Num momento tão triste, principalmente para amigos e familiares, mas também para o cenário político nacional, com a perda de uma grande promessa, revela-se a tragédia do debate político nacional. As redes sociais dão voz aos estúpidos, que se encontram, se reconhecem e se fortalecem. Mesmos com as melhores escolas, pertencentes aos extratos mais abastados, eles revelam na internet toda a ignorância política, alienação social, desumanidade.
São humoristas da tragédia sem timming, são malucos que transformam sua ignorância em teorias conspiratórias, são bestas que desejam a morte do adversário. Ainda não aprenderam que numa democracia as armas são as ideias, as lutas são os debates, as vitórias são os votos. Vivem ainda as arenas romanas com todo o sangue, êxtase, ausência de compaixão.
Mas passarão. As curtidas do Facebook são o único sucesso que encontrarão. A internet é seu último reduto, pois aqui não mostram a cara, jogam a m@#$% e saem correndo. São, acima de tudo, covardes. Um Brasil diferente, melhor, vem sendo construindo a cada dia, fora da sua timeline.
O desejo de Eduardo Campos era uma nova política. Isso depende mais dos cidadãos que dos políticos.
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