
O irreverente e querido parceiro DOM JNS levantou a lebre ao comentar o post “Eduardo Souto e o Despertar da Montanha” e eu, que não perco uma boa dica por nada nesse mundo, trago pro Jornalggn.com.br algumas considerações sobre as farinhadas do nordeste e seus produtos.
Primeiramente deve-se dar o conselho: Nunca leve farinha pra farinhada. Vá sempre desacompanhado pra farinhada pois ali estão as moças casadoiras do lugar e o namoro come de esmola. Uma boa farinhada pode levar vários dias e o seu final sempre é comemorado com beijus, tapiocas, bolos de carimã, carne assada e umas cachacinhas, que ninguém é de ferro.

Trago aqui, por oportuno, texto publicado na folha de Pernambuco, ensinando as diferenças entre macaxeira e mandioca:
Consumidos por grande parte da população do Estado, a macaxeira e a mandioca são símbolos da culinária nordestina. Apesar de estarem presentes em diversos pratos de nossa cultura, é grande o número de pessoas que se confundem na hora de diferenciá-las. Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, elas não são a mesma coisa, e é preciso ficar muito atento a essa diferença. Isso porque a mandioca é tóxica e, caso seja consumida sem passar por tratamento adequado, pode prejudicar a saúde.
Segundo o pesquisador da área de raízes e tubérculos do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Almir Dias, a diferença está no teor de ácido cianídrico presente nas raízes. “A mandioca, em geral, possui teor acima de 50 partes por milhão (ppm), enquanto a macaxeira tem um índice bem menor”, afirmou. Por causa disso, é necessário que a raiz passe por um tratamento adequado antes de estar disponível para os consumidores. “No processo de cozimento, as empresas conseguem eliminar a toxina, que evapora”, revelou Dias. Já a macaxeira não precisa passar por nenhum processo industrial para ser consumida.
A outra diferença está no direcionamento de cada produto. Enquanto a macaxeira destina-se ao consumo familiar, a mandioca é usada pelo setor agroindustrial. A fécula da mandioca, mais conhecida como amido, é o principal derivado da raiz. “Indústrias que trabalham com celulose, cosméticos ou alimentação utilizam o amido em seus processos produtivos”, disse o pesquisador. “Além disso, ela é utilizada também na produção de álcool, colas e corantes”, completou. Outro produto derivado da mandioca é a farinha, utilizada como insumo para diversos pratos regionais, como o tradicional pirão.
As pessoas que consomem a mandioca in natura, ou seja, sem passar pelo tratamento adequado para a eliminação das toxinas, correm sério risco de saúde. Segundo Dias, a ingestão contínua de ácido cianídrico prejudica o organismo humano. “Sem saber, ela mesma acaba se envenenando. Como a substância é extremamente perigosa, o consumidor corre o risco de vir a óbito”, alertou. A raiz também é prejudicial aos animais. “Nesse caso, a recomendação é cortar a raiz da mandioca e secá-la ao sol, para que a toxina evapore”, finalizou.
Cultivada em praticamente todos os municípios do Estado, a mandioca tem como principais áreas produtoras as regiões do Agreste Meridional, Setentrional e Sertão do Araripe. Já a macaxeira é cultivada principalmente nos municípios da Zona da Mata, por causa da proximidade com os municípios da Região Metropolitana, grandes consumidores da raiz.

jns
29 de outubro de 2014 1:28 pm“Assim será…”
CLINT EASTWOOD
“Governos não vivem juntos. São as pessoas que vivem juntas”
Josey: Você é Ten Bears?
Ten Bears: Eu sou Ten Bears.
Josey: (cuspindo o tabaco) Eu sou Josey Wales.
Ten Bears: Tenho ouvido.. você é um Gray Rider. Você não iria fazer as pazes com os Blue Coats. Você pode ir em paz.
Josey: Eu não acho. Eu não tenho para onde ir.
