
Por Fábio de Oliveira Ribeiro
Antes de abordar o tema peço licença ao leitor para transcrever alguns artigos da CF/88:
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção;
LVII – não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;”
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
§ 4º – Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
IV – os direitos e garantias individuais.”
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
Hoje, por intermédio do Twitter, li a seguinte notícia:
“Quase metade dos policiais brasileiros (43%) acredita que o policial que matar um criminoso deve ser premiado pela corporação. Dados foram revelados divulgada na quarta-feira (30) pela pesquisa “Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública”, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Centro de Pesquisas Aplicadas da Fundação Getulio Vargas (CPJA-FGV) e o Sistema Nacional de Segurança Pública (Senasp).
O levantamento foi respondido por 2.100 agentes de segurança, entre policiais militares (52,9%), civis (22%), federais (10,4%), rodoviários federais (4,1%), bombeiros (8,4%) e integrantes de polícias científicas (2,3%).
‘A pesquisa foi anônima, então os policiais se expressaram abertamente, sem medo. Falaram o que pensavam, livres de ter de reproduzir os códigos da corporação. O que nos parece é que essa lógica é um forma de lidar com a pressão diária a que são submetidos’, afirma a pesquisadora Thandara Santos, integrante do Fórum e quem também assina o estudo.”
Quando foi que nós passamos de um regime constitucional que assegura a vida, garante a inexistência de tribunais de exceção, proíbe a pena de morte, impede a revogação destas garantias individuais por emenda constitucional e obriga os agentes do estado (portanto, os policiais) a agirem dentro da legalidade para um regime de barbárie institucionalizada em que os policiais podem escolher quem viverá ou morrerá recebendo prêmio por terem cometido homicídio? A pergunta é pertinente, mas não foi feita pela TV Cultura.
Há alguns anos, em um outro mandato, o atual governador de São Paulo declarou guerra à criminalidade. Desde então a letalidade da PM paulista somente aumentou. Salvo honrosas exceções, os jornalistas aplaudiram o governador linha dura que combateu e combate a criminalidade com rigor (exagerado e até criminoso, segundo alguns advogados). A própria matéria que informa o respeitável público que os PMs querem receber prêmio para matar bandido é um exemplo da nova civilidade jornalística. A TV Cultura nem mesmo faz qualquer referência à impossibilidade constitucional do Estado remunerar soldados por assassinatos cometidos.
Mas suponhamos que, apesar do que consta expressamente na CF/88, a pena de morte possa ser instituída (de fato isto já vem ocorrendo, pois o Judiciário geralmente absolve PMs que cometem assassinatos acolhendo os famigerados Autos de Resistência à ação policial). O que acontecerá se for instituído o prêmio por bandido morto?
A primeira e mais evidente será uma verdadeira limpeza. Incentivados pela premiação, os PMs começarão matando todos os bandidos que conhecem. Quando os bandidos conhecidos acabarem, os salários dos PMs assassinos voltarão a cair. Então para ganhar novos prêmios, alguns deles começarão a matar os suspeitos (algo que, aliás, já ocorre com bastante frequencia em São Paulo). Quem terá autoridade para definir as condições de suspeitabilidade dos suspeitos passíveis de serem assassinados como se fossem bandidos? O oficial da viatura da PM ou o próprio soldado que efetuará o disparo para ganhar o prêmio?
Sejamos razoáveis. O mais provável é que as pessoas que hoje são consideradas suspeitas continuem sendo suspeitas: pobres, pardos e negros da periferia, favelados, mendigos e os incômodos militantes de esquerda. A diferença é que hoje a maioria dos suspeitos não morre quando tem o azar de cruzar uma viatura da PM. Quando os soldados forem premiados para matar as periferias das cidades paulistas irão virar zona de tiro livre.
Advogados que defendem bandidos são sempre suspeitos. Vários Juízes que absolvem PMs assassinos com base nos Autos de Resistência tratam os advogados como se fossem comparsas de seus clientes criminosos. Os advogados criminais suspeitos também serão mortos? O prêmio por advogado morto pago ao PM será igual ou superior àquele que ele receberá para matar os bandidos comuns? E os jornalistas? Apesar da Datenização da imprensa brasileira (que culminou com o sucesso daquela mocinha que pregava linchamentos na TV), conheço alguns jornalistas que defendem os direitos humanos e condenam a violência policial. Como se fossem amigos dos bandidos, eles certamente criticarão a nova política de premiação impedindo que os PMs façam seu trabalho sanguinário recebendo os justos prêmios. Portanto, estes jornalistas também serão suspeitos e passíveis de execução policial. O prêmio para o assassinato deles será igual ao pago por advogado morto ou igual ao dos bandidos em geral? A TV Cultura poderia ter feito algumas destas perguntas, mas não fez.
