Um empresário do agronegócio na Bahia coagiu funcionárias a votar em Jair Bolsonaro e filmar o voto, as que não o fizeram ou votaram em Lula foram demitidas.
A informação consta em áudio do próprio empresário, narrando as ameaças feitas aos funcionários, divulgado por reportagem do G1. Ele chegou a orientar as mulheres a entrar com “o celular no sutiã” dentro da cabine de votação para gravar o voto em Bolsonaro.
“Também, lá em casa [no serviço], dos que estavam [a favor de Lula] eu tirei já [demitiu]. Tinha 5 [empregados que não concordavam], 2 voltou atrás, aí das outras 10 que estavam ajudando na rua, todo mundo teve que provar. Filmaram a eleição. Se vira, entrem com o celular no sutiã, que seja, vai filmar, se não, rua”, disse.
“Vota primeiro, prova, que te contrato”
“Filmaram e provaram que votaram. E 2 não queria, está pra fora [foram demitidas]. Hoje já estão falando ‘eu vou votar no Bolsonaro agora’. Então vota primeiro, prova, que te dou serviço de novo, contrato antes não.”
O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho. O MPT prepara um termo de ajuste de conduta que será apresentado ao autor.
Segundo o G1, a procuradora Carolina Ribeiro, do MPT-BA, expediu recomendação para que o empresário não mantenha a prática ilegal e também encaminhou ofício ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para atuação conjunta.
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