Ten Bears: Então você vai morrer
Josey: Eu vim aqui para morrer com você, ou viver com você. Morrer não é tão difícil para homens como eu e você, que estão vivos. Isso é difícil quando tudo que você sempre se preocupava foi massacrado ou estuprado. Governos não vivem juntos, as pessoas vivem juntas. Os governos nem sempre têm uma palavra justa ou uma luta justa. Bem, eu vim aqui para dar uma ou outra, ou obter qualquer uma de vocês. Eu vim aqui para que vocês saibam que a minha palavra de morte é verdadeira e que a minha palavra de vida é, então, verdade. O urso vive aqui, o lobo, o antílope, os Comanches e nós também. Agora, só vamos caçar o que precisamos para viver; o mesmo que os Comanches fazem. E, a cada primavera, quando a grama ficar verde e os Comanches se moverem para o norte, eles poderão descansar em paz, aqui, abater alguns dos nossos animais, ter carne seca para a viagem e o sinal Comanche permanecerá no nosso acampamento. Essa é a minha palavra de vida.
Ten Bears: E a sua palavra de morte está aqui em nossas pistolas e em seus rifles.
Josey: Estou aqui para qualquer coisa…
Ten Bears: Estas coisas que você diz que teremos, nós já temos…
Josey: Isso é verdade. Eu não estou prometendo nada extraordinário. Estou apenas dando-lhe a vida, você está me dando a vida e eu estou dizendo que os homens podem viver juntos sem um massacrar o outro.
Ten Bears: É triste que os governos sejam chefiados pela dupla linguagem. Os Comanches vêm que há ferro em sua palavra de morte para todos, assim como há ferro em suas palavras de vida. O papel assinado pode segurar o ferro, que deve vir dos homens, mas as palavras de Ten Bears levam o mesmo ferro de vida e morte. É bom que os guerreiros, como nós, se encontrem na luta da vida ou da morte… ela deve ser a vida
(Ten Bears saca a faca e corta sua mão. Josey faz o mesmo e eles fazem um pacto de sangue, selando a paz )
Assim será…
[video:http://youtu.be/fJutSRgS49Q width:600 height:450]
jns
29 de outubro de 2014 1:42 pmQuero novidades
“Até aí morreu Neves”
Joaquim Pereira Neves, assessor do Padre Feijó (ilustração abaixo), teve uma morte horrível, sendo decapitado por índios. Não se falava mais nada na Capital a não ser na morte do Neves.
O episódio encheu tanto a paciência do povo, que começaram a dizer: “Até ai morreu o Neves!”
Ou seja, quero novidades.
jns
29 de outubro de 2014 2:48 pmA Banana Rêga
A fruta mais descarada
da espécie vegetal,
exibicionista, safada,
a mais amada,
preferência nacional.
Nasce, assim, sem respeito,
em qualquer parte,
de qualquer jeito,
em qualquer quintal
onde houver
um sol tropical.
Em terras baianas,
pernambucanas,
nossa República das Bananas.
Verdadeiro tesouro:
banana-prata, banana-ouro.
Chiquita bacana.
Banana querida,
banana amiga,
da nossa barriga.
Banana brasileira,
te como toda,
te como inteira.
Em: Respostas ao criador das frutas, Sônia Carneiro Leão, Recife: 2010.
Sônia Carneiro Leão nasceu no Rio de Janeiro, mas reside em Recife. Psicanalista, escritora, poetisa, contista e tradutora.
Meu Tropicaliente Comandante, estas vermelhinhas são, especialmente, para você que é um voraz apreciador da banana rêga assada.
lucianohortencio
29 de outubro de 2014 3:17 pmDom JNS!
“Quem prova banana, eu acho.
Acaba comendo um cacho…”
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Jf6-f9MTI6w%5D
jns
29 de outubro de 2014 3:19 pmToada Comentada
FARINHADA
(Erik Vicente e Tony Navegantes)
Na mesa de todo caboclo não pode faltar
A farinha nossa de todo dia
A farinha é feita da mandioca no Tipiti
Que rala, espreme pro tucupi
Prá tapioca e o tacacá
Farinha boa é do Urini.
A farinha torra
É remexida no forno então,
É peneirada pelo artesão
É ensacada prá transportar
Prá por no caldo e virar pirão
Farinha d’agua, farinha seca
Farinha para o xibé.
Pirão de peixe maninha.
É o manjar Pirão de peixe maninha.
na cozinha, faz caribé.
Farinheiro, farinheiro
Quem começo a farinhada
Foi o índio brasileiro, na maloca encantada
Farinheiro, farinheiro
Numa noite azulada
Caprichoso te exalta
No balanço da toada.
