4 de junho de 2026

Juiz americano e fundos abutres colocam Argentina na corda

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A soberania dos países mais frágeis é um tigre de papel

Há séculos que os países lutam pela soberania, que tem faces econômicas e políticas. Ora por contar com cúmplices internos, ora pelas fragilidades apresentadas, ou até em decorrência de erros, irresponsabilidade ou mesmo corrupção de governos de países mais frágeis, grupos capitalistas ou países mais poderosos criam condições de dependência e então assaltam suas riquezas, materiais e morais, “tudo legalmente”. Simples assim, apesar dos defensores dessas práticas tentarem defendê-las, com base em contratos feitos.

É como um banco emprestar dinheiro contratando com um cliente qualquer que, não pago no prazo, cobrará juros de 30% ao mês. Vale porque é contratado?

O governo argentino, no momento pouco importa quais dos motivos alinhados, acumulou um débito e tenta pagá-lo a grupos internacionais, mantendo porém recursos para atividades básicas do Estado e credibilidade no mercado. Fez acordo com a maioria dos credores, mas alguns grupos, chamados muito apropriadamente de fundos abutres (compram créditos mais baratos para depois exigir pagamentos mais elevados dos credores), preferiram pedir  a um juiz em Nova York, ou seja, acharam um juiz em uma cidade americana que decidiu que o pagamento deve ser feito também para os abutres. A decisão inviabilizou o acordo e o mercado está considerando que a Argentina está em default, inadimplente.

Evidente que se a decisão fosse de um juiz panamenho, cubano, brasileiro, ou de algum país da África, causaria estranheza, talvez riso. Mas os EUA tem a força. O juiz manda. E assim chegamos a situação em que um juiz americano tem em suas mãos (garras?) a soberania da Argentina, está decidindo o destino de dezenas de milhões de pessoas. Enquanto o mundo for assim como é, a soberania dos países fragilizados é um tigre de papel. A dos poderosos pode mandar até pela boca de um único sujeito em que puseram uma toga.

Percival Maricato

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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18 Comentários
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  1. Motta Araujo

    1 de agosto de 2014 12:16 pm

    Um juiz ignorante e

    Um juiz ignorante e incompetente, criticado até pelo meio juridico americano, uma Suprema Corte que decidiu não decidir,

    o maior prejudicado é o mercado financeiro internacional  porque a Argentina já está fora do mercado há muito anos e não fará muita diferença , pior, a Argentina quer pagar os credores legitimos e não pode por causa da decisão estupida e ilogica desse juiz de bairro favorecendo  especuladores contra credores honestos e legitimados por um acordo sério.

    Nota zero para osistema financeiro global que tem um comité central, o Institute of International Finance, que deveria criar regras de maioria para moratorias, de modo a não permitir esses batedores de carteira operar como pistoleiros para assaltar paises com golpinhos de esquina. A recuperação da Argentina é de interesse do sistema financeiro global muito mais do que favorecer fundinhos de agencias de cobrança, desses que compram cheques devolvidos para achacar dez anos depois, golpe comum na Praça da Sé em São Paulo, é exatamente o mesmo metodo dos abutres cata lixo.

    Os EUA dão mais mostras de não entnderem o mundo e prejudicam seus proprios interesses com essa alienação da realidade. Nem precisa dizer quem monta, opera e ganha com esses fundos abutres.

  2. Fabio.

    1 de agosto de 2014 12:17 pm

    Vamos supor que a Argentina

    Vamos supor que a Argentina não pegasse mais dinheiro algum nem do Fundo A ou do Banco B não conseguiria pois toda a economia Mundial esta interligada , quer dizer que eles estão condenados a default por mais 2 seculos, ali privatiza o bem publico, depois estatiza, depois privatiza de novo, eu sei que tem um grande capital de Argentinos fora do pais, se o governo Argentino for usar a força para receber de volta toda esta grana cai na mesma armadilha da insegurança economica, perpetuando este ciclo. Será que ALatina esta condenada a estes eternos voos de galinha.

