4 de junho de 2026

Arquitetos sugerem que ‘absurdos’ estádios da Copa se tornem

Será que devemos ler com ironia [on]? De qualquer modo, vamos rir um pouco…

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Publicado em http://espn.uol.com.br/post/426935_arquitetos-sugerem-que-absurdos-estadios-da-copa-se-tornem-casas-para-sem-teto

Sylvain Macaux e Axel de Stampa são arquitetos da 1Week 1Project. E eles, preocupados com as questões sociais que afligem o Brasil enquanto a festa da Copa do Mundo passava pelo país, pensaram em uma ideia para aproveitar de forma melhor os 12 estádios construídos para o evento. Como? Transformá-los em casas para sem-teto.

Divulgação – 1week1project

Projeto de arquitetos para moradias na Arena das Dunas
Projeto de arquitetos para moradias na Arena das Dunas

“O que é mais global, alardeado na mídia, e questionável do que a Copa do Mundo? Nós lemos, como todos, sobre os protestos sociais no Brasil, sobre todo o dinheiro gasto para a Copa do Mundo. Nós tentamos encontrar uma resposta para a questão da nossa maneira, com um conceito e uma imagem poderosos”, disse Macaux em entrevista ao site Fast Company. “Os estádios são tão grandes que são quase absurdos.”

O custo total dos estádios ficou em quase R$ 8,5 bilhões, o que espantou os arquitetos. Por isso, eles acreditam que os apartamentos em estádios ajudariam a “distribuir” melhor tal soma com os 18,6% da população que vivem na linha da pobreza. Para Macaux e De Stampa, mais da metade dos 250 mil sem-teto do país poderiam viver nessas habitações sugeridas.

Divulgação – 1week1project

Detalhe da proposta feita pelos arquitetos do 1week1project para Brasília
Detalhe da proposta feita pelos arquitetos para Brasília

Pelos projetos apresentados, eles pensaram em dois estádios para realizar a empreitada: o Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena das Dunas, em Natal. Para o estádio na capital federal, a área externa – com vários pilares de sustentação – receberia os pequenos apartamentos; para a construção potiguar, as partes de dentro e de fora abrigariam as casas – até com vista para o campo.

“Seria uma experiência e tanto. Talvez os donos recebessem alguns convidados para assistir aos jogos. Mas se você não gosta de futebol, pode ser problemático”, brincou o arquiteto. “É um pouco de ambição, mas nós gostaríamos de trazer as pessoas para se questionarem sobre os contextos sociais que sempre acompanham esses programas.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. antonio francisco

    21 de julho de 2014 11:59 pm

    Parece que seria mais prático transformar em escolas

    Por exemplo, em escolas de medicina, incluindo hospitais-escolas, no conjunto arquitetônico desses estádios.

    Creio que os formandos das faculdades de arquitetura de Minas (por exemplo) teriam excelente material para seus TCC se fossem instados a colaborar na elaboração de estudos de projetos que aproveitassem ao máximo o espaço do estádio e suas estruturas atuais, com esse objetivo de dotar Minas de uma modelar escola de formação de médicos, ainda mais que o estádio fica dentro do terreno da UFMG.

    Não seria desperdício de dinheiro, se se considerar que o local onde o Mineirão foi instalado, é – desde sempre – um local inadequado para abrigar um estádio. Que o digam os moradores da região, que sofrem horrores em dias de jogos. Que o digam os estudantes da UFMG, que vez ou outra perdem aulas, por não se arriscarem a ir em transporte público para aquelas bandas em dias de jogos.

    As empreiteiras iriam amar essa possibilidade (oba!!!) de construir outro Mineirão noutro local, quem sabe via PPP, que é a moda atual em BH. Outras empreiteiras ficariam também felicíssimas ao serem convocadas a fazer as obras de transformação requeridas para fazer do Mineirão uma baita escola de medicina com tudo o que viesse de mais adequado a suprir Minas e o Brasil de mais e melhores profissionais de medicina. E os milhares de moradores do entorno do estádio poderiam, enfim, tocar suas vidas sem sobressaltos desnecessários. 

     

  2. Rogerio Maestri

    22 de julho de 2014 1:52 am

    Quanta besteira!

    Isto tudo foi uma mera brincadeira, e tem gente que perde o tempo comentando.

Recomendados para você

Recomendados