4 de junho de 2026

Mais de 50% dos policiais são favoráveis a desmilitarização

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 52,9% dos entrevistados pela pesquisa são da Polícia Militar

Jornal GGN – Pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública mostra que 56,84% dos agentes de segurança do país acreditam que o policiamento civil é o mais adequado para o país. 14% disseram que preferem a manutenção do modelo atual e 8% são favoráveis a completa militarização da polícia. Entre os 21 mil entrevistados, 52,9% são da Polícia Militar; 22%, da Polícia Civil; 10,4%, da Polícia Federal; 8,4%, do Corpo de Bombeiros; 4,1%, da Polícia Rodoviária Federal; e 2,3%, da Polícia Científica.

Enviado por Claudio W.

Do R7

 
Dos 21 mil entrevistados, 56,84% apontaram policiamento civil como o mais adequado ao País
 
Mais da metade dos policiais brasileiros dizem acreditar que o modelo de policiamento mais adequado à realidade do País é o civil, aponta pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

A enquete “Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública”, divulgada nesta quarta-feira (29) durante o 8º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foi respondida por 21,1 mil agentes de segurança pública de todo o País entre 30 de junho e 18 de julho.

No total, 56,84% dos entrevistados excluíram a Polícia Militar do modelo ideal, enquanto 14,22% disseram preferir manter o modelo atual (com o patrulhamento ostensivo a cargo da PM e as investigações a cargo da Polícia Civil). Outros 8,95% pregaram a completa militarização da polícia.

O restante defendeu outros modelos — como a divisão de atuação entre Polícia Civil e Militar por tipo de crime a ser esclarecido ou por local onde o crine ocorreu — ou disse não ter opinião sobre o assunto.

Entre os entrevistados, 52,9% são da Polícia Militar; 22%, da Polícia Civil; 10,4%, da Polícia Federal; 8,4%, do Corpo de Bombeiros; 4,1%, da Polícia Rodoviária Federal; e 2,3%, da Polícia Científica.

Entre os que defenderam uma polícia exclusivamente civil, porém, houve divergência de opinião quanto a outros aspectos. O modelo mais defendido foi o da criação de uma nova polícia, de ciclo completo, caráter civil, com hierarquia e organizada em carreira única. Nesse caso, o policial poderia subir de agente a delegado, por exemplo, sem a necessidade de prestar concurso para ocupar o novo cargo.

Direito à greve

Mesmo somente entre os policiais militares, 55,06% indicam um modelo exclusivamente civil como o mais apropriado à realidade brasileira.

Questionados sobre medidas para a desmilitarização da PM, 83,2% dos entrevistados se disseram favoráveis à modernização dos regimentos e códigos disciplinares e 69,3% afirmaram que deve ser regulamentado o direito de integrantes da corporação à sindicalização e à greve.

Obstáculos e insatisfação

Os policiais foram ouvidos ainda sobre suas principais dificuldades. Os mais citados obstáculos à eficiência da polícia são os baixos salários (99,1%), a formação e o treinamento deficientes (98,2%), o contingente policial insuficiente (97,3%), a falta de verba para equipamentos e armas (97,3%), leis penais inadequadas (94,9%) e a corrupção (93,6%).

A pesquisa mostra também que 34,4% dizem pretender sair da corporação assim que houver uma oportunidade. E 38,7% afirmam que, se pudessem voltar no tempo, teriam escolhido outra carreira.

Dois em cada três dos entrevistados (65,9%) afirmam já terem sido discriminados por ser policial ou agente do sistema de segurança e 59,6% dizem já terem sido humilhados ou desrespeitados por superiores.

Método da pesquisa

O resultado da pesquisa foi coletado após o envio de questionário eletrônico a 463.790 policiais — a absoluta maioria estava cadastrada na rede de ensino à distância da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

 “Por se tratar de consulta censitária, os resultados não podem ser diretamente expandidos para o universo de policiais brasileiros” afirmam os autores da pesquisa, no texto de apresentação dos resultados. “Trata-se de uma amostra não probabilística e que deve ser matizada e contextualizada qualitativamente.”

“Desse modo, não obstante tecnicamente os dados não se constituírem em um retrato exato das opiniões de todos os policiais brasileiros, eles nos autorizam algumas análises e hipóteses exploratórias sobre reformas das polícias no Brasil e incentivam a participação destes profissionais na definição dos rumos de suas instituições”, conclui o texto.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. robson_lopes

    31 de julho de 2014 11:44 am

    Exatamente qual a diferença

    Exatamente qual a diferença entre uma polícia ser militar ou civil? Além do direito de greve? Sempre ouvi essa discussão, mas não opinião formada porque sinceramente não sei a diferença.