  3. LC

    1 de agosto de 2014 12:36 pm

    É exatamente isso, vale porque é contratado

    É como um banco emprestar dinheiro contratando com um cliente qualquer que, não pago no prazo, cobrará juros de 30% ao mês. Vale porque é contratado?

    A receita é a seguinte, pegue um país que foi um dos mais ricos e poderosos do incício do século XX, aplique uma sucessão de governos populistas, incompetentes, corruptos, alguns até nazistas, e você fica com o que é a Argentina hoje em dia. Aí ponha a culpa nos bancos, e não no eleitorado e nos partidos medíocres.

    Se esse argumento fosse utilizado para os países mais pobres da Ásia e da África, até é possível criticar os bancos. Não no caso da Argentina. Esse maluca incompetente (estou falando da Cristina, não da outra) tem que arcar com as consequências da sua administração de m…

    1. Flics

      1 de agosto de 2014 4:24 pm

      Como é bonita (pena…

      … que o Jaguar tenha matado Gastão o Vomitador)… mas deixa prá lá… como dizia, como é linda, bela, etc e tal, a retórica desses direitosos… apresenta algum argumento embasado em alguma realidade, algum fato, algum número?… sabe como foi feita a dívida externa da Argentina?… sabe como os fundos buitres adquiriam esses títulos… sabe o Ig que esses títulos tem origem na ditadura implantada em 1976 com 30 mil desaparecidos/assassinados? … não, não sabe nada… puro blá, blá, blá blá  de ignorantes trols que nada sabem porque nada leem… 

       

      Ah, perdão, talvez leia sim… seja leitor da veja e do grande filósofo – segundo o dono do blog – um tal de osvaldo (ou olavo, vou eu lá saber como se chamam esses ignorantes?)

  4. chico da dilma

    1 de agosto de 2014 12:39 pm

    Análise perfeita.

    Essa história de império americano já deu,chega!Saravá!………….

  5. Motta Araujo

    1 de agosto de 2014 12:51 pm

    http://en.wikipedia.org/wiki/

    http://en.wikipedia.org/wiki/Elliott_Management_Corporation

    O fundo abutre lider contra a Argentina é a Elliot Management Corp. que administra o Fundo NML Capital, já fez o mesmo papel com a Republica do Congo e com o Peru, foi esse fundo que arrestou a fragata da Marinha argentina em um porto africano, vem fazendo bullyng com a Argentina há anos, o fundador do Elliot é Paul Singer e os advogados são Andreas

    Lowenfeld e Peter Smerdresman.

    1. Raí

      1 de agosto de 2014 7:01 pm

      Mera coincidência ?

       O Elliot Management Corp, assim como seu parceiro financeiro, NML Capital, que é dirigido pelo judeu Paul Singer, e cujos advogados(coincidentemente “”abutres judeus”) Andreas Lowenfeld e Peter Smerdresman, não pensam nos países, seus clientes, e tão somente, nos seus patrões, capitalistas selvagens, de Israel.

  6. Mardones Ferreira

    1 de agosto de 2014 1:37 pm

    Na Argentina ainda há um

    Na Argentina ainda há um certo debate sobre a origem da dívida, a usura e imoralidade dos abutres e a covardia do juis americano. Se isso ocorrer com o Brasil num governo não alinhado, o PIG vai dizer que a culpa é do governante e que decisão não se contexta.

    Já ouvi muita gente falar que Cristina Kirchner quebrou a Argentina e coisas do tipo. Infelizmente, apesar de fontes revelarem o acordo bem sucedido com mais de 90% dos credores e a participação dos governos anetriores na geração dessa dívida, o PIG prefere apenas ficar com a manipulação da verdade. E muitos não se dão ao trabalho de conhecer melhor essa história que pode se abater contra qualquer país dependente de lançamento de títulos e de credores.

    1. Motta Araujo

      1 de agosto de 2014 5:52 pm

      Nada a ver. Quem tem um

      Nada a ver. Quem tem um minimo de informação sabe que quem negociou a moratoria NÃO FORAM OS KIRCHNERS, foi em governos anteriores  e o grande negociador foi o Ministro da Economia Roberto Lavagna que os Kirchner chutara porque temiam seu nome como um possivel rival eleitoral.

