A maioria das porcentagens dos brasileiros (46%) acredita que a economia irá melhorar no país, segundo o Datafolha. E cerca de um quarto tem uma expectativa negativa, de que piorará.
Segundo a pesquisa divulgada nesta segunda (03), 26% espera uma piora do cenário econômico, o que representa um aumento de 6 pontos percentuais em comparação a dezembro do ano passado.
De 20% para 26% foi o aumento da quantidade de entrevistados que têm a perspectiva negativa da economia. Também outros 26% acreditam que a situação permanecerá a mesma, sem mudanças.
Mas ainda permanece a maior quantidade aqueles que têm uma boa previsão dos dados econômicos: 46%. A diferença em comparação ao último levantamento é de 3 pontos percentuais a menos, dentro da margem de erro.
Os dados mostram também uma boa expectativa dos brasileiros quando se trata da situação pessoal: 56% acreditam que sua vida econômica irá melhorar, 28% afirmam que ficará igual e 14% que piorará.
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Há também uma análise equilibrada em relação a como o Brasil está hoje e nos últimos meses: 23% afirmam que melhorou, 41% dizem estar igual e 35% que piorou. E também em como os brasileiros enxergam o poder de compra: 33% dizem que irá aumentar, 34% que não mudará e 31% que irá diminuir.
Já em outro ponto abordado pelo instituto, sobre o emprego, há um maior pessimismo: 44% acreditam que aumentará o desemprego no Brasil, e somente 29% que diminuirá.
Também é maioria a quantidade de pessoas (54%) que acreditam que haverá um aumento da inflação, contra 20% que acham que irá diminuir e 24% que permanecerá igual.
O Instituto ouviu 2.028 pessoas, entre os dias 29 e 30 março, em 126 cidades.
José Carvalho
3 de abril de 2023 5:54 pmPesquisas sempre possuem um pouco do reflexo do momento do contexto em que é feita. Em relação à pesquisa anterior, por exemplo, é tradicional que ao final de um ano exista um desejo de que o ano que chega seja melhor e a expectativa do início de outro governo impacta essas expectativas. Há uma espécie de contradição aparente demonstrada no fato de que 56 porcento dos entrevistados acreditam que sua própria situação vai melhorar, enquanto que para o País vai piorar. Isso demonstra que para além do próprio desejo existe uma necessidade de que a economia passe a crescer e gerar mais empregos. Com apenas três meses, muitos esperavam maior facilidade de que o governo trouxesse um aumento no ânimo do País e que isso impulsionasse de forma geral o quadro. O início de ano projeta o comportamento que de certa forma vai ter para todos o movimento da economia. Um misto de esperança e receio, que reflete esse desejo em cada um de poder melhorar.