[video:http://youtu.be/kGSskwH485c width:600 height:450]
Essa toada refere-se a uma alimentação básica do caboclo, em especial daquele que mora na região norte (é norte mesmo porque aqui pelo sudeste tudo que está prá cima é norte).
Até a Bahia, prá eles, é norte, quando os estudos apontam a Bahia integrada a região nordeste. Ademais quando falamos de farinha temos que ser claros porque farinha prá eles é a farinha de trigo. Se falarmos farinha d’água eles entendem melhor.
A verdade é que a farinha, como alimentação básica, não pode faltar na mesa do caboclo, assim como o arroz não pode faltar na mesa do paulista.
A “Dança do Tipiti” ou “Pau de Fitas”, é uma dança que imita o trançado do Tipiti (artesanato indígena de onde se extraí o tucupi).
Como diz a toada, ela é extraída da mandioca com o uso de uma técnica indígena onde o seu bagaço é colocado no tipiti, um artesanato em forma de cilindro bem comprido, feito em fibras artesanais todas trançadas que, após ser todo preenchido, pela a mandioca ralada, é pressionado, bem amassado e espremido para que saia o tucupi, um liquido amarelo, que o caboclo usa para fazer molho de pimenta, preparar o famoso pato no tucupi e fazer o delicioso tacacá. O tucupi é saborosíssimo e também pode servir para se fazer uma deliciosa cabeça de pirarucú no tucupi e tambaqui no tucupi.
Tipiti é uma espécie de prensa ou espremedor de palha trançada usado para escorrer e secar a mandioca ralada. O objeto é utilizado por índios brasileiros e ribeirinhos no preparo da farinha de mandioca (manibat).
É interessante destacar que o tipiti é todo trançado e tem o nome de uma dança muito famosa que também chama-se “Dança do Tipiti” ou “Pau de Fitas” como é conhecida no nordeste brasileiro, que consiste em um bailado singular ao trançar as fitas e, posteriormente destrançar sem embaraçar.
A tradicional música amazônica é simples:
TRANÇA, TRANÇA comece a trançar
Que o tipiti já vai começar
Prá lá é um passo a lá
Prá li é um passo ali
Dançando todo em roda
Formando o tipiti.
Para destrançar a música é a mesma usando o verbo DESTRANÇA.
Créditos:
Todas as informações são do blog http://arthur-euqueromaisfolclorear.blogspot.com.br/
jns
29 de outubro de 2014 3:40 pmInfluência da Lua na Agricultura
“A melhor lua pra se plantar mandioca é a lua-de-mel” – Chacrinha
[video:http://youtu.be/pSqS2NTGlmg width:600 height:450]
lucianohortencio
29 de outubro de 2014 4:28 pmPara Dom JNS
O bananólatra das Minas Gerais!!!!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=v5Qi3Sf-6Nk%5D
Maria Luisa
29 de outubro de 2014 4:30 pmFarinha do desejo
Vejam so, eu que achava que macaxeira e mandioca eram carne e unha, a mesmissima coisa 🙂 Ja banana, depende JNS, ela pode dar mole às vezes, mas é forte e faz crescer !
[video:http://youtu.be/R8dkzWgzb38%5D
jns
29 de outubro de 2014 6:25 pmMcAcheira
Não é parente do Paul e nem é batizada assim aqui nas Gerais.
Eu cultivava, na minha chácara, uma variedade de mandioca amarela, que era muito vistosa e tão saborosa quanto a branca após o cozimento.
Quando rolava uns rocks brabos, em noites de lua cheia, alem do stripzinho básico das vadias mais desinibidas, eu mandava, no fogão à lenha, cozinhar a mandioca na agua de coco.
A galera devorava e elogiava a mandioca cozida mais que a picanha que saia berrando da brasa.
“Os antigos” – respeitem os antigos – ensinam que as folhas da mandioca são tóxicas e que existem variedades que até as raizes também são tóxicas.
Sei que as vacas devem evitar comer os caules e folhas para evitar o envenenamento, mas tô curioso, até hoje, porque, as galinhas não são afetadas, quando devoram todos os brotos que encontram pela frente; principalmente das bananeiras, na época da seca inclemente.
As galinhas dão trabalho, mas são uma delícia.
