4 de junho de 2026

Bolsa interrompe sequência de queda e avança 0,13%

Jornal GGN – O mercado brasileiro encerrou a sexta-feira com leve valorização, interrompendo uma sequencia de cinco sessões de queda. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações de sexta-feira em alta de 0,09%, aos 55.876 pontos e com um volume negociado de R$ 6,019 bilhões. A perda acumulada na semana chegou a 3,3%.

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As maiores contribuições de alta foram apuradas pelas ações BRF Foods ON (3,15%), Bradesco PN (+0,98%), JBS ON (+5,27%), BBSeguridade ON (+2,42%) e TIM Part S/A ON(+3,08%). Na parte de baixo, as maiores contribuições foram das ações Vale PNA (-2,03%), Vale ON (-2,40%), Petrobras ON (-0,94%), Itauunibanco PN (-0,38%) e Petrobras PN (-0,47%).

Na visão dos analistas do BB Investimentos, “o Ibovespa ignorou a queda mundo afora, em meio ao cenário de incerteza e à temporada de balanços do segundo trimestre”. Entretanto, ainda existe algum temor entre os investidores de que os juros nos Estados Unidos comecem a subir antes do que é inicialmente esperado, muito por conta da divulgação dos números do mercado de trabalho do país.

Segundo o Departamento do Trabalho norte-americano, a economia americana adicionou 207 mil postos de trabalho em julho, ficando acima do patamar de 200 mil pelo sexto mês consecutivo, o que agradou o mercado. A taxa de desemprego subiu para 6,2% em junho, ante 6,1% no mês anterior, mas, segundo analistas, a alta reflete o aumento da força de trabalho, sem pressão sobre salários, que se mantiveram constantes na mesma base de comparação.

“A folga no mercado de trabalho e a ausência de pressões sobre os salários mesmo em um cenário de aquecimento econômico, além da reiteração do comitê do Fomc de que as taxas permanecerão baixas por “tempo considerável” após o término do seu programa de compra de ativos, deverão, ceteris paribus, reduzir a volatilidade observada nas próximas semanas”.

Na China, o índice dos gerentes de compras (PMI) de julho aumentou para 51,7, ante 51 em junho, e acima do consenso de mercado, de 51,3, em um sinal de que a economia continua no passo do crescimento vigoroso.

No Brasil, a produção industrial divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou retração de 1,4% em junho, ante recuo de 0,8% no mês anterior. Dos 24 ramos pesquisados, 18 tiveram queda no período. O indicador anual mostrou retração de 6,9%, contra -7,9% no mês anterior. A atividade que apresentou a maior queda foi a de produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, que caiu 12% na comparação mensal.

A balança comercial encerrou julho com superávit de US$ 1,575 bilhão, contra déficit de US$ 1,899 bilhão no mesmo período do ano passado. As exportações somaram US$ 23,025 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,450 bilhões.

Quanto ao dólar, a cotação fechou em queda de 0,41%, a R$ 2,261 na venda, interrompendo a sequência de alta dos últimos três dias. A moeda chegou a subir nos primeiros dias de negociação, mas passou a perder força após a publicação dos dados abaixo do esperado para o mercado de trabalho norte-americano.

No contexto brasileiro, o Banco Central não anunciou o início da rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 1º de setembro e correspondem a US$ 10,070 bilhões. Contudo, o programa de intervenções diárias no câmbio foi mantido. Ao todo, foram vendidos 4 mil contratos de swap cambial, sendo 3,5 mil a vencer em 02 de fevereiro de 2015 e 500 para 1º de junho de 2015. A operação movimentou o equivalente a US$ 198,7 milhões.

Para segunda-feira, os agentes acompanham a publicação do relatório Focus e do IPC-S Capitais no Brasil, além do PMI (índice dos gerentes de serviços) do setor de serviços e composto na China e no Japão, e o índice de preços ao produtor na zona do euro. Na temporada de balanços, os agentes aguardam a publicação dos dados de empresas como BR Properties, Multiplus e Rodobens.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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