5 de junho de 2026

Especialista defende isenção de impostos para impulsionar inovação no Brasil

Jornal GGN – O Brasil tem capital humano e tecnológico para o desenvolvimento de sistemas inovadores, mas ainda esbarra nas dificuldades aduaneiras na hora de trocar conhecimento com empresas de fora, de acordo com António Ramos Costa, diretor da Associação Nacional de Empresas de Tecnologia da Informação e Eletrônica de Portugal (ANETIE).

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Para o especialista, não faz sentido criar uma política nacional de incentivo à inovação ou investir em pólos regionais no país se não houver isenção total de impostos para startups e empreendedores, como acontece na Europa e Estados Unidos.

Em entrevista exclusiva ao Jornal GGN durante o Pavilhão Amanhã, evento internacional de “tecnologias do futuro” promovido pela ANETIE com apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, órgão da União Europeia, António Costa afirma que o que falta no Brasil não são ideias com potencial de crescimento, mas justamente esse mecanismo. “É importante ter iniciativas como as startups, mas outra vertente são as parcerias internacionais. Trocar conhecimento com empresas e statups de outros países”, diz.

Para ele, falta uma mão dupla na troca de informações, experiências e recursos entre as empresas brasileiras e as de fora. “É preciso compartilhar nos dois sentidos. Diria que falta mais isso no Brasil. O Brasil é um pais fechado, protecionista. Nesse momento, é a maior dificuldade que o Brasil enfrenta. Isso já foi feito, por exemplo, com as indústrias. Mas a inovação não era feita aqui, mas trazida de fora. A inovação precisa de um sistema aberto”.

Segundo ele, é isso que faz com que pessoas capacitadas acabem trocando o país pelo Vale do Silício, nos Estados Unidos, ou a Europa, em busca de facilitar essa troca. “Não é que as pessoas não tenham essa capacidade aqui. Elas têm, mas é preciso abrir mais, sobretudo o sistema aduaneiro. Há impostos para compra e venda. Se cada vez que tiver que trocar conhecimento, trazer e levar inovação e recursos, também tiver que pagar imposto, não adianta”, afirma.

O presidente da ANETIE, que reúne mais de 100 empresas inovadoras em toda a Europa – e cujas principais inovações estão em exibição no Pavilhão Amanhã –, defende a criação de um regime especial aduaneiro para o setor de inovação, como acontece em Portugal. “Em Portugal, se você quer montar uma startup, não paga imposto. Durante cinco anos, você não paga imposto. Isso facilita que haja inovação. Assim, outras empresas viriam se instalar no Brasil, o que pode criar um polo de empresas inovadoras instaladas aqui”.

Antes de São Paulo, o evento internacional passou pelo Rio de Janeiro, com a mesma programação de seminários e exposições. Todas as atividades acontecem em uma tenda inflável de 900 metros quadrados, tornando o evento em itinerante. O Pavilhão Amanhã acontece até esta quarta-feira (30), no Transamérica Expo Center, em Santo Amaro. Depois segue para Berlim, Luanda, Maputo e Nassau.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

17 Comentários
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  1. Bobbyrock

    29 de julho de 2014 6:14 pm

    Do que ele está falando?

    Do que ele está falando? Idéia não paga imposto. Programa de computador não paga tributo na importação. Creio que ele quis se referir aos tributos de empresa em sí, Imposto de Renda, etc. Não tem nada a ver com tributos aduaneiros. O que ele quer importar? Máquinas? Também são quase isentas em sua maioria (desde que não seja fabricada aqui).

    Ou ele quer alguma isenção que não está clara…e como sempre a culpa é do governo.

  2. Ricardo Cesar

    29 de julho de 2014 6:23 pm

    Seria bom que o autor lesse

    Seria bom que o autor lesse ou relesse o post da Dra. M. Da Conceissão Tavares!

  3. alessandroduarte

    29 de julho de 2014 6:43 pm

    Fim de patentes e trabalho

    Fim de patentes e trabalho colaborativo seriam mais eficazes. Não daria lucros inimagináveis (como o são hoje), mas, por outro lado, o “avanço inovativo” seria estupendo.