Em sua obra EICHMANN EM JERUSALÉM Hannah Arendt afirma que o “…problema com Eichmann era exatamente que muitos eram como ele, e muitos não eram nem pervertidos, nem sádicos, mas eram e ainda são terrível e assustadoramente normais. Do ponto de vista de nossas instituições e de nossos padrões morais de julgamento, essa normalidade era muito mais apavorante do que todas as atrocidades juntas, pois implicava que – como foi dito insistentemente em Nuremberg pelos acusados e seus advogados – esse era um tipo de criminoso, efetivamente hostis generis humani, que comete seus crimes em circunstâncias que tornam praticamente impossível para ele saber ou sentir que está agindo de modo errado.” (EICHMANN EM JERUSALÉM, Hannah Arendt, Companhia das Letras, 8ª reimpressão, 2008, p. 299). Quantos PMs paulistas já podem ser comparados a Eichmann?
O nazismo permitia aos agentes estatais reunir, transportar e matar judeus, pois eles eram legalmente considerados membros de uma raça inferior que deveria ser aniquilada. A inversão completa de valores na Alemanha nazista provocou a revogação do preceito moral (não matarás), substituindo-o pelo princípio brutal (matará seres inferiores). Naquele contesto, quem agisse de maneira diferente estava sujeito não só à reprovação social, mas a sanção da norma estatal. No Brasil isto ainda não ocorreu, mas pode ocorrer quando os PMs começarem a ser premiados para assassinar criminosos, suspeitos, advogados, jornalitas, etc…
O que ocorreu na Alemanha, país habitado por um povo religioso e civilizado, com longa tradição filosófica e humanista antes dos anos 1930, prova que nenhuma nação está isenta da institucionalização da barbárie. No Estado de São Paulo o fenômeno começou quando Alckmin declarou guerra à criminalidade e a imprensa passou a tolerar o crescente aumento da letalidade policial. O descaso pelos preceitos constitucionais que transcrevi no início é evidente e generalizado. Tanto que a maioria dos policiais ou ignora a CF/88 ou acredita que deve receber para matar bandido, cabendo apenas a quem faz o policiamento nas ruas (especialmente à noite) decidir quem é ou não passível de ser tratado como bandido.
A imprensa paulista parece não gostar muito da CF/88 e flerta de maneira velada ou aberta com a barbárie, chegando ao desatino de incentivar linchamentos (caso da referida mocinha que fez sucesso até ficar com a mão ensanguentada). Ainda há tempo para reverter a banalização do mal no Brasil. Mas quando li a matéria da TV cultura não fiquei muito otimista. Do jeito que a imprensa tem tratado a questão não há esperança. O processo de bestialização político-policial seguirá seu curso até que um banho de sangue ocorra.
Gustavo Belic Cherubine
3 de agosto de 2014 2:30 pmPodemos, Espanha: Evitar erros e buscar o melhor da democracia
http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-252155-2014-08-03.html
EL MUNDO › JUAN CARLOS MONEDERO, POLITOLOGO DE LA UNIVERSIDAD COMPLUTENSE DE MADRID Y REFERENTE DE PODEMOS
“El consenso sobre Europa se rompió”
En diálogo con Página/12 acerca de los objetivos de la nueva agrupación y la perspectiva de una España en crisis, Monedero cita a Marx bajo la foto gigante del Che Guevara del bar de la Universidad de las Madres en Congreso.
El partido español Podemos nació en diciembre del año pasado como la voz de los desencantados e indignados con las formaciones políticas tradicionales. Uno de sus fundadores, Juan Carlos Monedero, reniega de todo encasillamiento y prefiere hablar de un partido que tiene ideas progresistas, pero que puede albergar a personas que no se identifican con la izquierda pura y dura. Monedero, quien hace tiempo fuera asesor de Hugo Chávez, politólogo de la Universidad Complutense de Madrid, estuvo en Buenos Aires participando de varias charlas académicas y dialogó con Página/12 acerca de los objetivos de la nueva agrupación y la perspectiva de una España en crisis.
