
Jornal GGN – De acordo com o Plano Decenal de Expansão (PDE) divulgado ontem (9) pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil irá investir R$ 1,263 trilhão, entre 2014 e 2023, em projetos de geração.
O documento prevê investimentos de R$ 879 bilhões na cadeia de petróleo e gás e outros R$ 301 bilhões na oferta de energia elétrica, em projetos de geração e transmissão. A oferta de biocombustíveis deve receber R$ 82 bilhões.
O estudo projeta um crescimento médio de oferta de 3,7% ao ano. Com isso, até 2023, o país entregará aproximadamente 426 milhões de toneladas equivalentes de petróleo.
Ainda assim, as projeções são de que a participação do petróleo e derivados na oferta total de energia interna caia dos atuais 38,6% para 36,7%. Isso porque há perspectiva de substituição da gasolina por etanol e do óleo combustível por gás natural.
O consumo de gás natural deve aumentar 3,7% ao ano, alcançando a marca de 128 milhões de metros cúbicos diários (m3/d) em 2023.
A oferta interna de eletricidade crescerá ainda mais, a um taxa média de 4,4% ao ano, e atingirá, em 2023, 934 terawatt-hora (TWh). O consumo deve crescer junto, a 3,7% ao ano, e vai superar a marca de 350 milhões de tep.
Com informações da Exame.com
Fernando Elias Reis
17 de setembro de 2014 10:18 pmPor que é tão difícil entender este símbolo exotérico: O BILHÃO
No Brasil, parece que até alguns milhões as pessoas entendem, mas quando chega no Bilhão aparentemente deixa de ser dinheiro para ser algo exotérico.
Com 90 Bi daria para custear paineis de aquecimento solar para todas as residências brasileiras, o que equivaleria à geração de quase duas usinas de Tucurui (ou seja, 72 mi Mwh), quase uma Itaipu!.
Mas com uma diferença: é energia que entra no pico de consumo (entre 18:30 e 21:00) e isso faz TODA A DIFERENÇA, pois no restante do dia temos até 80% do sistema geração/distribuição de energia OCIOSO. É tudo dimensionado para o horário de pico, e isso fica MUITO CARO, o que seria resolvido pelo chuveiro solar.
Há várias outras vantagens: geração de emprego e movimentação da economia (siderurgia, fabricantes, instaladores, etc); capital ecológico para o Brasil usar em discussões internacionais; potencial de aproveitamento de um mercado mundial latente e crescente (vai crescer exponencialmente na medida em que os países mais pobres, e mais ensolarados, tiverem acesso ao consumo); etc.
Todavia, como ainda não existem fabricantes de painéis de aquecimento solar de água com ações na bolsa de valores (ou seja, sem nível de governança que permita a credibilidade por investidores de mercado), nunca o Governo vai levar a sério esta questão.
Numa sociedade fraca como a nossa, as decisões políticas não são tomadas com base no interesse nacional, mas no interesse econômico de “investidores” (e A CULPA É NOSSA, dos que têm “diproma”, chabições que vomitam o veneno que engolem na comida estraga da mídia manipuladora, enfraquecendo nossos representantes na tomada de posições mais vantajosas para o país – e nem vou usar a palavra “nacionalismo” para não ser linchado, pois virou palavrão…).