BNDES, maior contribuinte para partidos politicos, essa é a DIREITA UNICAMP, criação da esquerda dos campeões nacionais,
um projeto do capaitalismo de compadres cujo simbolo hoje é um iate ancorado em Saint Barth onde os campeões nacionais passam o fim de semana dando boas risadas pela piada pronta que é esse projeto de esquerda.
Daytona
15 de novembro de 2014 6:14 pmMais um comentário digno do
Mais um comentário digno do historiador de botequim, para quem esquerdista só pode ser desnutrido, fraca e vestido em trapos. é a “visãod e mundo” da elite “cultural” de SP, da qual Araújo faz parte. Comentário típico dos eventos cafonas na qual essa elite arrota seus preconceitos em meio a canapés, tudo gravado pelo Amaury Jr, principal divulgador da “alta cultura” dessa podre elite paulistana.
Desgostoso
15 de novembro de 2014 6:29 pmPo##a Motta, essa aí foi de lascar!
Ser quase sempre contrário a suas opinões é um esporte saudável para mim.
Mas essa nem dá pra comentar.
Pede pra apagar!
Fr@ncisco
15 de novembro de 2014 8:59 pmO Orfão de Padre Peyton Roça as Fronteiras do Rolabostismo
O último orfão vivo de padre Peyton, dessa vez ultrapassou seu limite à direita e mandou muito mal, a ponto de roçar as fronteiras do rolabostismo.
Que tal se informar um pouco sobre Boulos, pode ser pela entrevista dada a Mario Sergio Conti, nosso grande especialista em Felipão, na Globonews, e depois retornar para editar para melhor a critica?
Motta Araujo
15 de novembro de 2014 11:10 pmBoulos sendo entrevistado
Boulos sendo entrevistado pelo xaroposo Mario Sergio Conti, é tortura demais, não vou aguentar.
Não tenho interesse algum. MORADIA NÃO É UM DIREITO, É UM BEM ECONOMICO, alguem precisa trabalhar e poupar para poder ter uma moradia, com ou sem financiamento, assim é desde a primeira tenda há 10.000 anos.
Se alguem tem uma moradia sem custo, significa que outro trabalhou para construir, quer dizer, o invasor-ocupante está se apropriando do trabalho de outra pessoa. Pais com sistema de propriedade privada não tem essa solução, então agitar nessa direção não resolve nada, só aparece na midia, mas não dá solução definitiva.
Em nenhum lugar civilizado a casa é obtida por invasão, precisa ser comprada ou alugada. O governo pode ajudar com
financiamento mas não pode DOAR casas.
Acho muito válido um MOVIMENTO EM PROL DA MORADIA POPULAR visando organizar mutirões, preparar cadastros para familias que nem sabem como entrar na fila, criar ideias novas para moradia popular, por exemplo tipos de casas pre-fabricadas mais baratas, há muita coisa a fazer MAS baderna e invasão não é solução, quem lidera isso NÃO QUER RESOLVER, quer agitar para criar capital politico. É o que eu penso.
lenita
16 de novembro de 2014 12:47 amNada a ver ! E desde quando
Nada a ver ! E desde quando esquerdista tem de ser esquálido? Isto acontecia no norte e nordeste e até em SP, onde trabalhei muito com crianças desnutridas em último grau. Agora quase todos em situações como as mencionadas por mim, estão empregados e quem necessita tem o bolsa-família para complementar a renda e exigir presença nas escolas. Nada a ver, mesmo!!!!!
sergio m pinto
15 de novembro de 2014 11:51 amGilmar Mentes – talvez a
Gilmar Mentes – talvez a maior herança maldita do FCH.
Mário Mendonça
15 de novembro de 2014 11:59 amNassif
Em qualquer país mais
Nassif
Em qualquer país mais sério este senhor não estaria na suprema corte a muito tempo, mas por aqui, temos que atura-lo, a ai pergunto: até quando?
Recapitulando:
Nossa justiça nos deve e continuará a nos dever por muito tempo….
Bruno Cabral
15 de novembro de 2014 12:13 pmAté quando?
Até ele fazer 70 anos. Ou a PEC da bengala ser aprovada.
Sergio Saraiva
15 de novembro de 2014 1:18 pmBoulos pegou leve com Gilmar.
Não reparei no texto menção ao processo movido pelo MPF quando Gilmar era advogadp geral da União e contratava cursos para seus funcionários pagos com verba pública e ministrados pela “escolinha” de sua propriedade. Deu em nada o processo.
