Pela primeira vez desde que o País tem eleições diretas, um presidente investido no cargo perde a disputa pela reeleição para o adversário. Com 99,9% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula da Silva (PT), com 50,9% dos votos válidos, está eleito presidente da República para o mandato de 2023 a 2026.
Seu adversário, o presidente derrotado Jair Bolsonaro (PL), ficou com 49,1%. O resultado ficou dentro da margem de erro mostrada pela pesquisa Datafolha da véspera da eleição.
Até às 22 horas da noite deste domingo (30), o TSE mostrava uma diferença de apenas 2,1 milhões de votos. Lula angariou 60,3 milhões de votos, contra 58,2 milhões de Bolsonaro. No primeiro turno, a diferença entre os dois candidatos foi maior, de 6 milhões de votos.
A eleição dos estados
Lula venceu a disputa no Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais (por apenas 50 mil votos de diferença), Paraíba, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.
Bolsonaro venceu no Acre, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo.
Com 99,9% dos votos apurados, o TSE apontou que 118,5 milhões de brasileiros foram às urnas e escolheram um candidato, contra 3,9 milhões (ou 3,19% dos votos totais) votaram nulo e 1,76 milhão (1,43% dos votos totais) votaram branco.
Discurso da vitória
Poucos momentos após o TSE proclamar o resultado oficial da eleição, com Lula matematicamente eleito, o petista fez um discurso em um hotel em São Paulo. Lula começou afirmando que sua vitória não se deu contra um adversário comum. “Nós enfrentamos a máquina do Estado brasileiro, colocada a serviço do candidato da situação”, lembrou.
Lula também falou sobre o significado de sua eleição após anos de perseguição na Lava Jato. “Eu me considero um cidadão que teve processo de ressurreição na política brasileira, porque tentaram me enterrar vivo.”
O presidente eleito fez um discurso de união e afirmando que sua prioridade máxima é tirar novamente o Brasil do mapa da fome.
Com Lula, o Partido dos Trabalhadores retorna ao comando do País, de onde foi removido à força pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.
Desde 2014, o partido assistiu ao antipetismo crescer no País, sobretudo à luz da Operação Lava Jato, que chegou a prender e condenar Lula, impedindo o petista de disputar a eleição em 2018, quando Bolsonaro foi eleito.
Jicxjo
31 de outubro de 2022 1:55 amÉ um retorno épico! Supera sem dúvida o Getúlio de 50. Lula se inscreve definitivamente no panteão dos grandes líderes da humanidade. Velha mídia, Lava Jato, Centrão et caterva inventaram de brigar com um ser imortal, uma lenda viva, o verdadeiro mito que brotou da terra árida do Nordeste e que nada nem ninguém consegue destruir. Lula é nosso Gandhi, nosso Mandela, seres que parecem feitos de outra substância, muito além da vulgar matéria, de reles carne.