4 de junho de 2026

Rendimentos habituais representam 75% nas casas brasileiras, por Luís Nassif

Por Região, no Sudeste o estado com menor índice de rendimentos habituais é o Rio de Janeiro, seguido pela Minas Gerais do governo Zema.
Localização do Semiárido brasileiro (Mapa: Agência Nacional de Águas)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou seu anuário com dados sobre a participação percentual na composição do rendimento médio mensal real domiciliar.

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Em outras palavras, levanta, do rendimento total dos brasileiros, o percentual referente a

  • habitualmente recebido em todos os trabalhos;
  • outras fontes;
  • aposentados e pensão;
  • aluguel e arrendamento;
  • pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; outros rendimentos.

No total, os rendimentos habituais representam 74,5% dos rendimentos totais recebidos; bicos representam 25,5%; aposentadoria e pensão 18,1% e outros rendimentos 4,6%.

Em relação aos rendimentos habituais, as regiões com melhor performance são o centro-oeste (79,7%) e o Norte (76,2%) e o pior é o Nordeste (65,9%).

Em Aposentadoria e Pensão, o maior percentual é do Nordeste (22,2%), seguido pelo Sul (18,5%). Esse percentual não significa necessariamente maior número de pessoas, mas um percentual maior devido ao menor percentual de pessoas com rendimentos habituais.

Quando se comparam todos os estados, há surpresas. O estado com maior percentual de rendimentos habituais recebidos é Mato Grosso, seguido de Roraima, Amapá, Rondônia e Mato Grosso do Sul; e os menores são Bahia, Ceará, Piauí, Alagoas e Pernambuco.

Em relação à Aposentadoria e Pensão, os maiores percentuais são de estados nordestinos, com exceção do Rio Grande do Sul; e os menores percentuais são de estados do Norte.

Por Região, no Sudeste o estado com menor índice de rendimentos habituais é o Rio de Janeiro, seguido pela Minas Gerais do governo Zema.

No Norte, o melhor desempenho, de rendimento habitual, é Roraima.

No Nordeste, o melhor desempenho é Sergipe.

No Sul, é Santa Catarina.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. José Carvalho

    5 de junho de 2023 1:39 pm

    Rendimento habitual é aquele que se tem regularmente e portanto vem tradicionalmente das mesmas fontes. Salários, remuneração de tipos de trabalho que ocorrem mais ou menos permanentemente. Esses outros tipos de rendimentos oferecem alguma volatilidade e insegurança. Independente da renda recebida ou se é vinda da informalidade ou de emprego formal, os números apresentam a maioria dos lares com tipo de renda vinda dos rendimentos habituais. Percebe-se portanto o quanto a falta de mobilidade e permeabilidade social restringem a busca por melhores condições e a ascensão social no País. Estados com economias menos desenvolvidas tem índices relativamente afetados no computo geral. Habitual ou não, a renda é afetada pela falta de oportunidades, que não acontecem devido a falta de crescimento econômico. Esse modelo concentrado, que não deixa o País acontecer e ter possibilidades de desenvolvimento precisa ser mudado. O custo econômico e social para toda a sociedade é bastante alto.

  2. José de Almeida Bispo

    5 de junho de 2023 4:34 pm

    Dos 75 municípios sergipanos, em 31 houve encolhimento de suas populações em relação a 2010; em 39, sequer segurou todo o crescimento natural (População pre-existente+nascimentos-falecimentos). Somente em cinco houve crescimento acima da vegetatividade, especialmente num defronte à capital, Aracaju.O Estado, como um todo perdeu população para a emigração.

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