Jornal GGN – Apesar da volatilidade causada pela divulgação da ata do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos), o índice da bolsa brasileira voltou a ganhar força e encerrou o dia em seu maior patamar desde fevereiro do ano passado, com destaque para as ações de Vale, Eletrobras, Petrobras e dos bancos.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou o dia em alta de 0,73%, aos 58.878 pontos e com um volume negociado de R$ 7,381 bilhões. O índice acumula um ganho mensal de 5,46%, enquanto a valorização anual chega a 14,31%.
O documento divulgado pela autoridade monetária norte-americana sinalizou que o ciclo de aperto da taxa de juros pode ser antecipado por conta do rápido progresso da economia, o que chegou a trazer alguma volatilidade para o pregão. Contudo, um posicionamento mais claro quanto ao processo pode ser apurado após o discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, em evento programado para a próxima sexta-feira.
No Brasil, as notícias sobre o cenário eleitoral tem sido o principal fator de referência para os investidores. O PSB formaliza nesta quarta-feira sua chapa com Marina Silva como candidata a presidente e o deputado Beto Albuquerque (RS) como vice, após a morte de Eduardo Campos em acidente aéreo na semana passada.
Quanto ao dólar, a cotação interrompeu uma sequência de quatro quedas e encerrou o dia em alta de 0,57%, negociado a R$ 2,263 na venda. O destaque do dia ficou com a divulgação da ata do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos), onde a autoridade monetária mostrou-se surpresa com a velocidade no ritmo de recuperação do mercado de trabalho do país.
A decisão sobre o início dos ajustes é a principal expectativa dos investidores, uma vez que o início do ciclo de ajustes poderia levar para os Estados Unidos recursos que são atualmente empregados em países cujos rendimentos são maiores, como o Brasil. No cenário brasileiro, os investidores mantiveram o foco no quadro eleitoral.
As intervenções do Banco Central no mercado de câmbio também influenciaram o resultado. A autoridade monetária voltou a efetuar um leilão de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento em 1º de setembro. Foram negociados 10 mil contratos, sendo 600 com vencimento em 4 de maio de 2015 e 9,4 mil para 3 de agosto de 2015, em transação que movimentou o equivalente a US$ 493,1 milhões.
No programa de intervenções diárias, foram negociados 4 mil contratos de swap cambial: 2,5 mil com vencimento em 1º de junho e 1,5 mil para 1º de setembro de 2015. A operação movimentou o equivalente a US$ 197,4 milhões.
Para quinta-feira, os agentes aguardam a publicação da taxa de desemprego no Brasil. No exterior, a agenda será um pouco mais movimentada, com a divulgação das vendas de casas existentes, pedidos de seguro-desemprego, licenças de construção e o PMI (índice dos gerentes de compras) de manufatura nos Estados Unidos; o PMI composto, de manufatura e de serviços na Alemanha; o índice de vendas no varejo da Grã-Bretanha; além do índice de confiança do consumidor e o PMI composto, de manufatura e serviços na zona do euro.
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