      E ninguem diz que a Kirchner quebrou a Argentina, já estava quebrada antes dela e nessa questão atual todos reconhecem as razões da Argentina e estupidez do juiz americano.

      O que se critica nos governos Kirchner é a imbecilidade geral de gestão da economia que empobrece a Argentina pelo populismo e corrupção, o problema não é a divida e sim a politica economica geral.

  7. serralheiro 70

    1 de agosto de 2014 2:10 pm

    Relações carnais.


    É, Menen resolveu que a economia Argentina deveris ter “relações carnais” com os EUA a ponto de fixaro peso argentino em 1 US dollar. Deu no que deu, e agora a Argentina é estuprada por um juiz americano qualquer.  Como dizia meu amigo Damaso ” quem tem c… fino não faz trato com pic… grossa”., sabedoria!

  8. aliancaliberal

    1 de agosto de 2014 2:25 pm

    Entendendo o iminente calote

    Entendendo o iminente calote da Argentina

    por ,A Argentina está a menos de 24 horas de formalizar um calote em suas dívidas.  Esse seria o terceiro calote do governo argentino em apenas vinte e oito anos.  Como a situação chegou a esse ponto?

    Após o calote de 2001, o governo da Argentina ofereceu aos seus credores um swap de sua dívida (uma reestruturação da dívida) para 2005.  Vários detentores de títulos públicos argentinos aceitaram essa oferta do governo.  Mas alguns se recusaram a aceitar.  Esses credores que não aceitaram a reestruturação são chamados tecnicamente de “holdouts”.  Quando a Argentina começou a pagar pelos novos títulos em posse daqueles que aceitaram a reestruturação (tecnicamente chamados de “holdins”), os holdouts acionaram judicialmente o governo argentino no tribunal de Nova York, que é a jurisdição sob a qual a Argentina emitiu os títulos de sua dívida.  Após a Suprema Corte dos EUA ter se recusado a ouvir, há algumas semanas, o argumento de defesa do governo argentino, o veredito do juiz Thomas Griesa tornou-se definitivo.

    A decisão judicial exige que a Argentina pague 100% de sua dívida em posse dos “holdouts” exatamente quando ela for pagar os títulos reestruturados em posse dos “holdins”.  De acordo com a sentença do juiz Griesa, a Argentina não pode pagar apenas alguns credores.  Ou ela paga para todos, ou ela dá o calote.  O pagamento estava marcado para o dia 30 de junho, mas não foi feito.  A Argentina conseguiu mais 30 dias de carência, que terminam hoje, dia 30 julho.  Se a Argentina não honrar a dívida, o país estará formalmente, e novamente, inadimplente.

    Essa situação é complexa e vem gerando interpretações distintas — quando não opostas — de analistas e autoridades políticas.  Algumas dessas interpretações, no entanto, não são bem fundamentadas.

    Como a Argentina se tornou um mau pagador

    Entender corretamente a situação da Argentina requer um pequeno contexto histórico.

    No início da década de 1990, a Argentina implantou a chamada Lei de Conversibilidade, uma medida que visava restringir o Banco Central e acabar com a hiperinflação que vinha castigando o país desde meados da década de 1980 [leia todos os detalhes neste artigo].  Essa lei estipulou a paridade cambial de um peso por dólar, e decretou que o Banco Central só poderia emitir pesos quando a mesma quantidade de dólares houvesse entrado no país.  Ou seja, o peso agora estaria lastreado em dólar.  Cada peso emitido teria de ter a mesma quantidade de dólar em lastro.

    A Lei de Conversibilidade era, portanto, mais do que um mero esquema de taxa de câmbio fixa.  Era uma legislação que transformava o Banco Central argentino em um Currency Board cuja função era converter pesos em dólares à paridade de um para um.  No entanto, havia brechas na lei, de modo que o Banco Central argentino ainda usufruía alguma flexibilidade para emitir pesos independentemente do influxo de dólares para o país.  Exatamente por causa dessa brecha crucial, o Currency Board argentino seria mais bem caracterizado como “heterodoxo” em vez de “ortodoxo”.

