Jornal GGN – A repórter Astrid Prange, repórter da redação brasileira da Deutsche Welle, elogiou os brasileiros por separar política de futebol. Para Astrid, foi uma prova de maturidade democrática após os prostestos do ano passado, quando a imprensa nacional previu uma Copa politicamente ‘explosiva’.
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Segundo o artigo da emissora alemã, a população do Brasil se esquivou da apropriação política da Copa, e o patriotismo se mostrou um elemento de estabilidade. Ela também falou sobre o histórico de pouco influência do desempenho da Seleção Brasileira no Mundial nas eleições presidenciais, lembrando 1998, quando o Brasil foi derrotado pela França e Fernando Henrique foi reeleito.
Enviado por Nonato Amorim
Da Deutsche Welle
Na Copa, brasileiros souberam separar política de futebol, numa prova de maturidade democrática, e não deixaram seu orgulho futebolístico fomentar rivalidades, afirma Astrid Prange, da redação brasileira da DW.
Futebol e política são dois mundos diferentes. Eles costumam se aproximar perigosamente para, em seguida, se afastar de novo. A Copa do Mundo no Brasil parecia querer quebrar essa lei não escrita pela primeira vez. Após os protestos em massa no ano passado, a mídia previu um torneio politicamente explosivo.
Mas esse precedente histórico não ocorreu. A população brasileira se esquivou da apropriação política da Copa do Mundo, optando por uma festa pacífica do futebol. Mais do que isso: seu patriotismo provou ser um elemento estabilizador.
A forte orgulho dos 200 milhões de cidadãos não fomentou a usual rivalidade futebolística entre as seleções. Ao contrário, após a eliminação da seleção brasileira, ele até mesmo transformou muitos brasileiros em torcedores da seleção alemã.
A apropriação de sentimentos patrióticos pela política também fracassou. Os torcedores não se deixaram impressionar nem pela Fifa nem por governantes. Do mesmo modo que se emocionaram com os jogos diante das telas de televisão, voltaram serenos para suas vidas cotidianas após cada partida.
A Copa do Mundo também não se serve como cabo eleitoral − os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso já viveram essa experiência. Cardoso subiu a rampa do Palácio do Planalto porque teve sucesso na luta contra a inflação e não porque a Seleção conquistou o título na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.
Quando o Brasil perdeu a final para a França, na Copa do Mundo de 1998, o resultado não teve influência alguma sobre a carreira política de Fernando Henrique Cardoso, que se reelegeu devido à sua bem-sucedida política contra a inflação.
Também na histórica eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, futebol e política seguiram caminhos separados. A conquista da taça não trouxe votos para o ex-líder sindical.
A presidente Dilma Rousseff tentou se equilibrar entre os dois mundos e acabou deslizando. Ela tentou minimizar as vaias e insultos durante o jogo de abertura em São Paulo como frutos do ódio de uma “elite branca” e tachou os críticos da Copa de “pessimistas” e com “complexo de vira-latas”.
Mas a tentativa de polarização fracassou. Durante a Copa do Mundo, a população se permitiu uma pausa de campanhas eleitorais e protestos. E ela não sobreviveu somente à Copa do Mundo, mas passou, com louvor, no teste de maturidade democrática.
Lionel Rupaud
15 de julho de 2014 11:31 amMas a mi(r)dia “nacional” tentou e ainda
tenta provar o contrário.
Como sempre os germánicos terão razão.
sergioa
15 de julho de 2014 11:32 amSó não concordo quando ela
Só não concordo quando ela diz: “Após as manifestações em massa no ano passado , a midia previu um torneio politicamente explosivo”.
Na verdade, sei que ela tenta fazer o famoso jogo coorporativista, porém a mida brasileira não previu nada. a midia sim INCENTIVOU, PATROCINOU e POLITIZOU o quanto pode o famoso QUANTO PIOR MELHOR. Mas como a jornalista não deve ter a vivência brasileira, não sabe que nossa midia (na verdade mais um patido político ao estilo FOX) no que tange a previsão erra, e erra feio em todas as suas previsões, que mais beiram o desejo incofesso do caos (para conseguir voltar ao poder sem projeto, motivo pelo qual não ganha no voto), do que se ater aos fatos.
Lucinei
15 de julho de 2014 1:02 pmExatamente.
E ainda vão
Exatamente.