Ou do porquê do desacordo comercial entre Gilmar e seu sócio na tal “escolimha” ter corrido sob segredo de justiça. Ou, ainda, de onde vieram os 8 milhões e 1 reais com o qual pagou seu ex-sócio para encerrar o processo?
Sergio Saraiva
15 de novembro de 2014 1:25 pmA passeata do Lobo Mau
Passou desapercebido deste blog, mas foi capa de Folha, a passeata com que Boulos e a CUT responderam à turma do “coturno noturno” – com gente diferenciada na rua e em movimento.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=4EeiItrXq6E%5D
ANTONIO ATEU
15 de novembro de 2014 2:14 pmolha ai meu velho
Em paz
Apesar da forte chuva que atingiu a região central de São Paulo no fim da tarde, os manifestantes não desanimaram e marcharam pelo bairro dos Jardins, indo até a praça Roosevelt. No caminho, dançaram forró em frente ao hotel Renaissance e questionaram a xenofobia expressada contra os nordestinos após o resultado das eleições.
“A juventude tem outro método para tomar as ruas, com alegria e a luta do povo”, disse Beatriz Lourenço, do Levante Popular da Juventude.
A Polícia Militar (PM), que acompanhou o ato sem equipamentos ostensivos, mantinha em frente ao hotel – para defendê-lo da manifestação – um grupamento com cinco viaturas e quinze policiais com escudos e armaduras, além de armas de bala de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Não houve confrontos.
Dali, os manifestantes seguiram pela rua da Consolação até a praça Roosevelt, onde um homem identificado apenas como Osmar teve uma convulsão e foi socorrido pelos participantes do ato e pelo coordenador do MTST, Josué Rocha, que é médico. Osmar foi levado para a Santa Casa de Misericórdia desacordado e não houve novas informações até o fechamento da reportagem
https://jornalggn.com.br/blog/antonio-ateu/ativismo-o-contraponto-popular
Sergio Saraiva
15 de novembro de 2014 3:59 pmLegal.
Mas faltou destaque do dono do blog.
Discutimos tanto a passeata 2,5 do Lobo Bobo e nada da passeata 20 K do Lobo Mau.
Zanchetta
16 de novembro de 2014 12:33 amHoje tivemos a passeata
Hoje tivemos a passeata contra a esquerda e outros esquerdos…
Sinistro
15 de novembro de 2014 2:21 pmDiscordo …
Desqualificar
Discordo …
Desqualificar moralmente quem profere uma tese não é a maneira mais inteligente de abordá-la. Se entende que o magistrado é tão ruim quanto acusa, por que não propõe o PT uma reforma verdadeira no sistema judiciário brasileiro? São 12 anos de mandança e nunca se atreveram a sequer a levantar o tema para debate. É mais que uma conivência. É uma cumplicidade. O sistema tá podre, mas possso levar vantagem dessa podridão.
Sobre o tema bolivarianismo eu invoco Voltaire: “Por mais que eu discorde das vossas palavras, se necessário for, derramarei meu sangue para defender o direito de proferi-las”.
Eu acredito nas intensões bolivarianistas do PTe no risco apontado pelo Gilmar Mendes. E estas intensões se confirmam com o discurso do Maduro sobre a vitória da Dilma. Só não vê quem se simpatiza por esta opção.
E o ponto principal não é a opção bolivarianista, mas sim o método que estão escolhendo para alcançá-la. Porque o sigilo secretíssimo de um financiamento obscuro a Cuba de portos e aeroportos? Porque se manifestar numa assembléia mundial como não-antipática a terroristas decaptadores? Porque fazer um acordo escravocrata com uma ditadura para importar pseudos médicos sem submetê-los a um teste de qualificação? Esta é a questão!
JB Costa
15 de novembro de 2014 4:47 pmDesisto replicar este teu
Desisto replicar este teu comentário recheado de dados incorretos e ilações descabidas. A maioria dos leitores do Portal são de alto nível e sabe muito bem distinguir a ambos. Portanto, seria perda de tempo o contraditório.
Assim, concedo a ti a mesma prerrogativa arguida pelo filósofo francês.
Vagalume do Brejo
15 de novembro de 2014 6:08 pmEstude a geopolítica da
Estude a geopolítica da atualidade, procure se informar por meios mais livres do que a mídia nativa e você vai entender este seu discurso ideológico, já que ainda esta na era da ingenuidade.
