4 de junho de 2026

Aliados apoiam Marina, mas PSB reivindica direito de decisão

 
Jornal GGN – Roberto Amaral, agora se firmando como novo presidente nacional do PSB, emitiu uma nota pública na tarde desta quinta (14) afirmando que o partido baterá o martelo sobre a substituição de Eduardo Campos na eleição presidencial deste ano quando julgar “oportuno”. 
 
O comunicado ocorre um dia após o acidente aéreo que tirou a vida de Campos e mais seis pessoas, sendo quatro assessores do então candidato a presidente e dois pilotos de um jato particular, arrendado pela equipe do pessebista por ocasião da campanha.
 
Segundo Amaral, que até ontem era vice-presidente da legenda, o PSB está “irmanado com os sentimentos dos seus militantes e da sociedade brasileira, cuidando tão somente das homenagens devidas ao líder  que partiu”, e tomará, “quando julgar oportuno, e ao seu exclusivo critério, as decisões pertinentes à condução do processo político-eleitoral.”

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Os demais partidos da coligação Muda Brasil (PPS, PHS, PSL, PPL e PRP) declararam, nesta quinta, apoio à indicação de Marina Silva (Rede/PSB) para substituir Campos no pleito. A ex-ministra tem recall da eleição de 2010, quando conquistou quase 20 milhões de votos. Ao lado de Marina, como candidato a vice-presidente, estão cotados o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, e o próprio Roberto Amaral.
 
A escolha pode não ser tão óbvia quanto parece. Marina e os militantes da Rede, como já evidenciaram antes, têm divergências com alas do PSB. Eles sempre deixaram claro que a parceria com Campos tinha data de validade – prevista para durar até que a Rede obtenha registro de partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
 
A nota de Amaral soa como um aviso de que o PSB não pretende se curvar totalmente aos desejos dos marinistas. 
 
Pela legislação eleitoral, o PSB tem mais 9 dias para pedir um novo registro de candidatura à Presidência ao TSE. Como o horário eleitoral começa em cinco dias, é possível que essa decisão saia em breve – mas não antes do velório de Campos, previsto para o próximo sábado (16), em Recife.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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15 Comentários
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  1. altamiro souza

    15 de agosto de 2014 12:11 am

    espero que o psb não aeite

    espero que o psb não aeite defender os interesses da direita brasileira…

    1. Motta Araujo

      15 de agosto de 2014 1:08 am

      Mas a Marina tem notórios

      Mas a Marina tem notórios apoios da NATURA e do BANCO ITAU, famosas organizações da esquerda radical.

      1. Gui Oliveira

        15 de agosto de 2014 5:27 am

        Concordo de novo
        André, é a segunda vez que aplaudo um comentário seu em poucos dias. Tô contigo: também acho que, se candidata, Marina “endireitará”.

  2. Schell

    15 de agosto de 2014 12:37 am

    Conversa

    Conversa fiada de quem já sabe que perdeu o controle do jogo. Com a ambição do Eduardo, o PSB perdeu seus melhores quadros, que continuaram com o governo da Dilma; agora, sabe muito bem que não terão como segurar a candidatura da Marina, mas, antes que isso ocorra, precisam estabelecer o preço da entrega. Até por que eles sabem que se porventura a Marina ganhar a eleição (num improvável segundo turno), ela não terá cacife para impor nada ao congresso nacional e, portanto, irá encarar à la Collor: impichamento antes da metade do ano. O vice terá de ser escolhido à dedo e dentro do PSB. Já imaginaram um Roberto Freire assumindo? Dá nojo em lesma.

    1. alexis

      15 de agosto de 2014 10:39 am

      Erro de avaliação

      Acredito que seja um grosseiro erro de cálculo imaginar que Marina teve mesmo toda essa enorme votação nas ultimas eleições presidenciais, principalmente a expressiva votação em Minas Gerais (Belo Horizonte, em particular). De fato, Marina não conseguiu criar nem o seu próprio partido (coisa que o insignificante Paulinho da Força fez).

