Conrado Hubner explicitou bem a crítica. No artigo “A corrida dos ‘cotados ao STF’ tem mais fofoca que jornalismo” expõe esse jornalismo de fofocas que domina a mídia hoje em dia.
Obrigados a fazer cinco notas por hora, colunistas de notas se transformam em arautos de fofocas, recorrendo a “fontes em off” que nem se sabe se existem ou não. Servem para dar um tom geral a posições individuais, fazer lobbies ou simplesmente preencher espaços de notas.
O presidente do Superior Tribunal Militar (STM), em “on” aprova decisão do Ministro Alexandre Moraes de julgar no STF crimes comuns de militares. Aí, a jornalista de notas publica que “ministros do STM” (assim, no plural e em off) criticam a medida. Aliás, o uso do coletivo para manifestações de militares tem sido a ferramenta mais utilizada para manter aceso o sentimento de temor em relação à corporação.
Ultimamente, o prato preferido tem sido as apostas em torno dos indicados para o STF. Fulano é favorito porque é muito amigo do Gilmar; Beltrano é favorito porque é apoiado pelo Prerrogativas; Sicrano é favorito porque soltou no Twitter nota de apoio a Lula em um dia qualquer do verão passado.
Com tantos balões empinados, é possível que um esteja certo. Mas, certamente, todos são frutos de mau jornalismo.
Vale o mesmo para o uso indiscriminado da palavra “mercado”. Que mané mercado? O gestor da BlackRock? Que nada? É o ex-colega de escola que é operador na mesa de uma instituição qualquer.
Nem se diga em taxar de “exclusivo” a informação recebida dos donos da Americanas, de que um inquérito interno, da própria Americanas, concluiu que os donos da Americanas não tinham informação sobre o golpe aplicado pelos donos da Americanas. E esse “furo” se tornou manchete principal do principal jornal do país.
Está comprovado que as redes sociais conseguem leitura explorando o ódio. O jornalismo tenta ganhar likes com notícias espetaculosas, ou falsas ou totalmente óbvias. Diz o título: “Saiba quem é a arma do PT para atacar Haddad”. O leitor vai ávido atrás da novidade, e a arma é Gleise Hoffmann, que todo mundo sabe que é crítica a Haddad.
Se é intenção da mídia recuperar a credibilidade, depois de quase 20 anos do pior jornalismo da história, está na hora de instituir a função do ombudsman – aliás, a Folha tem mantido a tradição de ótimos ombudsmen – mas, principalmente, acatar suas observações. Criem círculos de qualidade, consolidem o princípio de que uso indiscriminado de “off” é manipulação que desacredita a imprensa e abre espaço para lobbies de toda sorte.
Anônimo
2 de março de 2023 1:19 pmA única informação confiável nessa disputa pela vaga no STF é que eu mesmo NÃO sou candidato e NÃO tenho chance nenhuma de virar Ministro da Suprema Corte. Gisele Cittadino, jurista que eu gostaria de ver nomeada me falou que não é candidata e apoia a candidatura de um professor da PUC. Respeitados os limites impostos pela CF, Lula pode indicar quem ele quiser. Mas o Senado é que tem a palavra final. Portanto, outra informação confiável é que a aprovação do nome do novo Ministro do STF terá que ser negociado com os senadores.
Vladimir
2 de março de 2023 2:05 pmMais do que praga,o mau jornalismo é a genêse da fake news. Hoje,as fake news somente obtém o espaço que tem devido a este mau jornalismo.
Além disso,temos a qualidade muito ruim. Ainda ontem,li em um desses sites,ditos progressistas,que o presidente Lula taxou a gasolina em 75%,um prato cheio para as fake news golpistas,afinal,se um site dito esquerdista publicou esta matéria é porque é verdade.
A Matéria deveria ter um título em que possibilitasse a leitor entender que o governo recompôs somente 75% do imposto anteriomente cobrado. No lugar disso,deu a entender que o governo aumentará o preço da gasolina em 75% com impostos.
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2 de março de 2023 2:24 pmA corrupção é tamanha , que a normalidade e banalidade de algumas coorporacoes privadas se tornaram surreais, em tentativa de usar conceitos e ideias, normalmente vinculadas a valores cristaos, para mascararem o quão mesquinhos e corruptos e imorais são ,chegam sinceramente a duvidar da inteligência da maioria das pessoas. E um sinal de um declinio inevitavel, quando o acumulado de golpes e mentiras esgota até a capacidade humana de dissimular e ludibriar, sujeitando toda e qualquer tentativa de falsear uma razão a uma exposição ao ridiculo. O estado degenerado, as elites sordidas e corruptas sabemos, infelizmente as pessoas principalmente no brasil comumente toleram quase tudo dos poderosos desde que haja pao na mesa e circo, como.bebidas futebol e carnaval. Os lideres da humanidade em todos os setores.haveriam de ser os melhores e mais eticos humanos, infelizmente nossa cultura e nossks sistemaa politicosbe economicos normalmwente favorecem aos mais mesquinhos, sujos e sordidos e imorais. Nao é sem motivo discutirmos a possibilidade de explodirmos o proprio planeta e muitos almejarem ainda isso, para que a humanidade tenha umnfim
Célio Ferreira Facó
2 de março de 2023 2:53 pmHoje fica-se a pensar que Jornalismo é tarefa de semianalfabetos. Jornais e TV em geral: texto primário, opinião a rodo, fato de quase nada, estilo de comadres. E não gostam dos poucos que são sérios!
Paulo Follador
2 de março de 2023 2:55 pmAs medonhas “fontes” da Folha
Dernal Santos
2 de março de 2023 3:10 pmCaro Nassif, nessa “indústria do off” aponto que há uma via de mão dupla. É verdade que colunistas tê que produzir suas notas exclusivas, em geral sem fonte revelada e suposta condição de anonimato de quem fala.
Mas também é verdade que há um profusão de “fontes” se oferecendo, ávidos por passar suas notinhas para ficar bem e na intimidade do ou da jornalista. Se for “medalhão” então, aí são fontes e mais fontes se oferecendo
Conclusão: há uma promiscuidade amparada em interesses diversos, de um lado e de outro. É isso em todos os segmentos que geram notícia e, sobretudo, no mundo (ou submundo) da política de A a Z nesse espectro – esquerda, direita, centro, caciques, índios em busca do caciquismo. E por aí vai….
Lincoln Moreira Mendes
6 de março de 2023 2:33 pmA mídia esta entrando na era das meias fake News. Usam manchetes sensacionalistas e quando o leitor acessa o conteúdo este é desidratado e muitas vezes simplesmente não existe conteúdo algum que apresente algo novo que já não tenha sido exaustivamente exposto pelo próprio canal. Sem falar nos textos com portugues sofrível.