A má formatação dos debates, ou algumas perguntas que ficaram sem resposta!
A formatação dos debates no Brasil, em nome de uma equiparação em termos de tempo entre os candidatos torna-os pobres chatos e repetitivos e pior deixam perguntas sem respostas.
Adotam-se esquemas de pergunta, resposta, réplica e tréplica que divididas no tempo dão aos candidatos no máximo 2 minutos para construir um raciocínio, devido este esquema BURRO combinado entre assessorias BURRAS e produtores de TV e rádio também BURROS, levam a debates onde quem se sai melhor é quem preparou os bordões ou é mais sínico.
Assisti um debate político na TV francesa em que o esquema de tempo igual era controlado como em jogo de xadrez, ou seja, cada candidato tinha uma hora ao todo para falar, porém não havia limite de tempo para cada resposta, com este tipo de debate alguma questão que era posta, começava a contagem de tempo e no fim da resposta parava o relógio passando para o adversário.
O esquema utilizado nos debates atuais desfavorece qualquer um, deixando todos os candidatos com um discurso vazio e muitas vezes repetitivo, pois terminada a pergunta ou a resposta induz o candidato a preencher o tempo com bobagens.
No debate da TV Globo uma economista de meia idade que se encontra fora do mercado de trabalho por algum motivo perguntou se os candidatos tinham alguma resposta a sua pergunta. Ficou patente que nenhum dos dois jamais tinha pensado no assunto e sem tempo para darem uma resposta à altura repetiram os bordões preestabelecidos dando a impressão que os dois eram BURROS.
O exemplo é claro, pois mais que não se goste ou não se alinhe a um ou a outro candidato o que não pode se dizer é que são burros, mas sim que o esquema os torna-os burros e os debates pior ainda.
Perde-se em todo Brasil a qualidade da discussão política, pois se quer moldar um debate político a um esquema de comercial, ou seja, limita-se o tempo à duração que tem a apresentação de um papel higiênico ou de um desodorante, esquecendo que para um comercial deste tipo é necessário dias de pré-produção e horas de filmagem para resumir tudo em 30 segundos.
Quanto à pergunta da Economista, no momento que ela fez me lembrei da discussão que havia na Europa há bastante tempo quando se falava de desempregado de longa duração (agora o problema é ainda mais grave), eram horas e horas de propostas e explicações sobre o assunto, e querem que se dê uma resposta em poucos segundos sem o mínimo tempo de reflexão.
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