4 de junho de 2026

Partido Republicano coloca OTAN em risco

Possível vitória da ala populista do partido na próxima eleição pode levar ao desmantelamento da OTAN, diz professor de universidade escocesa
Foto de Marek Studzinski na Unsplash

A guerra na Ucrânia pode levar o mais bem sucedido grupo de segurança militar na história global recente – a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) – ao colapso até o ano de 2025.

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E a causa desse colapso seria a ala populista do Partido Republicano, liderada pelo ex-presidente Donald Trump, por conta da sua profunda diferença de perspectiva diante das preocupações de segurança por grande parte da Europa.

Em artigo publicado na revista The Atlantic, o professor de estudos estratégicos Phillips Payson O’Brien, da Universidade de St.Andrews, na Escócia, afirma que o catalisador imediato para o colapso da coalizão seria justamente a guerra na Ucrânia.

“Quando a facção dominante dentro de um dos dois principais partidos políticos americanos não consegue ver sentido em ajudar um país com mentalidade democrática a combater os invasores russos, isso sugere que o centro do espectro político mudou de uma forma que tornará os EUA um aliado menos confiável da Europa”, afirma o acadêmico.

O articulista ressalta que a perspectiva pró-Rússia e contra a Otan de Trump não é apenas um interlúdio, e a ala populista dos republicanos já tem como consenso a suspeita de envolvimento norte-americano no apoio à Ucrânia.

Tanto que os candidatos republicanos Ron DeSantis e Vivek Ramaswamy tentam se aproximar da ala trompista do partido ao argumentar de forma contrária em relação ao apoio norte-americano aos ucranianos, fazendo coro ao posicionamento de Trump.

“Ele (Trump), DeSantis e Ramaswamy estão todos a jogar para os mesmos eleitores – que, segundo sugerem as sondagens, representam cerca de três quartos do eleitorado republicano”, diz O’Brien.

Caso essa ala pró-Rússia venha a se fortalecer, tudo leva a crer que os europeus terão de fazer a maior parte do trabalho em apoio à Ucrânia, e o pesquisador afirma que os líderes da Europa já devem se preparar para uma realidade onde a administração norte-americana desista da OTAN para se aproximar da Rússia.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    4 de setembro de 2023 10:24 am

    Um país com mentalidade democrática permitiria nazistas nas fileiras das suas forças armadas, como faz a Ucrânia?

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