    Ainda assim, mesmo com essa brecha, a Argentina não mais podia monetizar livremente seus déficits como fazia durante a década de 1980 no governo de Ricardo Alfonsín.  Foi a livre monetização da dívida o que produziu a alta inflação que se degenerou em hiperinflação.  Por causa de Lei de Conversibilidade durante a década de 1990, o governo de Carlos Menem não podia recorrer ao Banco Central argentino para que esse financiasse o déficit fiscal do governo via criação de dinheiro.  Aí, em vez de simplesmente cortar gastos e reduzir o déficit, o governo Menem optou pela solução menos politicamente dolorosa: emitir títulos e se endividar. 

    Esses títulos foram majoritariamente comprados por estrangeiros, e são eles que hoje estão requerendo a quitação. 

    Como os títulos da dívida foram emitidos em dólares e os estrangeiros os compravam com dólares, a moeda americana entrava na Argentina e isso permitia que o Banco Central argentino — pela Lei de Conversibilidade — emitisse a quantidade correspondente de pesos.

    Essa emissão de títulos da dívida durante a década de 1990 ocorreu em uma Argentina que já havia decretado moratória em sua dívida seis vezes desde sua independência da Espanha em 1816 (pode-se dizer que um terço da história da Argentina ocorreu sob situação de calote).  Simultaneamente, o país também exibia um histórico questionável de proteção institucional aos contratos e aos direitos de propriedade.  Com a poupança doméstica destruída após anos de inflação descontrolada durante a década de 1980 (e também nas décadas anteriores), a Argentina teve de recorrer aos investidores estrangeiros e mercado financeiro internacional para financiar seus déficits orçamentários.  E devida à falta de credibilidade, a Argentina teve de “importar” credibilidade jurídica emitindo seus títulos sob a jurisdição de Nova York.  Caso houvesse uma desavença com seus credores, a Argentina já havia deixado claro que aceitaria a decisão dos tribunais de Nova York.

    Vários críticos atuais da decisão judicial alegam que os credores da Argentina — raivosamente rotulados de “fundos abutres” — conspiraram para abolir a soberania da Argentina.  Mas isso é cortina de fumaça.  A responsabilidade deve ser atribuída ao próprio governo da Argentina, que estabeleceu um longo histórico de falta de confiabilidade em honrar suas dívidas.

    O caminho para a atual moratória

    Esses títulos emitidos sob a jurisdição de Nova York durante a década de 1990 possuíam outras duas características importantes: a incorporação da cláusula pari passu e a ausência da cláusula de ação coletiva.

    A cláusula pari passu especifica que a Argentina concorda em tratar todos os seus credores nos mesmos termos (especialmente no que diz respeito ao pagamento de cupons e principal).  Já a cláusula de ação coletiva declara que, em caso de reestruturação da dívida, se uma determinada porcentagem de credores aceitar a reestruturação, então aqueles credores que recusaram a oferta (os “holdouts”) automaticamente também terão de aceitar entrar na reestruturação. 

    No entanto, quando a Argentina caloteou seus títulos ao final de 2001, ela o fez com os títulos que incluíam a cláusula pari passo, mas que não requeriam a cláusula de ação coletiva.

    Ou seja, pelo contrato que o próprio governo argentino ofereceu aos seus credores — contrato esse que não incluía a cláusula de ação coletiva —, qualquer credor pode exigir receber imediatamente sua parte devida mesmo que 99,9% dos credores tenham decidido aceitar a reestruturação.

    E é exatamente isso o que ocorreu com o calote de 2001.  Quando, após o calote, a Argentina ofereceu novos títulos (reestruturação) para seus credores, os “holdouts” avisaram a Argentina que, por contrato, eles ainda tinham direito a receber 100% dos títulos, pois estavam em “igualdade de condições” (pari passu) com aqueles que aceitaram a reestruturação.  Ou seja, de acordo com os termos da dívida, a Argentina não pode pagar os “holdins” sem também pagar os “holdouts”.

