4 de junho de 2026

Índice de construção civil sobe 0,58% em julho

Jornal GGN – O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou variação de 0,58% em julho, ficando muito próximo da taxa de junho (0,59%), segundo cálculos elaborados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com a Caixa Econômica Federal. Considerando o período de janeiro a julho, o resultado foi de 4,28%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses situou-se em 7,29%.

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Em julho de 2013, o índice foi de -6,15%, quando houve o retorno da aplicação da desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, que teve efeitos vigentes de primeiro de abril a 03 de junho de 2013, retornando em 19 de julho de 2013, de acordo com a lei 12.844. Quando não considerada a desoneração da folha de pagamento o acumulado no ano ficou em 4,34% e nos últimos doze meses em 7,36%.

A análise por metro quadrado mostra que o custo nacional da construção, que em junho fechou em R$ 891,73, em julho passou para R$ 896,88, sendo R$ 490,65 relativos aos materiais e R$ 406,23 à mão de obra. Sem considerar a desoneração da folha de pagamento, o custo nacional da construção, por metro quadrado, fechou julho em R$ 959,35, sendo R$ 490,73 relativos aos materiais e R$ 468,62 à mão de obra.

A parcela dos materiais ficou em 0,22%, queda de 0,14 pontos percentuais em relação ao mês anterior (0,36%), enquanto a mão de obra registrou variação de 1,01%, subindo 0,14 pontos percentuais em relação a junho (0,87%). De janeiro a julho deste ano os acumulados são de 3,49% (materiais) e de 5,24% (mão de obra), enquanto a variação em doze meses atingiu 6,33% (materiais) e 8,47% (mão de obra). Da mesma forma, estes resultados levam em conta a desoneração da folha de pagamento. Não considerando a desoneração da folha de pagamento os acumulados em doze meses foram: 6,29% (materiais) e 8,51% (mão de obra).

Cinco estados apresentaram aumentos significativos decorrentes da pressão exercida por reajuste salarial do acordo coletivo, sendo a maior variação mensal, a do Distrito Federal, com 5,12%, seguido pelo Acre (4,39%), Rio Grande do Sul (3,88%), Ceará (2,88%) e Alagoas (1,30%).

A Região Sul, com taxa de 1,41%, foi a região com maior variação mensal em julho, por conta da variação de 3,88% apurada no Rio Grande do Sul. Seguida pela região Centro-Oeste, que, com variação de 5,12% no Distrito Federal, atingiu a taxa de 1,23%. Os demais resultados foram: 0,47% (Norte), 0,52% (Nordeste) e 0,23% (Sudeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram de R$ 899,15 (Norte); R$ 835,95 (Nordeste), R$ 942,18 (Sudeste); R$ 908,65 (Sul) e R$ 899,82 (Centro-Oeste).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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