13 de junho de 2026

Produção industrial cresce em 11 dos 14 locais pesquisados

Jornal GGN – O aumento no ritmo da produção industrial nacional na passagem de junho para julho foi acompanhada por 11 dos 14 locais pesquisados, com destaque para os avanços mais acentuados assinalados por Amazonas (16,1%), Paraná (7,3%) e Ceará (7,1%), segundo a série com ajuste sazonal divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo a pesquisa, o resultado apurado no Amazonas interrompeu três meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou redução de 19,9%; o Paraná recuperou parte da perda de 8,1% registrada no mês anterior; e o o Ceará eliminou o recuo de 6,6% verificado em junho último. As outras regiões que apresentaram crescimento acima da média nacional (0,7%) foram Região Nordeste (5,6%), Bahia (4,7%), Santa Catarina (4%), Espírito Santo (3,6%), Pernambuco (3,2%), Rio Grande do Sul (1,5%) e Rio de Janeiro (1,2%), enquanto Minas Gerais, com acréscimo de 0,5%, mostrou avanço mais moderado.

Por outro lado, Goiás (-2,2%), São Paulo (-1,2%) e Pará (-0,8%) assinalaram as taxas negativas nesse mês e apontaram a segunda queda consecutiva nesse tipo de comparação, acumulando nesse período perdas de -2,6%, -2,6% e -2,7%, respectivamente.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,5% no trimestre encerrado em julho frente ao nível do mês anterior, após também registrar resultados negativos em abril (-0,4%), maio (-0,7%) e junho (-0,9%).

Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, 11 locais apontaram taxas negativas, com destaque para as perdas vindas da Bahia (-1,7%), Pernambuco (-1,5%), Região Nordeste (-1,1%), Pará (-0,9%), Rio Grande do Sul (-0,7%), Amazonas (-0,7%) e São Paulo (-0,6%). Por outro lado, Espírito Santo (2,1%) e Rio de Janeiro (2,0%) assinalaram os resultados positivos mais intensos em julho de 2014.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial nacional recuou 3,6% em julho de 2014, com perfil disseminado de resultados negativos em termos regionais, já que 13 dos 15 locais pesquisados apontaram queda na produção.

Nesse mês, os recuos mais intensos foram registrados por Rio Grande do Sul (-10,6%), Bahia (-7,5%), Paraná (-6,4%) e São Paulo (-5,8%). Pernambuco (-4,3%) e Minas Gerais (-3,7%) também assinalaram quedas mais acentuadas do que a média nacional (-3,6%), enquanto Goiás (-3,2%), Região Nordeste (-3,1%), Santa Catarina (-2,7%), Pará (-1,7%), Amazonas (-1,5%), Ceará (-1,5%) e Rio de Janeiro (-1,3%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas. Por outro lado, Espírito Santo (10,3%) e Mato Grosso (4,8%) assinalaram os avanços nesse mês.

No indicador acumulado para o período janeiro-julho de 2014, frente a igual período do ano anterior, a redução na produção nacional alcançou 11 dos 15 locais pesquisados, com cinco recuando com intensidade superior à da média da indústria (-2,8%): São Paulo (-5,2%), Bahia (-5%), Rio Grande do Sul (-4,9%), Paraná (-4,8%) e Rio de Janeiro (-3,3%). Santa Catarina (-1,8%), Ceará (-1,5%), Minas Gerais (-1,3%), Região Nordeste (-0,5%), Goiás (-0,4%) e Espírito Santo (-0,2%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos no fechamento dos sete primeiros meses de 2014. Por outro lado, Pará (10,9%), Amazonas (3,3%), Pernambuco (2,6%) e Mato Grosso (1,1%) assinalaram as taxas positivas no índice acumulado do ano.

A taxa acumulada nos últimos 12 meses apresentou um recuo de 1,2% em julho de 2014, e manteve a trajetória descendente iniciada em março último (2,0%) e assinalou o resultado negativo mais elevado desde janeiro de 2013 (-1,5%). Em termos regionais, oito dos quinze locais pesquisados apontaram taxas negativas em julho desse ano e 13 assinalaram menor dinamismo frente ao índice de junho último.

As principais perdas entre junho e julho foram registradas por Amazonas (de 7,8% para 5,4%), Rio Grande do Sul (de 2,5% para 0,3%), Bahia (de -0,1% para -2,0%), Ceará (de 4,7% para 3,4%), Região Nordeste (de 1% para -0,1%) e Paraná (de 0,0% para -1,0%), enquanto Espírito Santo (de -3% para -1,4%) e Mato Grosso (de 3,7% para 4,2%) mostraram os avanços entre os dois períodos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. IV AVATAR

    5 de setembro de 2014 11:10 pm

    Como notícia boa não dá no JN, essa vai pro manchetômetro

    Que o manchetômetro acompanhe e conte também as boas notícias ocultada pela mídia, até mesmo pq uma Globo, concessionária de serivço público, é obrigada por lei a prestar serviço de qualidade, ou seja: Fazer jornalismo, o que é o caso

  2. altamiro souza

    5 de setembro de 2014 11:59 pm

    como o meu profeta economico

    como o meu profeta economico já me havia dito,

    o segundo semestre tradicionalmente é melhor do que o primeiro.

    aliás, uma curiosidade,

    os profestas do apocalipse da grande mídia

    sempre pegam dados do passado pra inventar futuras ruínas.

    na verdade, são os profetas da desesperança,

    jamais pretendem mudar nada,

    só querem a volta ao passado,

    manter o status quo que lhes beneficia,

    tudo muito coerente com a histórica perversidade que lhes é inerente.

    parafraseando o Eco,

    canalhas apocalípticos e integrados ao que há de pior da humanidade.

  3. nadja

    6 de setembro de 2014 4:56 am

    E pq será que vai bem? 

    E pq será que vai bem? 

Recomendados para você

Recomendados