O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (DF), Anderson Torres, presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas, nesta terça-feira (8). A sessão está prevista para às 9h, acompanhe ao vivo:
Torres conseguiu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de permanecer em silêncio sobre questionamentos em que pode produzir provas contra si mesmo. Contudo, a decisão do ministro Alexandre de Moraes proíbe o contato pessoal e individual com os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Apesar do pedido cedido pela Suprema Corte, a defesa do ex-ministro tem destacado à grande mídia que ele irá esclarecer as “dúvidas” sobre o fatídico 8 de janeiro.
“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn”
No dia da invasão golpista às sedes dos Poderes, Torres era o secretário de Segurança Pública do DF, mas não estava na capital federal. Ele havia viajado para os Estados Unidos de férias, apesar dos alertas sobre a ação dos apoiadores de Jair Bolsonaro.
Diante dos indícios de omissão sobre os ataques, Torres teve prisão decretada em 14 de janeiro e seguiu preso por quatro meses. Sua soltura foi autorizada por Moraes, em 11 de maio, que determinou medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica.
Ao todo, o depoimento de Torres foi objeto de 17 requerimentos da comissão, dentre eles o da relatora e senadora Eliziane Gama (PSD), e dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede), Eduardo Girão (Novo), Rogério Carvalho (PT), Fabiano Contarato (PT), Marcos do Val (Podemos), e Izalci Lucas (PSDB).
A oitiva é considerada essencial por membros do colegiado para entender as falhas de segurança que permitiram a invasão. Também já estão em posse dos parlamentares os documentos referentes à quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro, que devem servir de objeto para o depoimento de hoje.
Leia também:
Rui Ribeiro
8 de agosto de 2023 11:23 amSegundo o Anderson Torres, a minuta golpista era fantasiosa.
Ora, um simulacro de arma de fogo é tão fantasioso quanto a minuta golpista. Então posso botar um simulacro de arma de fogo na cintura e sair por aí assaltando?