Daytona
15 de novembro de 2014 6:09 pmHouve proposta de reforma do
Houve proposta de reforma do Judiciário(que Lula acertadamente chamou de uma “caixa preta”)logo no primeiro mandato de Lula, houve a criação do CNJ, mas o corporativismo do judiciário, alinhado com a burrice de grande parte da população(exemplo, pessoas que acreditam no que o Gilmar “Dantas” “Grampo Sem Áudio” Mendes diz)acabaram desfigurando as reformas.
O CNJ seria, pela pri9meira vez, um mecanismo de controle externo do Judiciário. O Judiciário brasileiro é o único dos poderes que não está sujeito a qualquer controle externo. Igualmente, é o único dos poderes sobre o qual a população não possui qualquer controle. Por isso memso é o mais corrupto, secreto e desonesto dos poderes.
Master Carlos
15 de novembro de 2014 2:33 pmNão teria preço!
Pouco provável, mas gostaria muito de ver o Gilmau tendo que sentar bem ao lado do juiz Fausto de Sanctis.
Será que ele pediria pra sair?
Juliano Santos
15 de novembro de 2014 2:36 pmBolivarinismo vem de Simon
Bolivarinismo vem de Simon Bolívar, como todos sabem. Quem foi Simon Bolívar? Um lutador contra a opressão colonialista sobre a América Latina, continente que já foi tão miserável quanto a Africa. E que hoje, graças aos ditos “bolivarianos” da Venezuela, Bolívia e Equador, destaca-se como o continente que mais avança em justiça social e desenvolvimento economico e humano. Como frizou o Boulos
Bolívar nunca foi um líder totalitário, nunca dizimou povos de países mais fracos, como nosso “herói” Duque de Caxias. E por outro lado, quem é Gilmar Mendes? O que seria um “gilmarianismo”? Coisas que a história resolve com imensa facilidade, tal o disparate que é uma figura como o Gilmar pronunciar “bolivarianismo” como se palavrão fosse.
Free Walker
15 de novembro de 2014 2:58 pmMarx fala sobre Bolivar
Por um capricho a história, em 1857, Karl Marx foi contratado pelo diretor do jornal New York Daily Tribune para escrever alguns verbetes para uma tal New American Cyclopaedia. Entre suas atribuições, ele foi encarregado de resumir a vida de Bolívar, que tinha morrido com tuberculose 27 anos antes. Inicia, assim, o texto de Marx: Bolívar y Ponte, Simon, o “libertador” da Colômbia, nasceu em Caracas, em 24 de julho de 1783, e faleceu em San Pedro, perto de Santa Marta, em 17 de dezembro de 1830. Era filho de uma das famílias mantuanas que, no período da supremacia espanhola, constituíam a nobreza criolla da Venezuela. O verbete, então, segue contando as aventuras militares do comandante, incluindo traições a seus companheiros, como Francisco de Miranda, que encarregara Bolívar de tomar conta da fortaleza de Porto Cabello: Quando os prisioneiros de guerra espanhóis, que Miranda costumava confinar na fortaleza de Porto Cabello, conseguiram dominar de surpresa os guardas e tomar a cidadela, Bolívar – apesar de os prisioneiros estarem desarmados, ao passo que ele dispunha de uma guarnição numerosa e uma grande quantidade de munição – fugiu precipitadamente durante a noite com oito de seus oficiais, sem informar seus próprios soldados. Ao tomar conhecimento da fuga de seu comandante, a guarnição retirou-se ordeiramente do local, que foi ocupado de imediato pelos espanhóis. É a primeira narração de Marx de uma fuga covarde de Bolívar. Ao todo, há outras cinco. Outra é esta aqui, quando Marx relata o depoimento de uma testemunha: Quando os combatentes [espanhóis] dispersaram a guarda avançada de Bolívar, segundo o registro de uma testemunha ocular, este perdeu toda a presença de espírito, não disse palavra, fez meia-volta no ato com o cavalo, fugiu a toda velocidade para Ocumare, passou pelo vilarejo num galope desabalado, chegou à baía próxima, apeou de um salto, entrou num bote e embarcou no Diana, deixando todos os seus companheiros privados de qualquer auxílio. Para Marx, Bolívar também era despótico e egocêntrico. A ideia fixa do venezuelano era criar uma única República, que seria resultante da independência de várias colônias: “Eu desejo, mais do que qualquer outro, ver formar-se na América a maior nação do mundo, menos por sua extensão e riquezas do que pela liberdade e glória”, escreveu ele em uma carta na Jamaica, em 1815. Em 1826, com a Espanha fora da região, o Libertador organizou um congresso no