O Meu Comandante Hortencio, Tenor da Melhor Qualidade, vai parar de marcar o ponto nos singelos Saraus do Nassa e vai vair cair no criminal sarau do mineirinho que não se leva à sério e nem aprecia complexo de vira-latas.
I’m vilralats!
lucianohortencio
29 de outubro de 2014 7:10 pmCachorro Vira Lata
Dom JNS!
Cuidado pra não confundir folhinhas de mandioca com folhonas de zabumba… Acho que as galinhas daí estão dando de pau é na zabumba!!!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=2qLWndKftkE%5D
MSCCC
29 de outubro de 2014 11:16 pmsem elas
O mundo seria inviável, inabitável, deplorável, execrável, lamentável, odiável e etcteravel sem todas as vadias e seria totalmente irrespirável se fosse dominado apenas pelo pensamento ultra-super-extra-chatamente-correto.
Amoelas; as vadias juramentadas; as meninas malvadas que nos deixam caidos no chão e serei, eternamente, apaixonado por todas as mulheres que trucidaram e inspiraram o Mago Lupi – “esses moços, se soubessem o que eu sei…”
Socorro Comandante!
Beijo pra MLuisa!
Queroelas!
Parceirinho Maior, ainda não chegou a minha CPU nova e o perrengue continua (este texto foi digitado no meu telequenga) – tenha do’…
To deitado na rede da area do jardim da minha casa, observando as minhas duas pererrecas – são três – que sairam da moita, mas não se moveram um milimetro para os lados, desde que eu cheguei.
lucianohortencio
30 de outubro de 2014 9:15 amOlha a minha pererecona!!!
Na verdade é uma jia, apelidada carinhosamente de Jiardênia!!!
jns
30 de outubro de 2014 7:24 pmAmerican Bullfrog
Rana catesbeiana
As minhas rãs foram adquiridas (girinos) em Viçosa-MG, por um ranário de uma cidade vizinha.
Elas vivem nos espaços criados entre os grandes seixos rolados (usados para decorar o meu jardim), que brotaram nas encostas das montanhas, onde está encravada uma das belíssimas cachoeiras que enfeitam a região.
[video:http://youtu.be/M02_dnl9zCA width:600 height:450]
Maria Luisa
29 de outubro de 2014 8:35 pmVaca profana
Eu ja tinha reparado um leve machismo-possessivo no Jejê em relação à mãe, que antes de ser mãe, é mulher. E agora, dom JNS derrapa nos adjetivos em relação as moças que o cerca. Ora ora! Galinhas, vacas, vadias e todo o séquito têm suas excentricidades e qualidades.
Caetano, em nome de todas elas, expressa assim. Me deixa viver, me deixar viver ! Totalmente demais!
[video:http://youtu.be/Lc-0dnF_KQo%5D
lucianohortencio
29 de outubro de 2014 8:54 pmEstás enganada, Maria Luisa!
Dom JNS é irreverente porém é um cavalheiro. Ele falou galinhas e vacas dirigindo-se textualmente aos animais de sua fazendo e não so sentido que entendeste.
Abração do luciano
Maria Luisa
29 de outubro de 2014 9:32 pmDom Juan
Esse JNS não da ponto sem no, dom Lulu! Mas não estou brava, so resolvi provoca-lo !
MSCCC
29 de outubro de 2014 11:27 pmsantinhas
A épica jornada pagã também contou com a presença de muitas meninas boas – aquelas que vão pro céu e não vão me encontrar lá – mas elas não tiraram a roupa.
Que pena!
Que dó!
lucianohortencio
30 de outubro de 2014 9:18 amQue diabo quer dizer MSCCC???
[video:https://www.youtube.com/watch?v=uZs47Irai0Y%5D
jns
30 de outubro de 2014 12:39 pmlenda massa
Mulo Sem Cabeça, Cabresto e Cabaço
Maria Luisa
29 de outubro de 2014 8:43 pmQue mulher!
Deixo ai com os Hanoi Hanoi, da época em que todos éramos bem jovensinhos 🙂
[video:http://youtu.be/BO1aUifU2i0%5D
Maria Luisa
29 de outubro de 2014 4:33 pmVoa tuiuiu
Sobre usos e costumes regionais. Morei em Cuiaba nos anos 80/90 e gostava de ouvir o jeito de falar de la. Fica ai o rasqueado cuiabano.
[video:http://youtu.be/nFFRYg__K60%5D