O Hamas está disposto a libertar reféns civis, declarou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amir Abdollahian, perante a Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira (26), informou a agência IRNA.
Em contrapartida, o ministro iraniano observou que o mundo também deve prestar atenção aos 6 mil palestinos detidos nas prisões de Israel.
O ministro também acusou Washington de cumplicidade no “genocídio” israelense contra os palestinos da Faixa de Gaza e defendeu as ações do grupo Hamas, que no último dia 7 de outubro atacou Israel matando 1.300 pessoas conforme dados de Tel Aviv.
“Chamam de terroristas o movimento de auto-libertação palestiniano [Hamas], que tem o direito à autodefesa, mas referem-se ao regime ocupante e criminoso de guerra [Israel], que está a cometer genocídio em Gaza, como se tivesse o direito em legítima defesa”, afirmou Amir Abdollahian.
Segundo o ministro iraniano, as ações de Washington, “que participa diretamente nesta batalha através de apoio financeiro e armado, bem como através de ações militares diretas e de apoio político eficaz”, constituem uma clara violação da Carta da ONU e das obrigações legais do país norte-americano.
EUA responsáveis pelo fracasso da ONU
“Os EUA, como apoiante incondicional e permanente do regime de ocupação, são a principal causa dos fracassos das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, no que diz respeito aos direitos dos palestinos”, denunciou.
“Recomendamos que os EUA e o Ocidente trabalhem pela paz e segurança e não pela guerra contra pessoas, crianças e mulheres. Na verdade, em vez de enviarem foguetes, tanques e bombas para serem usados contra Gaza, deveriam parar de apoiar o genocídio”, disse ele.
“Hoje, os EUA e vários países europeus observam e apoiam o massacre de cerca de 6 mil civis em menos de três semanas pelo regime instalado em Tel Aviv contra Gaza e na Cisjordânia da Palestina. E obviamente ajudam esse regime militarmente, financeiramente e politicamente”, condenou.
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