  3. J.Roberto Militão

    15 de agosto de 2014 1:04 am

    “Não vamos desistir do Brasil” os ideais de EDUARDO com MARINA

    “Não vamos desistir do Brasil” os ideais de EDUARDO seguem c/MARINA 

    qui, 14/08/2014 – 21:16

    Louvável a iniciativa do probo Eduardo Jorge/PV – ao requerer ao Tribunal Superior Eleitoral, mais tempo para o PSB se preparar para a disputa presidencial sonhada por EDUARDO CAMPOS sendo, pois tal medida necessária e indispensável para a importância do momento político e dos desafios que a sociedade brasileira espera seja enfrentada sem precipitações e sem improvisos.

    O sonho ideal era que as bandeiras de mudanças, reformas e de um ´novo modo de fazer política´, contasse com a soma da seriedade e firmeza de propósitos da sonhática MARINA somadas com a liderança, determinação e capacidade política de EDUARDO, sonho pelo qual ele deu sua própria vida.

    Não há dúvida alguma: EDUARDO CAMPOS escolheu a MARINA para ser VICE e essa sua escolha foi política e também foi pessoal: ele confiava em MARINA, portanto, não há que se falar em outro nome. A candidata do PSB à Presidência, representante legítima dos ideais de EDUARDO será MARINA SILVA.

    Por outro lado, nesses meses de campanha e sincera pregação de novos ideais por EDUARDO nos legou o compromisso e a responsabilidade de levar adiante esses que são os ideais de um momento de transição democrática para a convocação das principais lideranças brasileiras na missão das grandes reformas institucionais que a nação nos exige.

    Sem representar a oposição sistemática do não pelo não, nem a continuidade conformista do que está sendo mal feito, nós do PSB honraremos o sonho pelo qual EDUARDO doou a vida ao se dispor a percorrer o país numa campanha cívica pregando a esperança e união dos brasileiros: “nós precisamos avançar”, dizia.

    Nós “Não vamos desistir do Brasil” era o lema dos ideais de EDUARDO. Com MARINA, com ERUNDINA, com ROBERTO AMARAL, com CAPIPERIBE, com ROLLEMBERG, com MARCIO FRANÇA, com ROMARIO, com CASA GRANDE, com PEDRO SIMON, com ELIANA CALMON e demais lideranças do PSB e com a força das vozes e anseios da população, o ambiente das mudanças se imporão para a convocação de LULA, de FHC, de SERRA, de ALKIMIN, de DILMA, TARSO, AECIO, ZÉ DIRCEU, ALOISIO, SUPLICY, MERCADANTE, HADDAD, GENOINO e demais políticos que edificaremos as reformas institucionais para os próximos cinquenta anos. 

    Essa geração que lutou pela conquista da democracia, já consolidada decorridos 25 anos da Carta Constitucional de 1988, tem o dever de olhar à frente e construir o ambiente social para as futuras gerações. Essa geração precisa livrar o Brasil da política doentia dos SARNEYS, RENANs, COLLORs, ALVES, MAIAS, JEFFERSONS, VALDEMARES e MALUFs através do expurgo com execração pública e da renovação política e reformas institucionais.

    Era esse o núcleo do sonho de EDUARDO CAMPOS, que levaremos adiante com MARINA!

    José Roberto F. Militão,

    Membro do Diretório Estadual – PSB/SP.                         

  4. Motta Araujo

    15 de agosto de 2014 1:12 am

    http://josiasdesouza.blogosfe

    http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/08/14/opcao-do-psb-por-marina-nao-sera-automatica/

    Há o temor de que se eleita Marina nem atenderá o PSB ao telefone.

  5. Alexandre Tambelli

    15 de agosto de 2014 2:44 am

    Marina Silva, PSB, Velha Mídia e Eleição

    Primeiro dizer que foi uma perda irreparável para a Política brasileira a morte de Eduardo Campos. Era um quadro político promissor e que poderia acrescentar ideias novas, mesmo que nós da esquerda contestássemos parte delas, ao debate eleitoral e a Política como um todo. 