Panamá com representantes de vários países de toda a América do Sul. Convidou até mesmo diplomatas do Brasil. Segundo o pensador alemão: O que Bolívar realmente almejava era erigir toda a América do Sul como uma única república federativa, tendo nele próprio seu ditador. Enquanto, dessa maneira, dava plena vazão a seus sonhos de ligar meio mundo a seu nome, o poder efetivo lhe escapou das mãos. No ano seguinte, em 1827, Bolívar voltou à Venezuela após cinco anos lutando contra soldados que defendiam a Espanha na Colômbia, no Peru e na Bolívia. Os interesses dos espanhóis eram guarnecidos por apenas mil soldados, a maioria deles americanos doentes e mal equipados. Para ajudá-los, a Espanha enviou sua maior expedição militar para a colônia em três séculos de dominação e reforços anuais,! “Mas o tamanho excedia a moral, e uma vez na América os números eram reduzidos pela morte ou deserção. Os soldados espanhóis eram conscritos (alistados obrigatoriamente), não voluntários. A Guerra Colonial não era uma causal popular na Espanha, e nem os soldados, nem os oficiais queriam arriscar suas vidas na América, muito menos na Venezuela, onde o ambiente de luta era notoriamente cruel”, escreveu John Lynch. Para confrontá-los, Bolívar e seus parceiros criollos contaram com a ajuda dos ingleses. Após as guerras com Napoleão, havia milhares de soldados desempregados ou com baixos salários na Grã-Bretanha. Ansiavam tanto por um convite para lutar na América do Sul que treinavam voluntariamente durante o dia em Londres. Ao chegar à Venezuela, passaram a ser conhecidos como bons marchadores, pois deixavam os soldados locais sempre para trás nos grandes deslocamentos de tropas. A Batalha de Boyacá, ocorrido quando Bolívar entrou na Colômbia e a qual o libertador considerava “minha mais completa vitória”, foi vencida graças aos ingleses, que também venderam rifles, pistolas e espadas aos republicanos. No retorno à Venezuela, quem recebeu Bolívar foi o general José Antonio Páez, que ajudara a debandar as tropas da metrópole e, três anos depois, se tornaria presidente da Venezuela. Em sua aula, o professor Marx nos conta então como se dá a entrada apoteótica do Libertador em Caracas: De pé sobre um carro triunfal, puxado por 12 jovens vestidas de branco e enfeitadas com as cores nacionais, todas escolhidas entre as melhores famílias de Caracas, Bolívar, com a cabeça descoberta e uniforme de gala, agitando um pequeno bastão, foi conduzido por cerca de meia hora, desde a entrada da cidade até sua residência. Proclamando-se “Diretor e Libertador das Províncias Ocidentais da Venezuela”, criou a “Ordem do Libertador”, formou uma tropa de elite que denominou de sua guarda pessoal e se cercou da pompa própria de uma corte. Entretanto, como a maioria de seus compatriotas, ele era avesso a qualquer esforço prolongado, e sua ditadura não tardou a degenerar numa anarquia militar, na qual os assuntos mais importantes eram deixados nas mãos de favoritos, que arruinavam as finanças públicas e depois recorriam a meios odiosos para reorganizá-las. Ao ser questionado se não teria exagerado na crítica ao descrever uma pessoa com tantas conquistas, Marx respondeu o seguinte em uma carta para o camarada Friedch Engels: “Seria ultrapassar os limites querer apresentar como Napoleão I o mais covarde, brutal e miserável dos canalhas.”
Motta Araujo
15 de novembro de 2014 5:11 pmhttp://www.britannica.com/EBc
http://www.britannica.com/EBchecked/topic/72067/Simon-Bolivar/8291/Bolivia
ABSOLUTAMENTE NADA A VER. Bolivar era um ARISTOCRATA de primeira linha, lutou para tirar a Gran Colombia do dominio espanhol para que ele Bolivar passasse a ser o “dono” das provincias que hojse são a venezuela, Colombia, Peru e Bolivar, foi um DITADOR, nunca foi santo, era um POLITICO lutando pelo poder primeiro DELE, exatamente como foram outros “”libertadores”” em todos os tempos. O “”libertador” Agostinho Neto libertou Angola de Portugal, seu amigo e sucessor e tambem “libertador”” Jose Eduardo dos Santos está HA´32 ANOS como Presidente de Angola, a sua filhota Isabel dos Santos, filha dele como uma militante comunista russa, é HOJE A MULHER MAIS RICA DA AFRICA e está se preparando para comprar pagando à vista a nossa OI, esses são os LIBERTARIOS da esquerdolandia.
