A nova rodada da pesquisa CNT/MDA, divulgada neste sábado (29), aponta à vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, que acontece neste domingo (30).
O petista tem 51,1% dos votos válidos, quando são excluídos brancos, nulos e indecisos. Na sequência, aparece o atual líder do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), com 48,9%.
Em votos totais, Lula tem 46,9% das intenções e Bolsonaro 44,9%. Brancos, nulos e não sabem são 5,6% e indecisos somam 2,6%.
Os índices correspondem ao cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos aos entrevistados.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn “
Sobre a pesquisa
Pesquisa feita pela MDA para a Confederação Nacional do Transporte (CNT) ouviu 2.002 pessoas de forma presencial, entre os dias 26 a 28 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O custo foi de R$ 168.000,00.
Confira a íntegra do levantamento:
Fábio de Oliveira Ribeiro
29 de outubro de 2022 11:04 amHoje consegui convencer uma pessoa a votar em Lula ao invés de anular o voto.
Meu argumento decisivo foram os casos de violência e assassinatos políticos estimulados por Bolsonaro.
A eleitoral é faxineira e está com tanto medo das eleições que pretende votar e se trancar em casa. “Faça isso, pois é quase certo que os maníacos bolsonaristas farão alguma coisa ruim amanhã”, aconselhei.
“Na política são todos farinha do mesmo saco”, disse a eleitoral. Perguntei se ela tinha visto Lula estimular assassinatos e agressões. Ela disse que não.
“Todo mundo viu Bolsonaro armar a população brasileira e incentivar agressões. Mas ninguém o viu desautorizar os assassinos e agressores que ele armou.”
“Isso é verdade”, disse a eleitora. E ela complementou. “Eu estava pensando em votar nulo…”.
“Não faça isso, porque Bolsonaro pode ganhar por causa do seu voto nulo. Amanhã apertei o 13 e dê a descarga mandando aquele monte de bosta para o esgoto.”
O marido dela, um operário que estaria passando fome se a esposa não trabalhasse como diarista, é eleitor do diabo no meio do redemoinho. O pobre coitado é vítima do neoliberalismo autoritário e nem mesmo está em condições de saber que é vítima. A esposa dele votará no Lula, felizmente.