    Eu fiquei chocado! Um pai de família com 5 filhos e ainda, era jovem, tinha toda uma Vida pela frente. Triste demais!

    Seguimos. E precisamos continuar a pensar as eleições com a possibilidade de Marina Silva ser candidata no lugar de Eduardo Campos. 

    Fiz uma análise minha da conjuntura atual e compartilho aqui:

    Marina Silva, PSB, Velha Mídia e Eleição.

    O PSB tem, ao menos, dois grupos antagônicos dentro de suas fileiras. Consegue ser centro-esquerda com apoio ao Lindemberg Farias e neoliberal pleiteando o cargo de Vice-Governador na chapa de Geraldo Alckmin.

    Marina Silva não é nem favorável à ligação de sua imagem com o PT e nem com o PSDB, neste ponto ela tenta encarnar a “nova política” com mais sabedoria do que soube o PSB – bandeira levantada pelo falecido, em trágico acidente aéreo, Eduardo Campos.

    Para o PSB mais de centro-esquerda ou mais conservador Marina Silva não é a candidata ideal para o fortalecimento da legenda, se é ideal é pela circunstância e por sua trajetória político-eleitoral. Ela esteve por circunstâncias da não formação da Rede em tempo hábil, como Vice de Eduardo e está filiada temporariamente no Partido até a homologação de sua Rede.

    Foi uma jogada Política interessante, porque uniu o útil ao agradável: a ausência de espaço na política partidária por Marina, que ficando sem partido ficaria por demais escondida do cenário político eleitoral, não cacifando nenhum pontinho de Ibope, para lembranças de sua pessoa por parte do eleitor; e para Eduardo era a chance de associação ao cacife eleitoral de Marina em 2010, que foi de 20 milhões de votos.

    Não se tratou uma aliança ideológica e programática, nem poderá ser em momento algum. PSB e Rede não possuem um mesmo programa, uma mesma ideologia.

    Os dois PSB´S citados não estão engajados no “ambientalismo conservador” de Marina Silva.

    Farei aparte sobre o “ambientalismo conservador”.

    Lembremo-nos de imediato: Marina Silva foi contrária à construção das hidroelétricas de Belomonte, Jirau e Santo Antônio na Região Norte.

    O Economista mais próximo dela André Lara Resende tem ideia sobre sustentabilidade e meio-ambiente (está contida no Livro: O que os economistas pensam sobre sustentabilidade – organizado pelo Jornalista Ricardo Arnt), ele alega que é preciso elevar muito o preço da carne e um pouco mais o preço do leite. Tudo o que tem impacto para o meio-ambiente deve custar caro.

    Porém, este “ambientalismo conservador” de Marina Silva não vai colar nas classes sociais recentemente incluídas na sociedade de consumo por quê?

    Porque este “ambientalismo conservador” se coloca como sustentável sem que se rompa com a estrutura de desigualdades do Capitalismo, ou seja, a sustentabilidade vale na diminuição do consumo, mas sem dizer que a diminuição de acesso aos “supérfluos” da sociedade de consumo deve ser um sacrifício de toda a sociedade. Quem já é beneficiário não precisa se sacrificar em nada, só os que ainda não se beneficiaram de todas as benesses do desenvolvimento capitalista é que sofrem justamente por adentrarem ao novo mundo, o da ascensão social via consumo de massas, implantado com o PT no poder.

    O ambientalismo de Marina Silva, expressado na voz do Economista André Lara Resende, partindo da premissa de que o direito ao consumo de produtos prejudiciais ao meio-ambiente deve ser sobretaxado,  acarretará que só os ricos serão beneficiários das benesses do consumo, até as básicas como a carne e o leite, pois eles terão dinheiro para pagar o preço que for estipulado para se consumir as benesses da sociedade capitalista.

    O povão nem bem entrou na sociedade de consumo e vamos impedi-lo de usufruir de suas benesses? Deve haver um modelo mais sustentável do que o modelo de consumo via classe social, certo? Sacrifício dos ricos nem pensar?

