Jornal GGN – Em decisão já esperada pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, manteve a taxa básica de juros (Selic) em 11% ao ano. Esta é a terceira reunião consecutiva em que a autoridade monetária mantém a taxa inalterada. A decisão foi unânime, e sem viés.
“Avaliando a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, manter a taxa Selic em 11,00% a.a., sem viés”, diz o BC, em comunicado divulgado após a reunião. Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.
Levantamento elaborado pelo economista Jason Vieira, da consultoria Moneyou, a decisão de manter a taxa Selic deixa mantém o país na liderança do ranking de juros reais, com um total de 4,21%, à frente de países como China (3,41%), Índia (2,27%) e Rússia (2,27%).
Em entrevista ao Jornal GGN, a economista Tatiana Pinheiro, do banco Santander, diz que a decisão era mais do que esperada. “Eles (o Banco Central) mantiveram o comunicado exatamente igual, que era um ponto que o mercado estava discutindo. Existia a opinião que a colocação “neste momento” seria mantida”.
Segundo a economista, a chamada “liberdade de decisão” é do perfil da atual diretoria da autoridade monetária, “deixando a decisão em aberto para ver a divulgação de próximos indicadores, para ter mais liberdade e tomar seu próximo passo, sem se amarrar a nenhum tipo de viés, colocando sempre a próxima decisão na dependência dos indicadores”.
A expectativa é que o Copom mantenha a taxa básica de juros na casa de 11% até o fim deste ano. Contudo, Tatiana Pinheiro ressalta que o cenário de inflação tem sido bastante pressionado, e o cenário não deve mudar, já que a queda da atividade até agora não significou desaceleração dos preços – e, enquanto a desaceleração não resvalar em uma taxa de inflação menor (tanto em termos mensais como no acumulado em 12 meses), ela considera “complicado” para o Banco Central começar a pensar em um novo processo de corte de juros.
“Na nossa opinião, não é novidade (fraqueza econômica), e a economia desacelerou desde o segundo semestre do ano passado, e não vimos desaceleração da inflação, muito pelo contrário. Em 12 meses, a variação em junho ultrapassou os 6,50%, e a taxa deve seguir acima da meta em julho e agosto. Para o fim do ano, continuamos vendo a inflação pressionada tanto quanto agora”.
Para 2015, a economista acredita que será necessário um novo ciclo de aperto monetário, “para conseguir ajustar a taxa e fazer o processo de convergência à meta”. Segundo Tatiana, existem dois cenários que poderiam permitir cenário de corte, mesmo que não seja no curto prazo: um colapso forte da atividade econômica, ou uma política de contração fiscal muito grande, ambos sem grandes possibilidades de concretização. “Sem esses cenários você não tem a concretização da inflação desacelerando fortemente, e sem esse corte forte da inflação não tem essa possibilidade de afrouxamento monetário. Daqui até fim do ano, a taxa deve ser mantida em 11%”.
DUDE
17 de julho de 2014 12:48 amExpectativa de recessão
Conheço um industrial, no ramo de móveis, que ja colocou todo o seu quadro de funcionários em férias.
A inflação começou a declinar, sinalizando a recessão que está chegando.
A culpa maior: juros altos do BC, repassados de forma catastróficas pelos bancos oportunistas.
É claro, também, que a crise mundial não pode ser ignorada, pois nossas exportações estão em declínio constante.
O ciclo virtuoso começará a ficar vicioso.
O desemprego poderá começar a iniciar. O mercado interno está se esgotando e o mundo não está comprando, face à crise mundial. Eles, lá de fora, estão louco para vender tudo, inclusive a preços de bananas.
Estamos cometendo, com a teimosia do BC, em manter os juros elevados, um grande erro.
Os juros altos só elevam os preços e diminuim as possibilidades de financiamento. O dinheiro estará sumindo do mercado e as vendas estão começando a despencar. O povo consumirá o mais necessário. Os bens industrializados e não necessários para a sobrevivência, no geral, estão já começando a ficar nas prateleiras. Podemos até baixar os preços, mas com prejuízos. Já vi esta história acontecer e não estou gostando nada disto.
E mesmo que se abaixe os juros, as expectativas de melhoria serão daqui a meses e meses.
Começo a sentir os efeitos da recessão.
Gão
17 de julho de 2014 1:18 amSão paulo x Bahia agora 10:00 na noite
Não dá pra ter futebol de vergonha, e e olha que o São Paulo tá tentando formar um time, Kaká, Ganso, Pato, Alan Kardek, e botam o jogo quase de madrugada, aí fica estádio padrão Dilma quase sem público pra um campeonato decadente padrão globo.
luiz valentim
17 de julho de 2014 10:17 amA armadilha dos juros escorchantes !
O Brasil nunca vai ser um Pais normal enquanto ceder-mos as interesses
dessa elite rentista .
Se eles não vendem temos que pagar altas taxas de juros pra manter seus rendimentos inabaláveis.
Temos os rendimentos vindo da produção.
Temos os rendimentos vindos do rentismo: As maiores taxas do mundo.
Temos os rendimentos vindos da apropriação do Estado via mamata : os mamadores das tetas dos Governos Federal, Estaduais e Municipais.
Se o PIB cai : mantem-se juros altos pra elite não perder nada.
Se o País cresce: mantem-se juros altos com a desculpa de segurar a inflação.
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