4 de junho de 2026

O fracasso da industrialização do Espírito Santo, por Luis Nassif

Vamos continuar a discutir o Espirito Santo. E o GGN está aberto a artigos que questionem essa visão negativa.
Beach in Vitoria,Espirito Santo,Brazil

Foi curiosa a reação de políticos e analistas do Espirito Santo, com o artigo sobre a Pesquisa Mensal da Indústria, que dava o estado como lanterninha em vários prazos – 12, 24, 36, 48 e 120 meses.

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A alegação é a de que o estado estava muito dependente de produtos primários, mais suscetíveis às variações do mercado internacional. Mas que vinha modernizando e tornando mais resistente a Indústria de Transformação.

Vamos analisar, então, o comportamento da Indústria de Transformação do Espírito Santo, comparado com os demais 14 estados brasileiros onde as pesquisas são realizadas.

Vamos deixar de lado a Indústria Extrativa e a Indústria Geral (afetada pela Extrativa), ficando apenas na Indústria de Transformação.

Nos últimos 12 meses, o Espirito Santo ficou na lanterna, com queda de 21% na produção industrial.

Em 24 meses registrou a terceira maior queda.

Em 48 meses, a 3a maior queda.

E em 120 meses, também a 3a maior queda.

E foi um estado que recorreu pesadamente a incentivos e subsídios, inclusive com a criação de um Fundo Soberano, com aplicações pouco transparentes.

Vamos continuar a discutir o Espirito Santo. E o GGN está aberto a artigos que questionem essa visão negativa.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. José Carvalho

    1 de março de 2023 1:56 pm

    O problema da indústria no Brasil, ou da necessidade de uma reindustrialização caso seja o interesse do País, passa pelo fim desse abuso em incentivos fiscais e essa disputa insana e sem qualquer fertilidade entre os Estados. Mais do que a disputa pela instalação dessa ou daquela indústria em um ou outro dos Estados, o que falta é uma estratégia que possa abranger todo o conteúdo de ganho que pode oferecer estruturalmente o setor. Não há uma discussão de como a indústria pode agregar ao País. Cada um dos Estados quer, justificadamente, a instalação de indústrias no seu domínio; mas a adequação num contexto mais profundo é mais relevante. Potencializar o País em várias dimensões trará mais ganhos no longo prazo. Um tópico importante é como dar razão para acontecerem os investimentos. Aproveitar o País nas vantagens que pode utilizar.

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