Jornal GGN – A Usiminas encerrou o segundo trimestre de 2014 com um lucro líquido de R$ 129 milhões, resultado 42% menor em relação aos primeiros três meses do ano, quando o total chegou a R$ 129 milhões. No acumulado do semestre o resultado somou R$ 350 milhões, contra prejuízo de R$ 145 milhões do mesmo período do ano passado.
Segundo balanço financeiro divulgado ao mercado, a receita líquida da Usiminas totalizou R$ 3,106 bilhões no segundo trimestre, 1% menor do que o contabilizado nos três meses anteriores (R$ 3,142 bilhões). As vendas para o mercado interno representaram 88% da receita, enquanto as exportações responderam por 12% do total para o período.
Já o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 549 milhões no primeiro trimestre, 16% de redução em relação aos três meses anteriores. No semestre, o resultado foi de R$ 1,205 bilhão contra R$ 755 milhões no mesmo período de 2013, alta de 60%.
As vendas consolidadas de aço no segundo trimestre somaram 1,456 milhão de toneladas, 1% a mais em relação ao apurado no trimestre anterior (1,437 milhão de toneladas). No semestre, a companhia vendeu 2,893 milhões de toneladas contra 3,163 milhões de toneladas no mesmo período de 2013, queda de 9%.
No setor de minério, o desempenho das vendas ficou abaixo do apurado no trimestre anterior, somando 1,457 milhão de toneladas contra 1,767 milhão de toneladas, neste confronto, queda de 18%. No semestre, no entanto, houve um aumento de 19% em relação ao igual intervalo de 2013.
Os resultados divulgados pela empresa ficaram abaixo do consenso de mercado, muito por conta do fraco desempenho apresentado pelo segmento de siderurgia, em função do aumento das despesas operacionais. “Além disso, o segmento de minério de ferro também pesou sobre o resultado, como já era esperado, visto que a valorização do câmbio, associada a um preço menor do minério, levaria a números mais fracos”, diz o analista Lenon Borges, da Ativa Corretora, em relatório. “Há de se destacar também que o resultado da Usiminas ainda foi impulsionado por ganhos extraordinários com venda de energia, que totalizaram R$ 81 milhões no segundo trimestre”.
Na avaliação de Victor Penna, do BB Investimentos, o resultado da empresa foi afetado pela deterioração do quadro econômico brasileiro e seu efeito no segmento industrial, principalmente no setor automotivo. “Se por um lado a elevação das exportações e do preço médio no mercado interno segurou o faturamento da companhia, por outro a pressão de custos acabou prejudicando suas margens”.
Resultado financeiro tem déficit de R$ 58 milhões
O resultado financeiro consolidado foi negativo em R$ 58 milhões no período, devido ao efeito cambial negativo. As despesas de SG&A (custos e despesas operacionais) consolidadas recuaram 6,1% no trimestre sobre os primeiros três meses de 2014, principalmente pela redução das exportações na Mineração.
Em linha do que ocorreu no trimestre anterior, a Usiminas voltou a vender energia elétrica excedente (R$ 14 milhões) e ainda contou com a venda de ativos no valor de R$ 34 milhões, o que compensou parte da perda de margem com a elevação dos custos por tonelada em siderurgia e mineração.
O CPV (custo dos produtos vendidos) totalizou R$2,8 bilhões, superior em 5,7% em relação ao primeiro trimestre, devido ao aumento do volume de vendas na Siderurgia, do custo de mão de obra e de serviços de terceiros com operação e manutenção.
Na análise da corretora Concórdia, “os contínuos ganhos operacionais em siderurgia continuam sendo o ponto forte de seus resultados, porém, o preço mais baixo do minério e, principalmente, o arrefecimento da indústria interna devem continuar pesando em seu desempenho”.
De acordo com o BB Investimentos, o management afirmou em teleconferência que as vendas no próximo trimestre devem ficar no mesmo patamar das registradas no segundo trimestre, com novamente as exportações compensando parte do menor volume destinado ao mercado interno. “Já com relação ao cenário de preço, o viés é neutro (sem reajuste e sem descontos), o que seria positivo em nossa visão dado que a queda de preços no mercado internacional deve começar a pressionar o mercado doméstico”, diz a corretora.
Ivan de Union
28 de julho de 2014 11:18 pmEh golpe.
A Usiminas teve
Eh golpe.
A Usiminas teve “prejuizo”?
Entao eh golpe de contabilidade “criativa”. Porque eh inpossivel.
Eh que TCU de bebado mineiro nunca teve dono.