  2. AlvaroTadeu

    31 de julho de 2014 11:55 am

    Uma só polícia para todo o tipo de bandido.

    Polícia é polícia. As PM’s foram criadas como forças de apoio ao Exército. A Polícia deve ser civil, baseada na hierarquia. Delegados devem ser nomeados com base em prova de seleção feita entre policiais.com dez anos de carreira ou mais, com carreiras profissionais ilibadas. O início de carreira se dará com policiais armados, uniformizados patrulhando as cidades. Uma única polícia para combater o crime. É péssima a situação atual, onde os PM’s capturam bandidos nas ruas e os entregam para o delegado da delegacia mais próxima. Esses policiais continuam subordinados aos seus comandantes militares, o que é uma aberração.

  3. Motta Araujo

    31 de julho de 2014 12:19 pm

    Discussão desviacionista, não

    Discussão desviacionista, não trata da essencia do problema de segurança publica. Todos os grandes paises tem policias militares, o que significa treinamento militar, porte de arma, uniforme, comando por oficiais, a França tem a Gendarmerie, a Espanha tem a Guardia Civil (que é militar), o Chile tem os Carabineros, a função da policia civil é uma, a da militar é outra, as policias militares tem 150 anos de tradição no Brasil, é claro que podem ser muito melhoradas mas sem elas o crime seria maior e não menor, a policia civil não tem tropa de choque ou forças aparelhadas para conter disturbios, trafico em favelas, manifestações. A tese de desmilitarização é de ESQUERDA, que em geral detesta policia

    e ve na civil uma policia mais fraca e menos eficiente. A pesquisa feita entre policiais não tem a ver com o interesse da sociedade e sim com o interesse pessoal dos policiais, onde entram questões salariais, de aposentadoria, risco, etc.

  4. joao

    31 de julho de 2014 12:42 pm

    questinamentos.
    Tenho uma visao e opiniao.
    Que nao deveria haver dois tipos de policias.
    Sim, poderiamos ter um tipo de policia militar em varios tipos de atuacao, policial de transito, de estrada, de delegacia civil, de resposta e emergencia, de seguranca, da comunidades e ou bairros, de investigadores, etc., varias carreias e profisao, ate mesmo chegando a carreiras de delegacias, das secretarias de segurancas e tambem aos departamentos juridicos dos tribunais.
    Um tipo somente de policial militar pq seria um codigo militar, carreias, salarios e suas implicacoes profissionais.
    Com um so tipo de policial deixa de haver muito conflitos politicos e sociais.
    Melhora e flexibilidade cargos, salarios distintos, opcoes, educacao, formacao e deixa no seu nucleo de policia a marginalidade de hoje. Termina com este conflito de carreira militar para o bem e o mal.
    Todo policial que converso sao criticos em relacao aos oficiais, aos comandos e o codigo militar aplicado como arma de comando e lideranca.
    O codigo militar do policial, tudo em aparatos, treinos e o total de regras, organizacao sao velhos e o uso politico/ beneficio por comando, justica e politico, os homens, tem um alcance que as regras atuais militares dos policiais permitem e escancaram.
    Muito importante observar este conflito dentro e com a carreira militar, que tem mudado nestes ultimos 15 anos como uma profissao e aptidao, livre escolha de jovens e outros saidos dos servicos militares. A formacao e o querer melhorar, estudar, carreia, e atencao que muitos ja chegar as corporacoes com nivel de educacao e escolaridade alta. Tambem sao conflitos militares que faz a diferenca entre os iguais, comando e comandados que se nivela diferente do passado.
    Hoje o tempo de servico, nivel escolar, formacao, experiencias e treinamentos sao outros, varios militares hoje participam na internete via online de cursos. A rejeicao da conduta e codigo militar esta muito relacionado justamente por o policial estar num nivel, o sistema com o comandos em outros. Esta passando por uma transformacao dos antigos para o novo num mesmo sistema e ai fica dificil. Modernizar e ter outra visao dos dias atuais esta sendo dificil, ai o que era velho ajusta o novo no mesmo esquema antigo.
    O caso do Rio com SP e as manifestacoes de junho e os chamamento dos politicos, a midia e etc das acoes policiais sao tipicas, caracteristica de um sistema politico, militar e social totalmente ultrapassado.
    O caso da ” forca nacional”, forca nacional de seguranca publica eh tao dificil se explicar como contextualizar, jah que o nome diz muito que nao eh de paz e sim da forca e que esta forca especial esta sobre a guarda presidencia e civil. Da para entender? E as ” forcas armadas”! E as secretarias de segurancas publicas. Nossa.
    Conflitos e confucao.