     

    Esse cidadão não é especialista, é “lobbysta”…

    1. Roberto Luiz

      30 de julho de 2014 1:33 am

      O Linux e o Fim de patentes

      Creio que o Linux seja prova de que sem lucro a inovação é bem mais lenta, até programadores precisam do lucro para por comida na mesa, e paga a conta de luz!

      1. alessandroduarte

        30 de julho de 2014 1:48 am

        Obviamente… deve ser por

        Obviamente… deve ser por isso que toda infraestrutura da internet roda praticamente sob software livre (grande parte sob GNU/Liux)

         

        Exemplo:

         

        1. Roberto Luiz

          12 de agosto de 2014 4:53 am

          Obviamente que o consumidor

          Obviamente que o consumidor final prefere o pirata do que o Linux!

  4. Francy Lisboa

    29 de julho de 2014 6:57 pm

    “Brasil tem capital humano e

    “Brasil tem capital humano e tecnológico para o desenvolvimento de sistemas inovadores, mas ainda esbarra nas dificuldades aduaneiras na hora de trocar conhecimento com empresas de fora, de acordo com António Ramos Costa, diretor da Associação Nacional de Empresas de Tecnologia da Informação e Eletrônica de Portugal (ANETIE”.

     

    Depois vai dizer, dependendo da torcida, que “falta mão de obra qualificada no Brasil”. É o samba do criolo doido.

  5. EDSON TADEU

    29 de julho de 2014 7:15 pm

    O interessante que para essa

    O interessante que para essa classe de empresarios  para o  Brasil  crescer tem que  ter isençao de impostos. A cada  imposto que é isento no Brasil  100 mil  sao sonegados  por dia. entao o governo perde  com a Isençao  e com  a sonegaçao no fim  os empresarios nao investe em coisa nenhum. O que  tem que  se renovar  é  as  industrias  para se criar mais emprego. e dar  melhor  condiçao de vida ao brasileiro. 

    1. alexis

      29 de julho de 2014 8:55 pm

      Concordo

      Pouco pode esperar-se da classe empresarial brasileira em relação a investir aqui ou, inclusive, acreditar no seu país como fim de vida pessoal ou de metas empresariais. Tudo o que podem, levam fora do Brasil. São 520 bilhões de dólares que maus brasileiros têm hoje depositados no exterior.

       

       

    2. Roberto Luiz

      30 de julho de 2014 1:32 am

      Cabide de Empregos!

      A função de uma empresa é ser competitiva gerar riquesa, se formos criar empresas que só servem para gerar emprego ela não existirá por muito tempo!

  6. Bob Jr.

    29 de julho de 2014 8:15 pm

    Portuga Ingênuo…

    O portuga precisa de uma imersão no capitalismo brasileiro para perceber a besteira que está falando…

    Em outros lugares a teoria dele até faria sentido… Mas o que fazer se os principais interessados acham que inovação e pesquisa são dinheiro jogado fora, já que o retorno pode ser pequeno (qualquer coisa menor que 15-20% não vale a pena) e a longo prazo (qualquer prazo maior do que três meses para ROI é absurdo)? O pior é que ele não vai ouvir isso de dono de boteco, e sim de alguns dos maiores empresários do país…

    E sobre protecionismo, então? O gajo realmente não conhece o “espírito animal” do capitalista brasileiro… espírito de cachorrinho de madame/chihuahua, que faz muito barulho, mas morde pouco e corre para o colo da mamãe quando a coisa fica feia…

  7. Ivan de Union

    29 de julho de 2014 10:58 pm

    So “suponhando” que ele

    So “suponhando” que ele estivesse certo, o problema eh o seguinte:  as maiores empresas pulam no barco e nem por isso abaixam precos.

    QUAIS sao as porcarias de contrapartidas que o governo ofereceria AA POPULACAO?  Ou eh so enriquecer os mais ricos e fica por isso?

  8. anarquista sério

    29 de julho de 2014 11:23 pm

     
    Mais um setor que defende a

     

    Mais um setor que defende a isenção de impostos. Chegará o dia que só assalariado pagará impostos.

