5 de junho de 2026

Com Lula, Orçamento nas mãos do Congresso deixará de ser secreto e acabará de modo “progressivo”, diz petista

Em entrevista à TV GGN, o senador Humberto Costa diz que o "mais provável" é que o Orçamento Secreto não termine "numa canetada só"

O senador Humberto Costa (PT) disse em entrevista exclusiva à TV GGN, comandada pelo jornalista Luis Nassif, que o mais “provável” é que o chamado Orçamento Secreto seja encerrado por Lula de maneira progressiva, e não numa “canetada”.

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Segundo Costa, Lula primeiro vai tirar o caráter secreto do orçamento operado pelas mãos de congressistas e, depois, fará o Executivo apropriar-se novamente da execução orçamentária, que foi “terceirizada” por Jair Bolsonaro para “se livrar do impeachment”, nas palavras do senador.

“Se vai ser possível resolver isso de uma canetada só, não sei. Mas já é de conhecimento do Congresso Nacional que o Orçamento Secreto deixará de existir. Primeiro, deixará de ser secreto. Não é possível ter segredo sobre quem é beneficiário [dos recursos] e quem indica [as emendas]. Segundo, não será possível ter alocação do recursos completamente dissociada do planejamento do governo”, apontou.

“O Orçamento Secreto vai acabar. Se vai ser processo rápido ou progressivo, não sei. É mais provável que seja progressivo. Mas chegaremos lá”, concluiu o senador.

Assista a entrevista completa com Humberto Costa abaixo:

Nesta segunda-feira (7), Lula se reúne com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o coordenador da equipe de transição de governo, Geraldo Alckmin (PSB), em São Paulo, para definir os nomes que irão comandar os grupos setoriais de trabalho. Desde a semana passada, a equipe de transição começou a discutir um caminho para viabilizar o pagamento de benefícios sociais a partir de 2023.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    7 de novembro de 2022 8:25 pm

    O ORÇAMENTO SECRETO.

    Além do caráter de negociação política que acompanha a natureza do Orçamento Secreto, no governo federal, obviamente, e que naturalmente dificultará o seu fim, há um outro aspecto, materialmente muito mais explosivo, em matéria de estratégia de segurança: jamais se deve passar ao adversário toda sua capacidade de defesa e ataque.
    Nisso reside, máxime o poder de dissuasão.
    No verão europeu de 1939, Hitler estava excitado com a possibilidade de fazer a guerra pra valer, como próprio de todo tirano, e queria começar por riscar a Polônia do mapa invadindo-a, para num futuro chegar a Moscou, seu objetivo maior. Mas, mexer com a Rússia lhe atemorizava, como depois, em maio de 1945 ficaria claro que ele nisso estava certo; então, buscou uma impensável parceria com a própria União Soviética, Rússia de então, para começar com a fragilíssima Polônia, dividindo-a entre os dois.
    A invasão da Polônia, em 1º de setembro de 1939 sob o pacto Ribentropp-Molotov foi um golpe de mestre. Hitler pôde ali ver que a Rússia soviética só tinha tamanho. E preparou-se para sua grande “missão”: exterminar a Rússia, consequentemente limpar toda a Europa do comunismo e fundar seu Terceiro Reich. Só não deu certo devido ao tamanho colossal do ex-Império Russo, e agora União Soviética, em homens e fibra, subdimensionado pelo tirano nazista.
    Os sistemas financeiros mundiais – e todas as transações financeiras, quanto e com quê – estão praticamente todos sob vigilância da banca anglo-americana. Nada se negocia, se compra ou vende sem que esteja ao alcance do Tesouro dos Estados Unidos, hoje comandado a quatro mãos pela “city” londrina e por “Wall Street”. Pode parecer bizarro, mas o comando dos Estados Unidos e de quase todo o mundo não é de Presidente Biden; é de alguém nas sombras, no topo do comando dos bancos, nos dois lados do Atlântico. Biden é somente o apertador de botão
    Desta forma, resta aos países que querem alguma autonomia cair naquilo que pode ser classificado como marginalidade.
    O risco de corrupção generalizada é enorme: ninguém mexe com mel para não sequer lamber os dedos. E os gatos gordos sempre vão na maior fatia; nos copos cheios, a se lambuzar.
    O outro dado é que quanto maior os ajeitamentos, mais caro vai ficando, e mais complexo com a inclusão cada vez maior de elementos da ratazana menor.
    Certa feita um prefeito da região foi à loucura quando descobriu na manhã de um certo dia 10 que eu noticiara em meu portal (extinto desde 2004), que seu Município recebera até mais do que o previsto, por pagamentos de atrasados do Tesouro Nacional. Os valores, creditados na conta e publicados de imediato foram uma conquista destes tempos de internet no segundo Governo FHC, até dezembro de 2002, há vinte anos.
    Em 2002, prestando serviços de informática à Câmara Municipal da minha cidade, defendi, num artiguete no Observatório da Imprensa a transparência total, com o uso da internet.
    Quatro anos depois, porém, ao ler sobre uma medida do sistema contra o Irã, caiu a ficha: nem a transparência, já adiantada pelo Governo Fernando Henrique Cardoso e radicalizada pelo Governo Lula estava de fato cumprindo com o seu objetivo de inibir a corrupção; como ali também enxerguei esse aspecto, o da fragilização dos governos nacionais em protegerem seus países das intervenções danosas por parte dos Estados estrangeiros, como mãos executoras dos verdadeiros mandarins, os do sistema financeiro internacional.
    Em resumo, eis a Venezuela. Com trilhões em ativos em petróleo, mas com polpudos depósitos em bancos estrangeiros, há mais de década congelados – e seu povo passando fome – sob a esdrúxula alegação de ser uma ditadura, quando os Estados Unidos e o Reino Unido, em nome de seus bancos negociam com ditaduras ferozes mundo afora e são, nos últimos 200 os maiores fomentadores de regimes tirânicos mundo afora.
    O Orçamento Secreto pode não ser tão danoso ao Brasil. Desde que não sirva para comprar votos. Se correr o bicho pega; se ficar, o bicho come

  2. baader

    8 de novembro de 2022 9:27 am

    orçamento “secreto”? art.37 da CF, senhores ministros do supremo. simples assim (ou nem tanto?)

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