    Tem, ainda, o lado do “ambientalismo conservador” que não se incomoda em segregar direitos básicos de desenvolvimento igualitário entre as regiões do Brasil.

    Quando Marina Silva se coloca contrária à construção de usinas hidroelétricas na Região Norte ela está colaborando, implicitamente, para desenvolvimentos desiguais entre regiões do Brasil. As regiões Sul e Sudeste já possuem desenvolvimento e infraestruturas capazes de abraçar as benesses do mundo moderno, que assim continuem; as outras regiões, que aceitem o desenvolvimento desigual do país em prol da preservação da Natureza.

    Além da questão ecológica, dois outros pontos a serem negociados são: liberdades individuais (união civil entre pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto – tornando-se questão de saúde pública e descriminalização das drogas, etc.) e liberdade religiosa (liberdade de culto e respeito, por exemplo, as religiões afros). Como o PSB vai se posicionar numa eventual candidatura de Marina Silva? A ala esquerda do partido e a ala direita ligada ao Alckmin e seu cristianismo Opus Dei, o que eles têm a dizer? Marina Silva, vale lembrar, é evangélica.

    Continuando:

    Marina Silva entrará na disputa, se o PSB colocá-la como candidata, porque acreditam os analistas da velha mídia que ela pode dar uma sobrevida à oposição e se garantir um segundo turno. A pressão ao PSB é maior externamente do que interna, se fizermos uma estatística, em tê-la como candidata. É menos pressão ideológica e mais pressão prática e interesseira de grupos econômicos ligados ao mercado financeiro e da velha mídia – com seu parceiro Imperialista.

    Sem contar a mão na roda que será o “Slogan” da candidatura passageira de Marina Silva no PSB. Desvencilha do eleitorado o termo socialista, ela não é socialista, isto agrega mais votos do que se pensa. Pensemos na campanha eleitoral: a militância do PT e das esquerdas poderia ajudar a retirar votos do falecido Campos com a reverberação desta palavrinha mágica “socialista” nas redes sociais e demais lugares de campanha, certo? Agora, não! Ela será a candidata da REDE, que se filiou ao PSB porque seu partido ainda não foi homologado. Socialista é o “demo” para a velha mídia e para a maioria dos eleitores das classes média e média-alta tradicionais, não é verdade?

    Claro, que dialeticamente o contrário existirá, dentro do grupo votante de Eduardo Campos, não por impulso da velha mídia, em se confirmando a candidatura de Marina Silva; em sendo dos socialistas e da esquerda o voto que era de Eduardo Campos pode migrar para o PT em favor de Dilma. Porém, estamos falando apenas de 8 ou 9% do eleitorado. Uma boa aposta, quem ganhará mais votos da candidatura do falecido Eduardo campos? Velha mídia ou PT?

    Muitos de nós sempre falamos, valeriam para a velha mídia muitas candidaturas: Eduardo, Marina, Pastor Everaldo, Joaquim Barbosa e demais candidaturas possíveis, só para ter segundo turno.

    E a velha mídia fará um jogo calculado, em caso se confirme Marina Silva candidata do PSB.

    Que jogo calculado é este?

    Como bem disse o Rodrigo Vianna, ontem, jogo para ajudar Aécio Neves. Embolar a votação e leva-la para o segundo turno, não para que Marina Silva chegue ao segundo turno, mas para que existam votos o suficiente para que Aécio Neves chegue em segundo lugar e Dilma não vença no primeiro turno.

    Sim! Que Marina Silva roube votos da Presidenta Dilma, que reverta votos brancos e nulos para sua candidatura, que mantenha boa parte dos votos do Eduardo Campos e no final chegue ao máximo em terceiro lugar.

    Aécio Neves, nunca nos esqueçamos disto, é o candidato da velha mídia com ou sem condições práticas de ser e o candidato totalmente confiável, fará o script direitinho como ela mandar!  Como os patrocinadores da velha mídia desejam.

    Como sempre, relembro, por ser um fato concreto e que tenderá a confirmar a postura da velha mídia, no caso de Aécio e Marina estarem disputando pau a pau o passaporte para o segundo turno: o episódio Celso Russomano.