Monedero cita a Marx y sus palabras acompañan la foto gigante del Che Guevara del bar de la Universidad de las Madres, en Congreso. “Marx anticipó que de cada crisis del capitalismo se sale con un abanico de respuestas más estrecho”, dice el vocero de Podemos. Monedero afirma que su partido se nutrió de la experiencia del movimiento de los indignados. “Venimos de la magia del 15-M, pero también de su limitación asamblearia. La crisis ha servido para evidenciar el alejamiento ciudadano de las fórmulas políticas tradicionales. Por tanto, entendimos que había que inventar algo nuevo que sacara lo mejor de la democracia representativa y participativa, y evitara los errores de ambas.”
¿Cuáles errores? El profesor ensaya una respuesta. “El error de la democracia representativa ya lo resumió Rosa Luxemburgo cuando dijo que el partido sustituye a la sociedad, el comité central sustituye al partido y el secretario general sustituye al comité central. Y a la democracia participativa le ocurre como a las olas con el mar: solamente existe cuando hay viento, capaz de tomar decisiones en niveles bajos de complejidad.”
La consigna de Podemos, que en octubre tendrá su congreso inaugural, es la de capitalizar la crisis y la desaprobación de los partidos políticos históricos, sobre la base de que se acabaron los viejos consensos heredados de la Constitución del ’78. “El consenso sobre la monarquía se rompió por el comportamiento sátrapa del rey. El consenso sobre Europa también se rompió, porque nos mandó un memorándum secreto que invitó al presidente Zapatero a cambiar la Constitución para darle prioridad al pago de la deuda por encima del gasto social. Y Zapatero lo hizo con el apoyo del Partido Popular. Se rompió el consenso territorial con los reclamos autonomistas en Cataluña y el País Vasco que no encuentran solución en la actual carta magna.”
Con respecto al referéndum soberanista de Cataluña, que el gobierno de Rajoy rechaza, Podemos marca su posición. “Estamos a favor del derecho a decidir de los pueblos, pero somos la fuerza genuinamente federalista y creíble. Entendemos que una España federal tiene que descentralizar las instituciones del Estado; sacarlas de Madrid. Pero no queremos que nadie se vaya.”
Monedero toma del intelectual argentino Ernesto Laclau el concepto de populismo, contrario al sentido negativo que le atribuyen otros pensadores. “Para construir nuevos consensos tenemos que apelar a la gente. Ahí nos ayudó la experiencia en América latina. El momento populista significa que las instituciones existentes ya no funcionan, y a fin de que otras instituciones aparezcan se apela a la ciudadanía.” En concreto, Podemos plantea la convocatoria a una Asamblea Constituyente de la que surja una nueva Constitución.
A la hora de las definiciones, el portavoz de Podemos evita encerrarse en la categoría de izquierda. “El continuum derecha-izquierda ha perdido sentido, somos conscientes que para el grueso de la ciudadanía significa muy poco ser de izquierda o de derecha.” Monedero afirma que tienen ideas progresistas, contra el neoliberalismo, pero que se alejan del postulado de la izquierda tradicional de estatizar los medios de producción. “El Estado no tiene que ser dueño de una peluquería, ni de un bar, no parece sensato. Tenemos que pensar en un sector público no estatal, en términos de economía social, autogestión.”
Podemos saltó a la fama en las elecciones europeas de mayo, cuando este partido que se dice transversal, con un electorado de distintas edades y clases sociales, obtuvo cinco bancas en el Europarlamento. Pablo Iglesias, la cara visible de Podemos, se hizo conocido internacionalmente. “En unos meses nos hemos convertido en la tercera fuerza política en España. Todas las encuestas nos dan así, a más de diez puntos de distancia de Izquierda Unida y muy cerca del PSOE. Hemos emergido con mucho apoyo popular”, afirma orgulloso.
Felipe González alertó sobre el avance del chavismo o bolivarianismo, asociándolo a Podemos. “Ha dicho que somos los populistas bolivarianos. El no es el ex presidente, es el consejero de Gas Natural, y asesor de Carlos Slim, es hoy una caricatura de aquel que emocionó a los españoles.” Monedero niega que Podemos reciba financiamiento del gobierno venezolano. “Sería ilegal. Por tanto, a nosotros nos financia la gente, las cuentas las tenemos en Internet, les pedimos dinero para objetivos concretos. Hace poco pedimos diez mil euros para presentar una querella contra una dirigente del PP y un periodista por acusarnos de ser de ETA y de recibir fondos de Venezuela. En tres horas recaudamos 16 mil euros. Los ataques que recibe Podemos son desmesurados.”
