Será que devemos ler com ironia [on]? De qualquer modo, vamos rir um pouco…
Publicado em http://espn.uol.com.br/post/426935_arquitetos-sugerem-que-absurdos-estadios-da-copa-se-tornem-casas-para-sem-teto
Sylvain Macaux e Axel de Stampa são arquitetos da 1Week 1Project. E eles, preocupados com as questões sociais que afligem o Brasil enquanto a festa da Copa do Mundo passava pelo país, pensaram em uma ideia para aproveitar de forma melhor os 12 estádios construídos para o evento. Como? Transformá-los em casas para sem-teto.

“O que é mais global, alardeado na mídia, e questionável do que a Copa do Mundo? Nós lemos, como todos, sobre os protestos sociais no Brasil, sobre todo o dinheiro gasto para a Copa do Mundo. Nós tentamos encontrar uma resposta para a questão da nossa maneira, com um conceito e uma imagem poderosos”, disse Macaux em entrevista ao site Fast Company. “Os estádios são tão grandes que são quase absurdos.”
O custo total dos estádios ficou em quase R$ 8,5 bilhões, o que espantou os arquitetos. Por isso, eles acreditam que os apartamentos em estádios ajudariam a “distribuir” melhor tal soma com os 18,6% da população que vivem na linha da pobreza. Para Macaux e De Stampa, mais da metade dos 250 mil sem-teto do país poderiam viver nessas habitações sugeridas.

Pelos projetos apresentados, eles pensaram em dois estádios para realizar a empreitada: o Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena das Dunas, em Natal. Para o estádio na capital federal, a área externa – com vários pilares de sustentação – receberia os pequenos apartamentos; para a construção potiguar, as partes de dentro e de fora abrigariam as casas – até com vista para o campo.
“Seria uma experiência e tanto. Talvez os donos recebessem alguns convidados para assistir aos jogos. Mas se você não gosta de futebol, pode ser problemático”, brincou o arquiteto. “É um pouco de ambição, mas nós gostaríamos de trazer as pessoas para se questionarem sobre os contextos sociais que sempre acompanham esses programas.”
antonio francisco
21 de julho de 2014 11:59 pmParece que seria mais prático transformar em escolas
Por exemplo, em escolas de medicina, incluindo hospitais-escolas, no conjunto arquitetônico desses estádios.
Creio que os formandos das faculdades de arquitetura de Minas (por exemplo) teriam excelente material para seus TCC se fossem instados a colaborar na elaboração de estudos de projetos que aproveitassem ao máximo o espaço do estádio e suas estruturas atuais, com esse objetivo de dotar Minas de uma modelar escola de formação de médicos, ainda mais que o estádio fica dentro do terreno da UFMG.
Não seria desperdício de dinheiro, se se considerar que o local onde o Mineirão foi instalado, é – desde sempre – um local inadequado para abrigar um estádio. Que o digam os moradores da região, que sofrem horrores em dias de jogos. Que o digam os estudantes da UFMG, que vez ou outra perdem aulas, por não se arriscarem a ir em transporte público para aquelas bandas em dias de jogos.
As empreiteiras iriam amar essa possibilidade (oba!!!) de construir outro Mineirão noutro local, quem sabe via PPP, que é a moda atual em BH. Outras empreiteiras ficariam também felicíssimas ao serem convocadas a fazer as obras de transformação requeridas para fazer do Mineirão uma baita escola de medicina com tudo o que viesse de mais adequado a suprir Minas e o Brasil de mais e melhores profissionais de medicina. E os milhares de moradores do entorno do estádio poderiam, enfim, tocar suas vidas sem sobressaltos desnecessários.
Rogerio Maestri
22 de julho de 2014 1:52 amQuanta besteira!
Isto tudo foi uma mera brincadeira, e tem gente que perde o tempo comentando.