            O post que coloco serve tbm pra Igreja Católica com seus milhares de prédios,aptos, armazéns ,etc. 

                      SEM UM CENTAVO PAGO DE IMPOSTO-   Uma verdadeira aberrração que os ”’quebra tudo” ainda não se tocaram

                         

    As leis de Deus sempre incluíram humildade, solidariedade, compaixão perdão Curtir

                       

  9. Alexandre Weber - Santos -SP

    30 de julho de 2014 12:01 am

    Pagar imposto não têm nada a ver com inovação

    Já postei mais de 1000 vêzes aqui no blog que para o Brasil passar  a concorrer e participar no mundo será preciso criar pelo menos cem zonas francas de cem hectares no mínimo por este país a fora, sem isto, tudo cai na ilegalidade, sem segurança jurídica para se estabelecer e nas garras dos fiscais e policiáis que irão achacar os empreendedores no primeiro sinal de que estão recolhendo capital para reenvestimento no negócio.

    Não existe como mudar esta mentalidade do por fora no Brasil, está na alma do funcionário público com poder de polícia,  se não se proteger o inovador investidor, não existe negócio que se desenvolva no Brasil;

    Ninguém escapa, eu me lembro de uma história dos anos 50 contada por um amigo meu que era filho de fiscal federal na época, ele contava que o pai dele mais dois fecharam a General Motors quando ela se instalou no Brasil por uns três dias, até que se fizesse o acerto.

    Tá no sangue!

    Quando uma vêz levei um projeto sobre as zonas francas espalhadas pelo Brasil, em 1981 para o ex deputado federal aqui de Santos, Gastone Righi, ele estava na TV dele à epoca aqui e tinha alguns amigos dle em volta, ele riu e disse que era impossível isto acontecer no Brasil, ao que lhe respondi de pronto, que meu nome era Alexandre e que ele não sabia com quem conversava.

    Pelo visto vou levar esta no mole muito antes do que imaginava, só para constar, pois não faz a menor diferença para o Brasil quem trás a ideia certa, o que importa para o povo e a nação é que ela progrida e divida esta nova riqueza com o povo.

     

  10. Almir Wagner

    30 de julho de 2014 1:49 am

    Há alguns anos, criei uma

    Há alguns anos, criei uma microempresa que produzia cursos multimídia para ensino de softwares de engenharia (Autocad e outros). Vendia no Brasil através da internet e de uma rede de parceiros. A partir de um certo momento, comecei a receber pedidos de fora do país. Eram tanto consumidores como lojas e particulares interessados em revender. Como tratava-se de produto barato entre, 30 e 60 dólares a unidade e como eu enviava o coteúdo em cd-rom (mídia física), procurei o serviço Exporta Fácil dos Correios. Imaginei que realmente fosse fácil. Descobri que era a maior buxa. Certamente não foi desenhado por pessoas com experiência no ramo e sim por burocratas. Era absurdamente burocrático e caro, totalmente inviável para pequenos pedidos. Resultado. Encontrei outras formas, algumas absurdas de cobrar pelos serviços assim como perdi muitos negócios. Hoje vejo a China enviando produtos a frete zero para o Brasil, com sistema de rastreamento e tudo, inclusive com parceria com os Correios. Logicamente, o modelo de negócio acabou sendo atropelado pela internet, mas isso não vem ao caso. O fato concreto é que o Brasil precisa sim melhorar a forma como trata o empresário interessado em exportar, importar ou trocar conhecimentos. Enquanto isso outros países não dormem no ponto. Já está mais do que na hora de acordarmos. Não se trata de colher de chá para empresário. Trata-se sim de usar a inteligência.

  11. Moraes

    30 de julho de 2014 1:57 pm

    Do jeito que esses caras tão

    Do jeito que esses caras tão sedentos de isencoes tributárias, daqui a pouco só o trouxa aqui é que vai pagar imposto e sustentar os serviços públicos.

  12. Moraes

    30 de julho de 2014 2:48 pm

    A política de desenvolvimento

    A política de desenvolvimento de Portugal é um sucesso. Só perde para a Espanha e a Grécia.

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