Se dice que Pablo Iglesias será el candidato presidencial de Podemos en las futuras elecciones generales. Falta un año y medio. Mucho aún. Coincide con la notoriedad de Iglesias la irrupción de un líder del Partido Socialista –Pedro Sánchez– con edad similar, y un mensaje renovador para un electorado desencantado. Sánchez ya dijo que espera seducir a los votantes de Podemos. Monedero lo minimiza. “Somos la referencia de la oposición. El PSOE y el PP coinciden en las cuestiones fundamentales. Nosotros aceleramos la abdicación del rey y la renuncia del secretario general del PSOE, Rubalcaba. Hemos obligado a todas las formaciones a hacer primarias, y de repente nuestro discurso las obliga a confrontar.”
El discurso surgido de una de las peores crisis de España. con un desempleo record, es crítico del salvataje de los bancos. Monedero esboza algunas medidas económicas que implementarían. “Hay una deuda ilegítima; hay mucho dinero en paraísos fiscales. Tendríamos que operar contra los fraudes fiscales. Necesitamos industrializar a España para generar empleo. Debemos incrementar las ayudas públicas a investigación, desarrollo e innovación. Y el sector publico tiene que apostar invirtiendo más allá del sector turístico porque genera una dependencia peligrosa. El dinero del fraude fiscal (25 por ciento del PIB) tiene que convertirse en una palanca de incentivo industrial dirigido a la pequeña y mediana empresa.”
[email protected]
Gustavo Belic Cherubine
3 de agosto de 2014 2:30 pmPodemos, Espanha: Evitar erros e buscar o melhor da democracia
http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-252155-2014-08-03.html
EL MUNDO › JUAN CARLOS MONEDERO, POLITOLOGO DE LA UNIVERSIDAD COMPLUTENSE DE MADRID Y REFERENTE DE PODEMOS
“El consenso sobre Europa se rompió”
En diálogo con Página/12 acerca de los objetivos de la nueva agrupación y la perspectiva de una España en crisis, Monedero cita a Marx bajo la foto gigante del Che Guevara del bar de la Universidad de las Madres en Congreso.
El partido español Podemos nació en diciembre del año pasado como la voz de los desencantados e indignados con las formaciones políticas tradicionales. Uno de sus fundadores, Juan Carlos Monedero, reniega de todo encasillamiento y prefiere hablar de un partido que tiene ideas progresistas, pero que puede albergar a personas que no se identifican con la izquierda pura y dura. Monedero, quien hace tiempo fuera asesor de Hugo Chávez, politólogo de la Universidad Complutense de Madrid, estuvo en Buenos Aires participando de varias charlas académicas y dialogó con Página/12 acerca de los objetivos de la nueva agrupación y la perspectiva de una España en crisis.
Monedero cita a Marx y sus palabras acompañan la foto gigante del Che Guevara del bar de la Universidad de las Madres, en Congreso. “Marx anticipó que de cada crisis del capitalismo se sale con un abanico de respuestas más estrecho”, dice el vocero de Podemos. Monedero afirma que su partido se nutrió de la experiencia del movimiento de los indignados. “Venimos de la magia del 15-M, pero también de su limitación asamblearia. La crisis ha servido para evidenciar el alejamiento ciudadano de las fórmulas políticas tradicionales. Por tanto, entendimos que había que inventar algo nuevo que sacara lo mejor de la democracia representativa y participativa, y evitara los errores de ambas.”
¿Cuáles errores? El profesor ensaya una respuesta. “El error de la democracia representativa ya lo resumió Rosa Luxemburgo cuando dijo que el partido sustituye a la sociedad, el comité central sustituye al partido y el secretario general sustituye al comité central. Y a la democracia participativa le ocurre como a las olas con el mar: solamente existe cuando hay viento, capaz de tomar decisiones en niveles bajos de complejidad.”
La consigna de Podemos, que en octubre tendrá su congreso inaugural, es la de capitalizar la crisis y la desaprobación de los partidos políticos históricos, sobre la base de que se acabaron los viejos consensos heredados de la Constitución del ’78. “El consenso sobre la monarquía se rompió por el comportamiento sátrapa del rey. El consenso sobre Europa también se rompió, porque nos mandó un memorándum secreto que invitó al presidente Zapatero a cambiar la Constitución para darle prioridad al pago de la deuda por encima del gasto social. Y Zapatero lo hizo con el apoyo del Partido Popular. Se rompió el consenso territorial con los reclamos autonomistas en Cataluña y el País Vasco que no encuentran solución en la actual carta magna.”
