1 de julho de 2026

Declínio na cobertura da vacina contra o HPV preocupa

A queda de mais de 11% na cobertura vacinal em meninas e quase 10% em meninos ameaça aumento de casos de câncer
Imagem: Freepik

A cobertura vacinal das meninas brasileiras contra o HPV caiu para 75,81%, no ano passado. O dado mostra um declínio de mais de 11% em comparação a 2019, quando a taxa ficou em 87,08%. Também houve uma queda da vacinação entre os meninos, de 61,55% para 52,16%. As informações são do Ministério da Saúde.

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A queda da imunização representa uma preocupação, visto que a vacina é indicada para combater o câncer de colo de útero em mulheres, e que também pode acometer o público masculino, através do câncer no pênis, ânus e de cabeça e pescoço. 

Prevenção

O SUS oferece gratuitamente o imunizante para o público jovem de 9 a 14 anos como fator preventivo. A vacina quadrivalente disponibilizada protege contra os quatro tipos de vírus mais incidentes de HPV: 6, 11, 16 e 18. 

Apesar de políticas públicas serem realizadas para o combate, seguindo o estímulo da OMS de eliminação do câncer por meio de 3 ações – a vacinação; tratamento de lesões pré-cancerosas e manejo do câncer cervical invasivo -, a primeira ainda é fator preponderante para a prevenção.

Mesmo com ampla cobertura vacinal disponibilizada gratuitamente, a informação também precisa ser a base para o enfrentamento do vírus. A taxa de adesão em alguns lugares da América Latina é baixa, segundo estudo de 2017, realizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e publicado na revista “Câncer”, da American Cancer Society. 

O HPV: transmissão e sintomas

O HPV (sigla em inglês) é o papilomavírus humano, que pode infectar a pele e as mucosas. Segundo o Inca, existem mais de 200 tipos diferentes do vírus. 

A transmissão se dá, principalmente, via sexual, incluindo contato oral e anal, além da masturbação. Ou seja, é possível se infectar sem ter relações sexuais com penetração. 

Em alguns casos, o vírus é eliminado do organismo da pessoa sem que esta saiba que foi contaminada. Mas na maioria dos casos, pode permanecer ao longo de sua vida, desencadeando manifestações ou não. 

O vírus HPV pode ser assintomático ou provocar o aparecimento de verrugas parecidas com uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. Se o quadro se agravar, as células infectadas perdem o controle da multiplicação e se espalham, invadindo os tecidos vizinhos, transformando-se em um tumor maligno como o câncer de colo de útero e do pênis.

Para mais informações e acesso à vacina, procure a unidade do SUS mais próxima em seu município, ou telefone para o Disque Saúde 136.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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