6 de junho de 2026

Chanceler do Irã declara que Hamas está disposto a libertar civis

Em contrapartida, o ministro iraniano observou que o mundo também deve prestar atenção aos 6 mil palestinos detidos nas prisões de Israel
Ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amir Abdollahian, durante Assembleia Geral da ONU. Foto: Eduardo Munoz Alvarez/UN

O Hamas está disposto a libertar reféns civis, declarou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amir Abdollahian, perante a Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira (26), informou a agência IRNA.

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Em contrapartida, o ministro iraniano observou que o mundo também deve prestar atenção aos 6 mil palestinos detidos nas prisões de Israel.

O ministro também acusou Washington de cumplicidade no “genocídio” israelense contra os palestinos da Faixa de Gaza e defendeu as ações do grupo Hamas, que no último dia 7 de outubro atacou Israel matando 1.300 pessoas conforme dados de Tel Aviv.  

“Chamam de terroristas o movimento de auto-libertação palestiniano [Hamas], que tem o direito à autodefesa, mas referem-se ao regime ocupante e criminoso de guerra [Israel], que está a cometer genocídio em Gaza, como se tivesse o direito em legítima defesa”, afirmou Amir Abdollahian.

Segundo o ministro iraniano, as ações de Washington, “que participa diretamente nesta batalha através de apoio financeiro e armado, bem como através de ações militares diretas e de apoio político eficaz”, constituem uma clara violação da Carta da ONU e das obrigações legais do país norte-americano.

EUA responsáveis pelo fracasso da ONU 

“Os EUA, como apoiante incondicional e permanente do regime de ocupação, são a principal causa dos fracassos das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, no que diz respeito aos direitos dos palestinos”, denunciou.

“Recomendamos que os EUA e o Ocidente trabalhem pela paz e segurança e não pela guerra contra pessoas, crianças e mulheres. Na verdade, em vez de enviarem foguetes, tanques e bombas para serem usados ​​contra Gaza, deveriam parar de apoiar o genocídio”, disse ele.

“Hoje, os EUA e vários países europeus observam e apoiam o massacre de cerca de 6 mil civis em menos de três semanas pelo regime instalado em Tel Aviv contra Gaza e na Cisjordânia da Palestina. E obviamente ajudam esse regime militarmente, financeiramente e politicamente”, condenou. 

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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