    Em 2012 Fernando Haddad se cacifou para o segundo turno na eleição para a Prefeitura da cidade de São Paulo aos 30 minutos do segundo tempo. Então, o que fez a velha mídia para alçar o seu candidato José Serra ao segundo turno?

    Começou a atacar, sem nenhuma cerimônia, o candidato Celso Russomano, que foi por muito tempo líder nas pesquisas. Celso Russomano era o candidato infiltrado no eleitorado petista, antes da descoberta de quem era o candidato do PT, de Lula e de Dilma. Por causa da confusão do eleitorado petista valia deixar o líder das pesquisas em paz! Quando viram que Serra ficaria em terceiro lugar a tática mudou: paulada no Russomano.

    Na hora do voto apareceram Fernando Haddad e José Serra como sendo os disputantes do segundo turno.

    Com Marina Silva será a mesma estratégia. Levantam a bola dela agora, não a atacam até o ponto de que não ameace o segundo lugar de Aécio Neves, o candidato da Rede Globo, Band, Jovem Pan, Veja, Folha + UOL, Estadão, Estado de Minas, Zero Hora, Correio Brasiliense, etc., estes, os grandes monopólios da comunicação do Brasil. E, claro, o cálculo terá que levar em conta que se atacar demais Marina Silva pode sair o tiro pela culatra e a Presidenta Dilma se reeleger já no primeiro turno.

    De “Santa” a “bandida”, Marina, é só um passo.

    Marina Silva, talvez, seja menos confiável para a velha mídia, até que a Presidenta Dilma. Ela é evangélica e tem o perigo de apoios impensados, para além da mídia hegemônica e não sabemos se não poderá haver uma (re) mistura entre o laico e o religioso, caso seja nossa Presidenta. Até um retrocesso nas conquistas de liberdades individuais e na liberdade da prática religiosa, seja a denominação que for.

    Sejamos realistas!

    Marina Silva não é preferência da velha mídia, é necessidade de segundo turno. Só está sendo “santificada”, por hora, pelos Mervais e Jabores da Vida, porque enxergaram, repetindo, uma luz no final do túnel para haver segundo turno e quem sabe dar um gás absurdo, na candidatura, combalida, antes do episódio trágico da morte de Eduardo Campos, de Aécio Neves, lá no segundo turno.

    Tinha a velha mídia até jogado a toalha, pelo papel insignificante de Aécio Neves na campanha eleitoral de 2014 resultado de suas entrevistas tão pouco aproveitáveis; candidato que se mostrou pouco preparado, com pouco “tesão” de vitória e desinformado para o cargo que pleiteia: de Presidente do Brasil. Eduardo Campos aparecia como uma solução, dentro do quadro de paralisia eleitoral de Aécio Neves, que não sai da casa dos 20% dos votos.

    O episódio da morte de Eduardo Campos reacendeu a esperança da velha mídia em Aécio chegar ao segundo turno, via votação significativa de Marina Silva. É uma temeridade Aécio Neves Presidente do Brasil, mas desde quando a velha mídia se preocupa com o Brasil, não é verdade?

    No PSB a Marina como candidata é como se disséssemos: – muda a sigla do partido para REDE! Concordemos, ela tem propostas que não casam nem com o PSB de Roberto Amaral (atual Presidente) e nem com o PSB de Márcio França (candidato à Vice-Governador de Geraldo Alckmin).

    Imagina que Opus Dei e Evangélicos vão se bicar? Que Socialismo e o “ambientalismo conservador, patrocinado por grandes corporações capitalistas: indústria de cosméticos e fármacos” vão se bicar? Está em jogo o futuro de um Partido Político de expressão, muito mais do que a candidatura de Marina Silva. Se eles aceitarem o jogo, perdem todos no partido.

    Pois, no final, numa improvável, não impossível, vitória de Marina, ela funda sua Rede e para lá se manda; local, onde poderá pôr em plena prática suas ideias políticas, seu modelo de economia e sociedade sem enfrentamento com as bases + políticos + ideário político (ideologia) diverso do PSB.