Con respecto al referéndum soberanista de Cataluña, que el gobierno de Rajoy rechaza, Podemos marca su posición. “Estamos a favor del derecho a decidir de los pueblos, pero somos la fuerza genuinamente federalista y creíble. Entendemos que una España federal tiene que descentralizar las instituciones del Estado; sacarlas de Madrid. Pero no queremos que nadie se vaya.”
Monedero toma del intelectual argentino Ernesto Laclau el concepto de populismo, contrario al sentido negativo que le atribuyen otros pensadores. “Para construir nuevos consensos tenemos que apelar a la gente. Ahí nos ayudó la experiencia en América latina. El momento populista significa que las instituciones existentes ya no funcionan, y a fin de que otras instituciones aparezcan se apela a la ciudadanía.” En concreto, Podemos plantea la convocatoria a una Asamblea Constituyente de la que surja una nueva Constitución.
A la hora de las definiciones, el portavoz de Podemos evita encerrarse en la categoría de izquierda. “El continuum derecha-izquierda ha perdido sentido, somos conscientes que para el grueso de la ciudadanía significa muy poco ser de izquierda o de derecha.” Monedero afirma que tienen ideas progresistas, contra el neoliberalismo, pero que se alejan del postulado de la izquierda tradicional de estatizar los medios de producción. “El Estado no tiene que ser dueño de una peluquería, ni de un bar, no parece sensato. Tenemos que pensar en un sector público no estatal, en términos de economía social, autogestión.”
Podemos saltó a la fama en las elecciones europeas de mayo, cuando este partido que se dice transversal, con un electorado de distintas edades y clases sociales, obtuvo cinco bancas en el Europarlamento. Pablo Iglesias, la cara visible de Podemos, se hizo conocido internacionalmente. “En unos meses nos hemos convertido en la tercera fuerza política en España. Todas las encuestas nos dan así, a más de diez puntos de distancia de Izquierda Unida y muy cerca del PSOE. Hemos emergido con mucho apoyo popular”, afirma orgulloso.
Felipe González alertó sobre el avance del chavismo o bolivarianismo, asociándolo a Podemos. “Ha dicho que somos los populistas bolivarianos. El no es el ex presidente, es el consejero de Gas Natural, y asesor de Carlos Slim, es hoy una caricatura de aquel que emocionó a los españoles.” Monedero niega que Podemos reciba financiamiento del gobierno venezolano. “Sería ilegal. Por tanto, a nosotros nos financia la gente, las cuentas las tenemos en Internet, les pedimos dinero para objetivos concretos. Hace poco pedimos diez mil euros para presentar una querella contra una dirigente del PP y un periodista por acusarnos de ser de ETA y de recibir fondos de Venezuela. En tres horas recaudamos 16 mil euros. Los ataques que recibe Podemos son desmesurados.”
Se dice que Pablo Iglesias será el candidato presidencial de Podemos en las futuras elecciones generales. Falta un año y medio. Mucho aún. Coincide con la notoriedad de Iglesias la irrupción de un líder del Partido Socialista –Pedro Sánchez– con edad similar, y un mensaje renovador para un electorado desencantado. Sánchez ya dijo que espera seducir a los votantes de Podemos. Monedero lo minimiza. “Somos la referencia de la oposición. El PSOE y el PP coinciden en las cuestiones fundamentales. Nosotros aceleramos la abdicación del rey y la renuncia del secretario general del PSOE, Rubalcaba. Hemos obligado a todas las formaciones a hacer primarias, y de repente nuestro discurso las obliga a confrontar.”
El discurso surgido de una de las peores crisis de España. con un desempleo record, es crítico del salvataje de los bancos. Monedero esboza algunas medidas económicas que implementarían. “Hay una deuda ilegítima; hay mucho dinero en paraísos fiscales. Tendríamos que operar contra los fraudes fiscales. Necesitamos industrializar a España para generar empleo. Debemos incrementar las ayudas públicas a investigación, desarrollo e innovación. Y el sector publico tiene que apostar invirtiendo más allá del sector turístico porque genera una dependencia peligrosa. El dinero del fraude fiscal (25 por ciento del PIB) tiene que convertirse en una palanca de incentivo industrial dirigido a la pequeña y mediana empresa.”
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aliancaliberal
3 de agosto de 2014 5:26 pmPropaganda politica.
A todo
Propaganda politica.
