A Índia oficializou a proibição da exportação de arroz branco não-basmati na noite desta quinta-feira (20/07), em uma manobra para garantir a “disponibilidade adequada” do produto no mercado doméstico e também para tentar conter os altos preços dos alimentos.
Apesar da intenção em atender ao mercado doméstico, tudo indica que os preços podem subir ainda mais, agravando os efeitos gerados pela proibição dos embarques de arroz quebrado.
Além disso, os preços do arroz estão atingindo patamares máximos em uma década, uma vez que o arroz se tornou uma alternativa mais atraente a outros grãos, cuja comercialização foi afetada pela invasão da Ucrânia pela Rússia.
Em um ano, a chamada “inflação do arroz” avançou de uma média anual de 6% no ano passado para quase 12% no mês de junho de 2023.
Como lembra a CNBC News, a Índia é o principal exportador mundial de arroz e responde por mais de 40% da produção global do grão, sendo também o segundo maior produtor do mundo – atrás apenas da China.
Dados do Ministério do Consumidor indiano colocam o arroz branco não-basmati como responsável por cerca de 25% das exportações de arroz indiano.
Países como Bangladesh e Nepal podem ser diretamente afetados pela proibição justamente por serem os principais destinos de exportação.
Contudo, China, Benin e outros países da África também podem ser atingidos, o que pode levar a uma corrida por fornecedores alternativos, como Vietnã e Tailândia.
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