    Só como última questão: a linguagem um pouco empolada e de complicada assimilação pode ser um impecílio para o crescimento eleitoral da possível candidata Marina. Marina Silva tem vezes que não sei ao certo o que ela está propondo.

    Humanamente deve ser complicado substituir alguém que faleceu de forma trágica como aconteceu com Eduardo Campos. Não sei como seria o cotidiano de candidata e suas reações. Gostaria de vê-la candidata para haver uma campanha eleitoral com mais de uma candidatura forte, preocupada com apresentação de propostas e modelos de desenvolvimento para o Brasil.

    Se ficar a dobradinha Dilma X Aécio, com candidatura insignificante dentro do PSB será uma doentia batalha entre velha mídia e PT, com Aécio fazendo o papel de coadjuvante, tentando sobreviver via noticiário negativo para o Governo Dilma e blindagem midiática para o candidato Aécio, como tem sido até agora. 

  6. Marcos Paulo

    15 de agosto de 2014 4:50 am

    Marina nunca teve 20 milhões de votos
     Vou repetir um comentário que fiz aqui em 06/10/13. A eleição de 2010 foi atípica, o presidente Lula não podia ser mais candidato e os outros nomes históricos do PT com expressão para serem candidatos tinham ficado pelo caminho: um com o escândalo do mensalão (José Dirceu) e o outro pelo caso Francenildo (Antônio Palocci). Com isso, o presidente se viu diante da necessidade de construir um candidato para dar continuidade ao governo do PT, é aí que entra a Dilma. Se já era difícil eleger um político experiente, tarimbado, imagina eleger alguém que nunca disputou uma eleição e que não era conhecida pela maior parte da população brasileira (o brasileiro comum não sabe quem é o ministro de minas e energia ou a ministra da casa civil). Então o desafio era imenso, principalmente se consideramos que do outro lado tínhamos o Serra (no vale tudo) e pior, com dinheiro e o PIG. Então a população ficou perdida, queria votar no Lula mas não podia. No Serra só votava as viúvas de FHC e a Dilma não era o Lula. Além disso, foi trazido para dentro da campanha pelo Serra temas como aborto, religião e homossexualismo que nada contribuíam para o debate dos verdadeiros problemas do Brasil, mas o PIG dava espaço para esse tipo de discurso na esperança de conseguir destruir o legado do presidente Lula. A campanha então tinha como objetivo disseminar todo tipo de informação que pudesse fazer o eleitor duvidar da capacidade da Dilma  de continuar com esse legado (o que ficava muito fácil diante do desconhecimento da população), ou seja, para votar na Dilma era preciso acreditar no que o Lula falava sobre ela, mesmo assistindo todo dia o PIG plantando a dúvida. Os ambientalistas utópicos e a população mais pobre e menos politizada que atualmente lotam os templos evangélicos, viam então na Marina uma alternativa, já que ela era evangélica e de quebra defendia o meio ambiente (o que garantia aos fundamentalistas e conservadores um discurso progressista). Resumindo, entre um passado de privatizações, arrocho salarial, crise e desemprego representado pelo Serra e apostar em uma desconhecida apoiada pelo presidente, 20 milhões resolveram votar numa terceira via. Logo, a Marina nunca teve esses votos, eles foram frutos de uma conjuntura que não está mais presente. Isso explica porque a Marina teve tanta dificuldade para conseguir 492 mil assinaturas para viabilizar seu partido e no final não conseguiu simplesmente porque ela não tem essa expressão que deram a ela. A verdade é que ela continua sendo o que ela sempre foi, uma pessoa que tudo mundo gosta e respeita, mas que ninguém vota (há não ser em seu reduto, como é o caso do Eduardo Suplicy).