    Entretanto, os governos de Nestor Kirchner e Cristina Kirchner, mostrando mais uma vez seu desprezo pelas instituições, decidiram ignorar os “holdouts”, chegando ao ponto de completamente retirá-los da condição de credores oficiais — sendo essa uma das razões por que o nível da dívida em relação ao PIB é mais baixo nas estatísticas oficiais.

    Pode-se dizer, portanto, que o juiz Griesa não fez nada além de simplesmente ler o contrato que o próprio governo argentino havia oferecido a seus credores.  Não obstante, já se ouvem lamúrias na Argentina (e ao redor do mundo) sobre como a decisão de Griesa prejudica a seguridade jurídica dos títulos soberanos e da reestruturação da dívida argentina.

    Só que o problema não está na decisão do juiz Griesa.  O problema é que o governo da Argentina decidiu, mais uma vez, optar por déficits e gastos desenfreados a cumprir com suas obrigações.  O veredito de Griesa sugere que um calote não pode ser usado como ferramenta política para ignorar os contratos ao bel-prazer de políticos.  Uma decisão favorável ao governo da Argentina significaria uma carta branca para que os governos violassem seus próprios contratos, o que tornaria ainda mais difícil o acesso ao capital para países pobres.

    Toda essa situação argentina pode ser simplificada por uma analogia: tente explicar ao seu banco que, dado que foi você próprio quem esbanjou e gastou toda a sua receita durante mais de uma década, você tem agora o direito de não quitar o empréstimo com o qual você comprou seu apartamento e seu carro.  Quando o banco lhe acionar judicialmente por não cumprir seu contrato, explique ao juiz que você foi uma pobre vítima de maldosos fundos abutres, e que você tem o direito de ignorar seus credores porque você não pode ser importunado com o incômodo de alterar seus luxuosos e insustentáveis padrões de gasto.  Aí, quando o juiz proferir a sentença desfavorável a você, tente explicar ao mundo por meio de jornais internacionais como a decisão do juiz representa uma injustiça que coloca em risco todo o mercado bancário internacional (como vem fazendo a Argentina recentemente). 

    Tente agora justificar a posição do governo argentino.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1910

     

    Nicolás Cachanosky é professor assistente de Economia na Metropolitan State University, em Denver.  

  9. Lineu Ignacio

    1 de agosto de 2014 2:51 pm

    abutre X milongueiro

    não podemos  esquecer  que  na epoca  em que ocorreu  a  negociação com os detentores de titulos da  argentina  houve um grande carnaval :  os  peronistas  se vangloriaram de  ter conseguido um desconto de 70 %. Tacharam de  ineptos  e  fracos outros paises que  não seguiram seu exemplo.

    como o mundo é redondo o problema agora volta par a argentina.

    chamar de abutres  agora tem o mesmo efeito de chamar de fracos antes.

    os que emprestaram dinheiro  para a argentina  não forçaram-na  a aceitar os termos  do acordo.  foi um consentimento mutuo.  dizer  agora que o combinado é aviltante  é  deixar de ser razoavel.

    parece que uma vez mais  se demonstra  o motivo do terceiro mundo ser terceiro mundo :  é a escoria da civilização.

    num pais civilizado  o que é combinado não   é   errado.

    conclusão : paulada  na   moleira.

    os argentinos que tirem esse  governo  e  coloquem outro menos MILONGUEIRO.

    quem sabe  fiquem alerta  na proxima vez.

     

  10. sergior

    1 de agosto de 2014 3:02 pm

    Quem atirou na Argentina?

    Quem atirou na Argentina?

    Por Mark Weisbrot

    – on 28/06/2014

    Ao sabotar acordo entre país e seus credores, e favorecer fundos-abutres, Suprema Corte dos EUA arrisca-se a incendiar relações financeiras internacionais

    Por Mark Weisbrot | Tradução: Inês Castilho

    Quando Cristina Kirchner concorreu à presidência da Argentina pela primeira vez, em 2007, havia um anúncio de campanha em que crianças pequenas respondiam à pergunta: “O que é FMI (Fundo Monetário Internacional)?” Elas davam respostas engraçadinhas e ridículas, tais como “FMI é um lugar com muitos animais”. O narrador, então, dizia: “Conseguimos fazer com que seus filhos e netos não saibam o que significa FMI.”

