4 de junho de 2026

Serenatas?

Naquelas noites no interior a gente juntava uma turma e ia prá pracinha mais próxima, alguém com um violão na mão. Ali se cantava de tudo, sem se atentar para qualidade da música, ou seja lá o que for.

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Uma música de que só me lembro deste trecho:

Come farinha seca, bebe água,

larga a mulher dos outros

caixa-d’água.

Come farinha seca no coité

deixa a mulher dos outros

seu mané. 

……………….

Alguns preferiam canções que diziam ser de escoteiros:

Da Noruega distante, veio esta canção

canta o cuco uma vez

preste bem atenção

tiriaôia, tiriaôia, cuco

ôia, tiriaôia, cuco

ôia, tiriaôia, cuco,

ôia, tiriaôia.

Depois o cuco cantava 2 vezes, depois 3 vezes, e a turma toda a cantar.

….

Uma letra que tinha sapo no meio, trocava as vogais de a a u:

O sapo não lava o pé

não lava porque não qué

ele mora na lagoa

não lava o pé porque não qué

Aí, desandava:

a sapa na lava a pá

na lava pacá na cá 

ela mara na lagá na lava a pá

pacá ná cá

é sepe né leve é pé

né leve pequé né qué

ele mere né legué

né leve é pé pequé né qué

i sípi ni livi i pí

etc

Quando chegava no Ù, risadas por causa do óbvio palavrão que viria:

U supo nú luv  u pu

nú luvo pucú nú cu

ulu muru nu lugu

nu luv u pu pucu nu cu.

………

Tempos de rir muito.

Tempos bons. Na maioria das vezes, tomava-se um guaraná ou um mate couro, se tanto. Nada de álcool.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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