  5. drigoeira

    31 de julho de 2014 1:40 pm

    Militar???

    É que ninguém gosta de estruturas rígidas de hierarquia.

    Civil ou Militar, vai continuar a mesma merda.

    A polícia Civil é pior que a Militar.

  6. leonidas

    31 de julho de 2014 1:46 pm

    Claro que são.rsA

    Claro que são.

    rs

    A militarizaçao funciona para manter um minimo de controle sobre a tropa no tocante a reclamaçoes de todo tipo incluindo ai salario.

    Não há policia no mundo que possa priscindir da organização militar ao menos no tocante aos praças.

    O regime militar nao admite ressalves ou questionamentos o que funciona muito bem na hora de escalar alguem que ja tenha terminado seu turno rs

    O formato de policia nao militar ja existe e se mostrou tragico , é só ver o conceito da Policia Civil junto à opinião publica.

    O problema da violencia hoje nao é necessariamente salarial ( é ruim mas ja foi tetrico e nao havia tanta insegurança à epoca ) e tambem nao é falta de meios ( viaturas ) ou contigente.

    Nunca houve tantos policiais com temos hoje.

    mas o problema da segurança é basicamente 2

    1º CORRUPÇAO POLICIAL

    2º POLITICA PUBLICA PARA TRATAR CRIMINOSOS

    No primeiro caso nao ha e nunca houve disposiçao para acabar com isso.

    No segundo caso não ha e nunca havera disposição para acabar com isso pois seria necessario revisar todo um universo de leis que sao frouxas ou dao licença para matar para menores e depois mexer no sistema prisional para tratar de dar DIGNIDADE para quem cumpre pena resguardando a integridade fisica do apenado e separando os mesmos dos individuos de alta periculosidade.

    A verdade é que cuidar de direitos humanos para a dita esquerda dá ibope quando os fascinoras estao na rua, cuidar deles ONDE IMPORTA que é quando estao sob custodia nao interessa, pois implica gastar muita grana ou para as Ongs implica em bater de frente com o executivo e com isso acabar perdendo verba amiga ou favorres do executivo.

     

    1. joao

      31 de julho de 2014 3:51 pm

      tens alguma razao.
      Primeiro penso que muitos, nem todos crimes e quebra das leis sao sociais e seus atritos.
      Segundo Leo que o sistema e o Brasil mudou, nao podemos ter o sistema militar existente semm uma reforma na policia militar, de avaliacao, etica, moderna, que seja como ganhos sociais e no profissional militar, entendeu, um profissional militar para um Brasil diferencial de hoje. Preconceitos, regras, condutas, e afim vamos. Tambem a sociedade mudaria fazendo este profissional mais na coletividade e nao um marginal.
      Outro ponto muito importante eh no seu comentario que acredito que precisa ser e ter um meio termo, ponderar para que um policial profissional possa viver entre a lei e a sociedade. Livre. Nao podemos atualmente excluir e nem incluir na sociedade hoje por seu risco de vida e familiares e nem deixa-los a margem. Esta vida comum, o sistema, o profissional militar, a justica, a politica e a sociedade precisam se encontrarem num ponto comum.

  7. armandolo

    31 de julho de 2014 2:31 pm

    Nos cursos de formação de

    Nos cursos de formação de oficiais das PMs, a coisa chega a ser ridícula. Um cadete para falar com um tenente tem que fazer todo aquele ritual idiota -TENENTE, LICENÇA PARA FALAR !!! Leve-se em consideração que os “cadetes” são todos formados como engenheiros, advogados, e sinta o constrangimento que esta ópera bufa causa. As PMs tem que jogar no lixo estes penduricalhos que tem origem na militarização havida durante a ditadura militar no Brasil. Antes (de 1964) não era assim. Os carabinieris e outras policias militares pelo mundo são completamente diferentes desta formação insana que aqui ocorre .

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