    Até hoje, não há nenhum caso de amor entre o FMI e a Argentina. O Fundo articulou o terrível colapso econômico de 1998-2002 no país, bem como numerosas políticas fracassadas nos anos anteriores. Mas quando a Corte de Apelações para o Segundo Circuito dos EUA decidiu em favor dos fundos-abutres, que tentam receber o valor integral da dívida argentina, que compraram por 20 centavos o dólar, até mesmo o FMI foi contra.

    De modo que muitos observadores surpreenderam-se, na segunda-feira passada (23/6), quando a Corte Suprema dos EUA recusou-se até mesmo a rever a decisão do tribunal. A Corte Suprema precisa de apenas quatro juízes para conceder petição para “certiorari”, ou rever a decisão de instância inferior, e este era um caso extremamente importante. A maioria dos especialistas concorda que ele tem sérias implicações para o sistema financeiro internacional. Ainda mais importante: a Corte de Apelações decidiu que, se a Argentina pagar os mais de 90% dos credores que aceitaram um acordo de reestruturação da dívida, entre 2005 e 2010, ela está obrigada também a pagar os fundos-abutres1.

    O que significa isso? No final de 2001, em meio a uma recessão profunda e incapaz de financiar enormes pagamentos da dívida, a Argentina entrou em moratória. Foi a decisão certa; a economia do país iniciou uma recuperação robusta, apenas três meses depois. Quatro anos mais tarde, 76% dos credores aceitaram uma reestruturação da dívida, que incluiu a redução de cerca de dois terços do valor de seus créditos. Por volta de 2010, mais de 90% dos credores havia aderido, aceitando novos títulos no lugar dos anteriores.

    A decisão do tribunal norte-americano significa que um fundo-abutre, ou qualquer credor “resistente”, pode impedir ou destruir um acordo anterior, negociado com o resto dos credores. Como não existe algo como uma lei de falências para os tomadores de empréstimo do governo, a decisão pode limitar severamente a capacidade de credores e devedores chegarem a acordos civilizados, em casos de crise da dívida soberana. Esta é uma grande ameaça ao próprio funcionamento dos mercados financeiros internacionais.

    Então, por que a Corte Suprema dos Estados Unidos decidiu não julgar o caso? Talvez porque tenha sido influenciada por uma mudança de posição do governo norte-americano, que o teria convencido de que o caso não era tão importante. Ao contrário da França, Brasil, México e do Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, o governo dos EUA não entrou com um amicus curiae2 na Suprema Corte, apesar de ter feito uma apresentação, no caso. E – aqui está o grande mistério – tampouco o fez o FMI, embora tenha manifestado publicamente preocupação com o impacto dessa decisão.

    Em 17 de julho de 2013, a diretora do FMI, Christine Lagarde, anunciou que o Fundo apresentaria um amicus curiae na Suprema Corte norte-americana. Então o Conselho do FMI reuniu-se e, de forma um tanto constrangedora, decidiu em sentido contrário, devido às objeções dos EUA. Essa poderia ser a razão pela qual a Suprema Corte não convidou o procurador-geral dos EUA para uma exposição e, ao final, não reviu o caso. Mas quem seria o responsável pela reviravolta de Washington?

    Como em uma novela de Agatha Christie, há numerosos suspeitos de ter cometido a ação. O lobby dos fundos-abutres – um grupo bem relacionado, liderado por ex-integrantes do govenro Clinton –, conhecido como Grupo Americano de Ação Argentina, gastou mais de 1 milhão de dólares no caso, em 2013. Além disso, há os suspeitos usuais no Congresso, principalmente os neo-conservadores e a delegação da Flórida, que querem mudar o partido político no poder na Argentina após as eleições de outubro de 2015.

    1Fundos-abutres (“vulture-funds”, em inglês), são fundos que investem em “papéis-podres” – ou seja, títulos que perderam quase todo seu valor, nos mercados financeiros. O fundos-abutres compram estes títulos por uma parcela insignificante de sua cotação original, esperando lucrar mais tarde, quando o devedor se recuperar e a cotação de sua dívida subir. [Nota da Tradução]

    2Amicus Curie (“Amigos da Corte”, em latim) é intervenção feita, num processo judicial, por uma pessoa ou entidade julgada representativa e que, não sendo ligada diretamente na disputa, tem interesse em influenciar seu desfecho. [Nota da Tradução].

