
Jornal GGN – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) fechou julho com indicativo de estabilidade, ao registrar aumento de 0,1% na comparação com o mês anterior, atingindo um total de 120,6 pontos, depois de fechar o primeiro semestre do ano em queda. Os números foram divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens e Turismo (CNC). Em relação a julho do ano passado, a variação aponta queda de 3,5%.
Embora siga com uma base discreta de recuperação, o indicador segue acima da chamada zona de indiferença (100 pontos). Em nota, a entidade afirma que as expectativas podem ter sido influenciadas pela recente desaceleração dos preços dos alimentos e pelos “efeitos temporários produzidos pela Copa do Mundo”.
Para a economista da CNC Juliana Serapio, deve-se deixar claro que a percepção das famílias não muda tão rápido, embora o resultado visto em julho possa ser considerado positivo. “As perspectivas para emprego e consumo seguem desaquecidas. O componente perspectiva profissional teve o menor valor da série histórica (117,8 pontos), e o nível de consumo atual apresentou insatisfação das famílias (abaixo de 100 pontos)”, justificou.
O levantamento indica ainda que o consumo de bens duráveis apresentou sua maior redução no comparativo anual, ao encerrar o mês de julho com uma perda de 13,4%, voltando a registrar o menor patamar da série histórica (105,7). Na visão de Juliana Serapio, tal desempenho reflete o encarecimento do crédito. “A taxa de juros para pessoas físicas atingiu, na última divulgação, o maior valor desde julho de 2011”, disse.
Na previsão para o resto do ano, ao analisar as condições atuais e as perspectivas futuras da economia doméstica, a CNC voltou a reduzir a expectativa do volume de vendas do varejo, que passou de 4,7% para 4,5% em 2014.
josé adailton
16 de julho de 2014 1:16 amParalelamente
JOANA CUNHA – FOLHA
A classe C, que nos últimos cinco anos foi a impulsionadora dos gastos com comida, bebida e higiene, perdeu seu posto para a classe AB neste ano, segundo estudo antecipado para a Folha pelo instituto Nielsen.
Do crescimento de 7% registrado no gasto das famílias com abastecimento do lar neste ano até abril, a classe AB contribuiu com 61%, enquanto a C participou com só 34%. A queda é expressiva se comparada a 2013, quando a classe C teve participação de 49%, e a AB, de 35%. O dado de 2014 indica uma tendência, afirma o Nielsen.
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http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/07/1485156-classe-c-ja-nao-e-motor-do-gasto-em-supermercados.shtml
Ulisses s
16 de julho de 2014 5:08 amDados tão confiaveis
Quanto uma nota de 3 reais. Se os aumentos salarias foram acima da inflação, como a classe c reduziu seu consumo?