O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta segunda-feira (3), o início das obras do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que ligará a região de Ilhéus a Aiquara, na Bahia.
A expectativa do governo é que a obra seja inaugurada em 2027, mas Lula pediu celeridade aos empresários da Bahia Mineração (Bamin), para que possa entregar a obra ainda no atual mandato.
Além de ressaltar que a construção da ferrovia já estava nos planos desde março de 2010, quando o edital de concessão foi divulgado, Lula criticou a condução do país na última década.
“Se este País tivesse seguido o ritmo de crescimento que ele tinha quando nós terminamos o nosso primeiro mandato, certamente este País seria hoje, na pior das hipóteses, a quarta economia do mundo. Nós eramos a 6ª e recuamos para a 13ª economia, uma demonstração de que o nosso País andou para trás.”
Lula, durante discurso de lançamento da Ferrovia Oeste-Leste
A fim de atrair recursos e parcerias para viabilizar as obras de infraestrutura, o presidente fez um aceno ao empresariado brasileiro. Durante seu discurso, Lula afirmou a importância de garantir estabilidade política, econômica, jurídica e social para dar mais segurança aos investidores interessados no País, preocupação presente no atual governo, mas que foi negligenciada na gestão anterior.
Obra
O trecho 1 da Fiol terá, na Bahia, 537 quilômetros será extendida até Caetité. Esta é a primeira obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do terceiro mandato de Lula, ainda que o lançamento oficial do programa ocorrerá ao longo do mês.
As demais etapas da Fiol já estão em andamento. O trecho 2, que liga Caetité e Barreiras, também na Bahia, foi iniciada e o trecho 3, de Barreiras a Figueirópolis, no Tocantins, está em processo de licença de instalação.
Prevista para chegar até Água Boa, no Mato Grosso, a Fiol deve promover uma redução de 86% na emissão de gases do efeito estufa na atmosfera. Com ela, será possível transportar do futuro Porto de Ilhéus para o transporte de grãos, alimentos processados, cimento, combustíveis, manufaturados, petroquímicos e outros minerais para o interior do Brasil.
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