     

  11. Raí

    1 de agosto de 2014 6:52 pm

    A quem interessaria, o calote da Argentina ?

    Este juíz norte-americano, que resolveu unilateralmente, impedir que o governo argentino, pagasse parte da dívida(jamais negada) deste nosso vizinho, por causa de insignificantes 1% dos credores da dívida argentina, contraída nos tempos da ditadura militar, e não paga, nem negociada, pelos governos anteriores, que já causara uma moratória vexaminosa, mais prejudica à banca internacional, e por extensão ao mercado financeiro global, que ajuda, a moralizar os contratos similares. Quebrar, como ele pretende, a um país em desenvolvimento, é por abaixo, toda a luta do sistema financeiro, de continuar de pé, e atuante, numa situação nada boa, para quem tem dívidas impagáveis, porem não negociáveis, de países que se querem integrantes do bloco financeiro globalizado.

    Este impasse, é que não leva a nada, e prejudica a outras nações, como o Brasil, que tem com os argentinos, bons negócios, mantidos neste status, pelo jôgo de cintura, dos bancos locais, que não dependem de juízos de pessoas, dita “abutres” pelos argentinos, para definir os bancos intransigentes e os juízes americanos, com os quais concordo.

  12. Raí

    1 de agosto de 2014 7:08 pm

    Ainda há uma esperança.

    Hoje, voltam a reunir-se, em volta de uma mesa de negócios, e não de um tribunal de recursos “abutre” e anti-sulamericano, as pessoas que cuidam das economias, e querem manter esta coordenada, com um mínimo de credibilidade.

    Alguns bancos argentinos(que estão saudáveis) e a maioria dos bancos credores argentinos, que querem receber, pelo menos, parte das dívidas, vão pressionar os “fundos abutres” que não pensam na economia global, mas somente no “seu” e tudo será acôrdado, de maneira, que a ciranda financeira, não deixe de funcionar, pois aí sim, a “galinha dos ovos de ouro” dos especuladores,acabaria de vêz. .

  13. Mariano S Silva

    1 de agosto de 2014 8:10 pm

    Assim é fácil!!! Reedita-se a

    Assim é fácil!!! Reedita-se a prática da “indenização de guerra da Alemanha no tratado de Verdum” em cima, agora, de um país de classe média da América do Sul. É claro que não cometeram o mesmo erro com a Alemanha duas vezes, nem tentaram alijar o Japão mais uma vez de sua recuperação…Alvejam um país que ainda não dispõe do conhecimento daqueles e cuja reação pode ser melhor controlada. De quebra alvejam a consolidação de uma união na América do Sul que não é vista com bons olhos. Joguinho bem rasteiro e com um monte de cartas na manga…

    Não adianta que a Argentina não vai pagar a extorsão, e vamos ver o que irá acontecer…

  14. aliancaliberal

    1 de agosto de 2014 8:55 pm

    “Evidente que se a decisão

    “Evidente que se a decisão fosse de um juiz panamenho, cubano, brasileiro, ou de algum país da África, causaria estranheza, talvez riso.”

    Foi a Argentina que colocou nos EUA, não foi os investidores.

    “devida à falta de credibilidade, a Argentina teve de “importar” credibilidade jurídica emitindo seus títulos sob a jurisdição de Nova York.  Caso houvesse uma desavença com seus credores, a Argentina já havia deixado claro que aceitaria a decisão dos tribunais de Nova York.”

  15. cesa

    1 de agosto de 2014 9:25 pm

    Novamente censura

    Novamente este site com tendencias esquerdistas não publicou meu e-mail. Eu estou saindo deste site e não acessarei ele mais pois tenho auto-respeito e não quero me contaminar com o mal que existe aqui, pois repito novamente:  O ESQUERDISMO É UM MAL  e aqui está cheio.

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