A todo momento a critica seletiva ao governo de SP. Enquanto morre 50 mil brasileiros por ano, 11% dos assassinatos do mundo acontecem aqui no Brasil, não sei quantos policiais neste montante que deve ser um dos maiores do mundo,m fica selecionando retórica.
Ta morrendo gente assassinada a rodo no país e a preocupação do esquerdista é a fatura politica não o povo.
A policia brasileira é a que mais mata, possivelmente, mas é a que mais morre. (Não se acha este dado).
Fábio de Oliveira Ribeiro
3 de agosto de 2014 6:26 pmOs agentes do Estado assumem
Os agentes do Estado assumem riscos de maneira deliberada e consciente, mas nem por isto tem o direito de agir como se fossem foras-da-Lei. Policial que julga e condena suspeito à morte, executando-o nas ruas, não age como agente público e sim como CRIMINOSO. Não há exceção legal que permita a PM fazer o que bem entender. E quem quer que instigue a violência policial deveria responder por incitação ao crime na forma do Código Penal. Você já foi avisado. Da próxima vez será denunciado…
Fernando Berlinck Dutra Vaz
3 de agosto de 2014 9:29 pmImpunidade!
Em todo país democrático e que as leis são obedicidas e cumpridas, uma situação destas seria inconcebível!
A situação no Brasil vem deteriorando ano a ano por que a IMPUNIDADE REINA! Em todos os tipos de crimes e infrações a lei a IMPUNIDADE REINA! Quem defende qualquer coisa que não seja o fim da IMPUNIDADE corre o sério risco de ver uma pessoa próxima e que realmente gosta ser morta brutalmente!
A única segurança que uma sociedade tem é o cumprimento fiél das leis e o auzencia de IMPUNIDADE!
Nicolas Crabbé
3 de agosto de 2014 10:56 pmSão Paulo não é exceção
Embora eu concorde com os argumentos do autor, tenho muito claro que o problema não se limita a São Paulo. Se fizessem a mesma pesquisa em outros Estados, com toda certeza obteriam o mesmo resultado.
A violência da polícia em São Paulo é indefensável e inacreditável, porém não é nada diferente do que ocorre no Rio, em Minas, Pernambuco ou alhures. Em todo lugar a polícia, em particular a PM, tem licença para matar e raras vezes policiais são punidos, muito menos condenados em caso de morte de “bandidos”.
Não foi o governador atual quem criou a Rota; trata-se de uma obra de Maluf, da qual ele se gaba todos os dias. Ou seja, essa política de extermínio não começou com o Alckmin, embora tenha se agravado nos últimos anos.
O pior é que essa política de extermínio reflete o sentimento de boa parte da população, independente da classe social ou econômica. Para a maioria das pessoas, bandido bom é bandido morto. “Ficou com dó? leva pra casa.” “Direitos humanos só servem para defender bandido.” Quantas vezes ouvimos esses argumentos, que denotam um suporte evidente à política atual da PM?
MAAR
3 de agosto de 2014 11:46 pmCOMBATE AO EXTERMÍNIO
A violência policial no Brasil tem evidenciado, desde há muito, e principalmente nos últimos anos, uma escalada assustadora, que já atingiu o patamar de calamidade pública. A prática do extermínio está banalizada como modus operandi daqueles que se consideram justiceiros, sob a justificativa de uma estapafúrdia manutenção da pretensa segurança, estribada, por absurdo, na hedionda apologia da barbárie. Esta realidade vergonhosa torna necessária uma ampla mobilização da sociedade, avessa à deplorável cumplicidade com a criminosa brutalidade assassina, para que seja exercida uma pressão política, legítima e crescente, através das vias institucionais, com vistas a pugnar por uma efetiva e irrestrita erradicação da impunidade em todos os meios, bem como pela imperativa defesa da constituição em vigor, da cidadania, do direito à vida e da dignidade humana.
jura
4 de agosto de 2014 12:07 amLetra boa é letra morta
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”
Não há artigo da Constituição mais ignorado do que esse.
A violência policial desmedida é implementada por meio do aparelhamento total da polícia, como todo o resto da administração pública, que nada tem de legal, impessoal, moral, transparente e eficiente.
Só assim esses policiais se sentem tranquilos para matar e confessar.
Infelizmente essa é uma tendência mundial atualmente, e se Israel continuar assim – como mostra o blog hoje mesmo aqui ao lado – Alckmin vai morrer de inveja!
http://www.jornalggn.com.br/noticia/israel-bombardeia-outra-escola-da-onu