Por Rogerio Maestri

A segunda maior dívida norte-americana, só comparável ao mercado imobiliário!
Com o processo de queda de investimentos públicos norte-americanos em setores como o ensino, está se criando uma nova bolha que ainda não está a ponto de estourar, mas se não for feito algo em breve teremos um problema como o do setor imobiliário.
Os custos do ensino nos Estados Unidos são crescentes a longa data e o financiamento público direto diminuindo, o que ocorre este custo é repassado aos estudantes mediante empréstimo. Os empréstimos escolares de 2007 até 2013 dobraram em valor, segundo uma agência reguladora norte-americana a Consumer Financial Protection Bureau (cfpd) a dívida pública dos estudantes norte-americanos atingiu no fim de 2011 a quantia surpreendente de 1 TRILHÃO de dólares (videhttp://www.consumerfinance.gov/newsroom/student-debt-swells-federal-loans-now-top-a-trillion/), atualmente estima-se esta dívida em torno de 1,05 trilhões,http://www.bloomberg.com/news/2014-07-24/record-student-loan-debt-prompts-treasury-push-to-stem-defaults.html.
Se a inadimplência desta dívida não estivesse em alta (passou de 13,4 para 14,7 em um anohttp://www.bloomberg.com/news/2014-07-24/record-student-loan-debt-prompts-treasury-push-to-stem-defaults.html) as coisas estariam no caminho normal do endividado povo norte-americano, entretanto com custos na educação subindo assustadoramente, para dar um exemplo, médicos formados em 1978 tinham uma dívida média em torno de US$13.469,00 (algo em torno de US$48.000,00 em dólares de hoje) um estudante de medicina sai em média com uma dívida de US$170.000,00 (http://www.bloomberg.com/news/2013-04-11/medical-school-at-278-000-means-even-bernanke-son-carries-debt.html), ou seja, um aumento de 450% em 36 anos (isto já em valores deflacionados). Somado esta dívida pública há uma dívida com instituições privadas que passa de 150 milhões de dólares.
Além do crescente endividamento e o aumento da inadimplência, esta dívida está começando a pesar na decisão das financeiras e dos próprios formados em contrair empréstimos para a compra da casa ou de um automóvel, ainda não é tão importante este fator, mas começa a preocupar os recém-formados e os agentes financeiros (http://blogs.wsj.com/economics/2014/08/05/how-student-loans-are-shaping-mortgage-approvals/ ). Num país movido a endividamento isto tira a possibilidade do famoso empurra com a barriga que é a vida do americano médio.
Como a capacidade de emitir dólares do governo americano é praticamente ilimitada (excetuando os problemas futuros que vão ocorrer!), isto não parece preocupar os economistas e financistas americanos (assim como a bolha do mercado imobiliário não preocupava), porém já para os recém-formados isto torna a sua vida bem mais desagradável. Diferentemente dos mercados de hipotecas, não dá para entregar parte do diploma quando não há possibilidade de pagamento, só restando a declaração de falência pessoal ou o refinanciamento da dívida.
Agora para os nossos fantásticos liberais de botequim, que adoram a política norte-americana de estado mínimo, imaginem o que levaria uma diminuição do Estado Brasileiro na educação superior, se considerarmos que muitos desses teóricos apregoam que o Estado deve se ocupar do ensino de primeiro e segundo grau, deixando para a iniciativa privada o ensino superior, planos de financiamento que nos Estados Unidos devem ser pagos ou dá cadeia, seriam mais uma grande fonte de enriquecimento das instituições privadas de ensino e um rombo surpreendente nas contas públicas, pois no fim quem pagaria tudo seria o Estado.
DanielQuireza
15 de agosto de 2014 11:36 amAcredito que só haja perigo
Acredito que só haja perigo de bolha se os empréstimos estiverem sendo refinanciados, no estilo danto mais dinheiro ao estudante ou mesmo essas dívidas estiverem sendo vendidas em títulos como era os financiamentos imobiliários. Coisa que duvida, pois a natureza dos ativos é totalmente diferente. E continua sendo muito melhor o Páis investir sim em educação básica do que gastar tanto dinheiro com ensino superior, quem está equivocado nisso daí é o Brasil.
