A campanha de Lula entrou com 18 ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra ofensas da campanha de Jair Bolsonaro e apoiadores e disseminação de Fake News pela equipe do atual presidente.
Uma das principais Fake News disseminadas pela campanha de Bolsonaro é sobre os votos nos presídios, manipulando os dados, de forma falsa, tentando relacionar Lula a criminosos. As inserções em rádio e televisão de Bolsonaro diz que Lula foi o candidato com maior votação nas penitenciárias do país.
“A primeira peça manipula descaradamente dados sobre votação nos ambientes prisionais para tentar passar a falsa impressão de que ‘o crime apoiaria Lula'”, afirmaram os advogados de Lula, Eugênio Aragão e Cristiano Zanin.
“As demais inserções também usam os mais diversos artifícios maliciosos na tentativa de manipular o eleitor e desequilibrar o processo eleitoral. Os programas tentam induzir espectadores à falsa ideia de que Lula seria ‘bandido’ e que coadunaria com a criminalidade.”
As peças da campanha de Bolsonaro chegam a usar imagens de um assalto a mão armada, música forte de tensão e apelo emocional. Essas imagens mostradas em 4 inserções em rádio e TV foram questionadas na Justiça Eleitoral, pedindo a retirada e, também, o direito de resposta.
Além disso, pedem a derrubada de 3 Fake News divulgadas pela campanha de Bolsonaro: um deles desacreditando o sistema eleitoral brasileiro, afirmando que existiria número de votos superiores ao número de eleitores em determinados municípios; associando Lula ao crime organizado e a atos de violência praticados por presidentes de outros países.
Outras Fake News disseminadas pela rádio Jovem Pan e pelo vereador Nikolas Ferreira foram questionadas na Justiça. Eleito deputado federal pelo PL, Nikolas já foi acionado pela Justiça por vídeo em que afirma que, se eleito, Lula iria incentivar a criminalidade, o uso de drogas por crianças e adolescentes, a censura das redes sociais, fechar igrejas, perseguir cristãos e patrocinar ditaduras genocidas.
O ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do TSE, já havia determinado a retirada do conteúdo Fake News e ofensas a Lula. Mas o vereador continuou as ofensas e desdenhou da decisão da Corte Eleitoral.
“O requerido não apenas desdenha da ordem jurisdicional à qual todos os cidadãos brasileiros estão submetidos – inclusive ele -, mas também segue progredindo nas suas postagens para que o vídeo permaneça em evidência, por outros meios de comunicação, tendo como resultado a propagação de conteúdo sabidamente inverídico capaz de violar a legalidade e a lisura do processo eleitoral”, afirmam os advogados.
No total, foram 18 ações ajuizadas pela campanha de Lula no TSE, entre os dias 11 e 12 de outubro, que segundo a equipe visam “difamar o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva e enganar o eleitor”.
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