     

    1. alexis

      15 de agosto de 2014 10:32 am

      Não teve mesmo

      Para quem lembra, na época suspeitava-se que Serra tinha algo a ver com as notícias em relação ao Aécio, embora verdadeiras (batendo em mulher numa Boate, além do famoso “pó para Governador!”). Isso, somado à péssima imagem do Serra em Minas Gerais, criou um clima desfavorável ao tucano entre os eleitores anti-PT de Minas, culminando, por tanto, numa expressiva votação em Marina. Nestas próximas eleições, se Aécio continuar como candidato (eu duvido), terá uma rejeição equivalente entre os eleitores paulistas, cujos votos não irão necessariamente para uma terceira via (com ou sem Marina), mas apenas irão derivar em brancos ou nulos.

  7. IV AVATAR

    15 de agosto de 2014 5:41 am

    Agora vai

    Fico só observando no JN as carpideiras da oposição na telinha do noticiário sobre o velório do morto. Algo mórbido ver essa direita moribunda precisando da morte de uma liderança tão importante e respeitável para ver se desempaca e olha lá que a mídia amiga e rentistas já tentaram de tudo: Derrubada da CPMF, operação derruba ministro levada a cabo por Cachoeira e Veja, demonização da Copa, quem sabe agora, com a morte de Campos, a coisa vai

  8. Notívago

    15 de agosto de 2014 7:24 am

    O rolo compressor de uma pesquisa encomendada pelo PIG

    A pesquisa que está programada para sair do forno antes da decisão do PSB com relação ao substituto (a) de Eduardo Campos, tem um objetivo claro: a de atuar como rolo compressor contra os PSBistas anti-Marina. Sabendo que será uma pesquisa feita com um propósito bem definido, dificilmente o seu resultado será recebido como favas contadas pela ala do PSB que propõe um outro nome que não o de Marina para encabeçar a chapa em lugar de Eduardo Campos. Com a pesquisa, o PSB provavelmente sairá muito mais rachado do que já se encontra e a Dilma poderá se beneficiar desse racha.

    Só Deus escreve certo por linhas tortas. Dois homens formam um partido;  três, uma dissidência.

     

  9. san paradise

    15 de agosto de 2014 10:37 am

    Marina não herda o PSB.
    O

    Marina não herda o PSB.

    O acordo entre Eduardo e Marina era um acordo de interesses.

    Um queria projeção nacional e a outra manter-se viva no cenário político após o fracasso de sua rede.

    Morto Eduardo, morre também a aliança. 

    Sem Eduardo, o PSB torna-se apenas uma escada para Marina.

    Gize-se que o PSB tem sido aliado de Dilma nos últimos anos, não de Marina.

    O PSB deve voltar-se ao seu projeto de partido, já que sem Eduardo não há projeto de Presidência da República.

    Marina é Rede e seu projeto pessoal,

    O PSB é um partido histórico com projeto prórpio.

    Marina não será a candidata do PSB.

     

  10. alexis

    15 de agosto de 2014 10:51 am

    Só dois caminhos e duas escolhas

    Marina traz na sua caminhada lembranças trágicas do Chico Mendes, como se viúva dele tivesse sido, age também como uma viúva do Lula (ao ter sido preterida pela Dilma) e hoje, embora lamentável, os fatos reforçam ainda mais a sua imagem de eterna viúva. Marina é uma mulher amarga e rancorosa, que destila negativismo e azar, o que contrastava com o sorriso maroto que tinha Eduardo Campos e o seu desejo de acertar e costurar o passado glorioso do seu avô e o nome de “socialista” que a bandeira do seu partido ainda carrega.

    O jogo eleitoral mostra duas únicas principais vias que o Brasil enfrenta: Nação autônoma com viés social; ou a volta ao mundo neoliberal com subserviência aos EUA. O PSB tem mais uma chance de acertar o seu rumo.

    1. João Paulo Reis

      15 de agosto de 2014 11:01 am

      Azarona e messiânica

      Azarona, a messiânica dirá que foi ungida por Deus, não sei como, às custas de uma tragédia? Tá mais para o negativismo mesmo, que ela emana, para agir a serviço do Brasil é que não é. O PSB acertar seu rumo? Improvável, uma vez que se tornou penduricalho do PSDB. Uma situação bem esquisofrênica e que desafia a lógica.

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