E tem tontos que ainda se iludem com esses “”libertadores”” e lideres de movimentos sociais, que depois de curto prazo viram disputantes a cargos politicos ou alguem acha que Boulos e cia. não vai para a politica?
Como tem santelmo no mundo, alo, alo Lindenberg Farias, Jose Serra, quantos foram “”lideres” de sem qualquer coisa para depois chegaram ao Congresso, ao Executivo, à Prefeitura, como a historia se repete e ainda tem iludidos, que coisa.
Sinistro
15 de novembro de 2014 8:44 pmComentário mais que
Comentário mais que perfeito!
Basta correr os olhos nos cargos hoje ocupados pelos “líderes” sindicais de outrora, com salários poupudíssimos e funções quase decorativas, para ver quão rentável é este poder reformador da nossa “esquerda”.
Que esta operação lava jato chegue ao fundo do poço, doa a quem doer, como prometeu em campanha a dona Dilma e honrou o digníssimo ministro da justiça. Engraçado que os inocentes úteis deste blog sempre disconjuram agressivamente quem põe em dúvida o atual governo. Chegam a criticar até o Ministro Cardoso porque segue a cartilha da justiça republicana e não os interesses ideológicos.
lenita
16 de novembro de 2014 12:26 amquaquaquaquá ! Sinistríssimo
quaquaquaquá ! Sinistríssimo o seu comentário, assim como o do sr. Motta, para variar. Bom é quem ganha o Nobel da Paz, antes de iniciar seu governo, que está espalhando a paz pelo mundo todo, graças ao Nobel. Só não espalhou a PAZ ainda no Haiti, pq lá não deve ter nada do interesse deles.
antonio francisco
16 de novembro de 2014 9:59 amIsabel dos Santos, filha do ditador José Eduardo dos Santos
Fonte: http://camalees.wordpress.com/2013/01/23/isabel-dos-santos-petrodolares-e-abutres/
De fato, é raríssimo alguém (que passe a liderar grupos em busca de seja o que for) não passar depois a cogitar de subir nos degraus do poder e usufruir das benesses que o poder proporciona.
Porém, em minha opinião, uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
Independentemente de qualquer defesa (ou ataque) a bolivarianismos de qualquer origem, é preciso que o Brasil descubra e aplique meios legais de livrar suas instituições de pessoas como Gilmar Mendes. Para o bem do país.
emerson57
15 de novembro de 2014 4:24 pmDevolve Gilmar !!!!!!!!!!!
Financiamento privado de campanha, (ADI n° 4.650)
https://www.change.org/p/stf-conclua-o-julgamento-para-proibir-doa%C3%A7%C3%B5es-de-empresas-para-candidatos-devolvegilmar#invite
anarquista sério
15 de novembro de 2014 4:52 pmEsqueci dese num comentário
Esqueci dese num comentário por aí.Esse é mais um esquerdista que escreve pra Folha.Ou se preferirem na PENSATA
Guilherme Boulos;
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JB Costa
15 de novembro de 2014 5:14 pmGilmar Mendes já deu sobejas
Gilmar Mendes já deu sobejas provas de que se lixa para as consequências dos seus atos, palavras e decisões indignas.
As característias e prerrogativas do cargo lhe dão a segurança formal. Poderia ser afetado se a grande mídia não lhe dedicasse tanta afeição e dessem o merecido eco as essas indignidades.
A última é essa de não se declarar impedido para apreciar a prestação de contas de campanha do PT. Impedido porque suspeito dada o seu escancarado anti-petismo.
altamiro souza
15 de novembro de 2014 9:25 pmótimo texto.
sem as
ótimo texto.
sem as cansativas conjunções aditivas muito usadas pelos
escrivães de polícia que redigem exaustivas fichas policiais.
ocastro
16 de novembro de 2014 1:13 amGilmar Mendes e o bolivarianismo
“O próprio ARRUDA afirmou que FERNANDO HENRIQUE CARDOSO do P$DB –que indicou GILMAR MENDES ao STF– trabalhou em FAVOR de sua ABSOLVIÇÃO”.
Tentar CORROMPER, PRESSIONAR ou PEDIR FAVORES a JUÍZES e CRIME ou NÃO É?
E o MINISTÉRIO PUBLICO não vai DEFENDER a SOCIEDADE? Para que SERVE ENTÃO?