Francy Lisboa
15 de agosto de 2014 12:28 pmHa espacao para os dois caro
Ha espacao para os dois caro Daniel. Esse papo de que tem que investir em educao basica eh muito lugar comum. Desde do ultimo condenado ao inferno ateh o primeio serafim sabem disso.
aliancaliberal
15 de agosto de 2014 1:36 pm“Desde do ultimo condenado ao
“Desde do ultimo condenado ao inferno ateh o primeio serafim sabem disso. “
Saber como resolver os problemas qualquer politico sabe, só falta fazer.
DanielQuireza
15 de agosto de 2014 3:43 pmE mesmo assim não deixa de
E mesmo assim não deixa de ser verdade. Mas enquanto um professor de ensino básico ganhar menos que um tecnico de nível médio de área meio de serviço público a realidade não vai mudar. Não adianta.
Ivan de Union
15 de agosto de 2014 12:00 pmUm trilhao de dolares:
Um
Um trilhao de dolares:
[video:https://www.youtube.com/watch?v=n4-4bvuX7qA%5D
Um trilhao de dolares traduzido:
Escravidao.
Motta Araujo
15 de agosto de 2014 12:13 pmTodos os problemas do mundo
Todos os problemas do mundo estão nos EUA, já na Russia, India, China e Brasil não há nenhum problma social, economico, politico ou educacional, está tudo joia, nos EUA só tem problemas, coitados.
Rogerio Maestri
15 de agosto de 2014 12:35 pmCaro Daniel.
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Investimento
Caro Daniel.
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Investimento em educação deve ser equilibrado, mas é certo que um país sem ensino básico ou ensino superior de bom nível as chances de competição no mercado internacional são nulas.
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Contrapor investimentos em educação de nível superior com educação em ensino básico é o mesmo do que definir que uma pessoa deve ter uma só refeição por dia e começar a discutir se está deve ser o café da manhã, o almoço ou a janta.
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Talvez a tua formação não seja técnica, e por isto não enxergue a necessidade de um ensino superior forte e criativo, não adianta termos ótimos MBA’s em comercialização de produtos primários e não produzirmos novos produtos industriais com tecnologia nacional.
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A Universidade Brasileira não dá mais respostas aos desafios tecnológicos simplesmente porque os chamados setores produtivos patronais ainda pensam em um desenvolvimento industrial baseado na substituição de importações, algo que já passou, e grande parte da desindustrialização do país é devido esta mentalidade tacanha de IMPORTAR TECNOLOGIA.
DanielQuireza
15 de agosto de 2014 3:49 pmSim, o equilíbrio é sempre o
Sim, o equilíbrio é sempre o ideal, ou seja, se investir o suficiente nos dois. Mas os recursos sempre serão escassos por definição, então eu continuo preferendo investimento público maior em educação básica. E continuo achando que essa dívida grande nada tem a ver com bolha. Na verdade é uma boa política, como é bom o programa FIES que temos aqui no Brasil.
janes salete
15 de agosto de 2014 9:31 pmMotta: não é que não tenha
Motta: não é que não tenha nada errado nesses países que citaste, mas a “novidade” está no USA por ser ele o grande ditador mundial. Tenho absoluta certeza, que se pobre eu fosse, optaria por viver em Cuba, jamais na Índia. Para mim, um país totalmente indigno para com seus cidadãos eternamente sem oportunidades, vivendo como lixos humanos. Cultura? Sim. Mas MUITO se deve, também, ao capitalismo da forma mais selvagem que ele possa ser apresentado. Culturas excludentes tem como bases israel e índia. Nada no mundo se parece com esses dois países capitalistas e excludentes e que utilizam a ‘cultura” como desculpas para suas barbáries.