E ainda vão continuar insistindo em dizer que foi o “governo”, o pt, o pt, o pt que quis misturar futebol com eleição. Da mesma forma que tentam tirar o corpo fora dizendo que a campanha contra a copa foi causada pela imprensa estrangeira…
Caras de pau.
Roque
15 de julho de 2014 11:33 amA Dilma deslizou para onde,
A Dilma deslizou para onde, Dona D. Welle? Vocês, alemães, é que deviam ter aproveitado a oportunidade de aprender um pouco mais sobre o sentimento dividido do povo brasileiro, ricos e pobres. Uma elite retrógada e egoista vaia a Presidenta e o povo beneficiado, pelo menos uma vez na história, aprova e apóia a Dilma. Entendeu Dona D. Welle?
peregrino
15 de julho de 2014 11:42 amgute morgem……………………..danke
schon gute nach house………………………………..
ihhhhhhhhhhhhhhhh acordei meio estranho hoje………………………….é melhor dormir de novo
Roberto Monteiro
15 de julho de 2014 11:44 amAssim como no futebol:
Imprensa alemã 7 x 1 Imprensa tupiniquim. Assim como soubemos separar política de futebol, saberemos dar uma resposta nas urnas à esta imprensa brasileira mal intencionada.
joe
15 de julho de 2014 12:29 pmA imprensa já começa a jogar
A imprensa já começa a jogar contra o governo com uma onda de pessimismo.
Hoje ,o jornal O Globo ,emOpiniãol( Temores com o Projeto das Olimpíadas) ,critica os problemas que poderão ocorrer nas Olimpíadas de 2016, a serem realizadas no Rio.
O texto é de uma cabotinice que envergonharia qualquer foca ou um simples estagiário de jornalismo,o que dirá de jornalistas tarimbados e experientes.
Esses caras não se conformam com o sucesso .
Geraldo Reco
15 de julho de 2014 12:35 pmNum sabe de nada, inocente!!!
Num sabe de nada, inocente!!!
Lionel Rupaud
15 de julho de 2014 1:20 pmVocê menos ainda!
Você menos ainda!
Emma
15 de julho de 2014 5:46 pmCLICHÊ
Cada vez que alguém escreve ” Num sabe de nada inocente”, morre um golfinho em algum lugar …
Toni
15 de julho de 2014 1:08 pmThis comment has been deleted.
ruyacquaviva
15 de julho de 2014 1:59 pmNão quer que eles comemorem?
Só falta você querer que os alemães não comemorem a conquista do título.
A rivalidade no futebol entre Brasil e Argentina não tem problema nenhum. Só não pode perder a noção e extrapolar para fora do campo.
Precisa ter espírito esportivo, saber ganhar e saber perder. Porque no esporte você vence um dia e perde outro.
Deixa os alemães comemorarem o título deles. Nós comemoramos os nossos e vamos comemorar outros mais…
Toni
15 de julho de 2014 2:16 pm.
Nem passa por minha cabeça impedi-los de comemorar, até porque comemoro junto.
O que sublinhei foi:
1- Comemorar ricularizando o adversário perdedor não é lá um bom comportamento.
2- Pelo que sabemos e vemos, a rivalidade entre argentinos e brasileiros não se limitou às quatro linhas do gramado. Foi além e é incentivada pela imprensa marrom.
ruyacquaviva
15 de julho de 2014 2:23 pmÉ isso…
Concordo com essas duas afirmações.
evandro condé de lima
15 de julho de 2014 6:33 pmNão sei alemão
Traduza as ironias, por favor.
Emerson P. Queiroz
15 de julho de 2014 1:12 pmPolítica e futebol.
O governo federal poderá se beneficiar do resultado da Copa. Não me refiro à seleção brasileira, mas a organização do evento. Pois a Grande Mídia, como um partido de oposição, fez um campanha contra o Brasil, ao fazer previsões alarmistas sem base. Após um evento de grande sucesso, o governo poderá na campanha eleitoral mostrar efeitos positivos para a população. Não se trata de misturar política e futebol, e sim exibir feitos de comprovado mérito e de enorme visibilidade nacional e internacional.
Juliano Santos
15 de julho de 2014 2:56 pmAo contrário do pig, a
Ao contrário do pig, a Deutche Welle acertou na manchete, mas errou em boa parte do texto. A presidente não deslizou coisa alguma, pois foi exatamente a elite branca que a xingou. Tanto é que 80% do povo condenou a ofensa. E também todo mundo sabe que os pessimistas realimentaram o complexo de vira-lata por conta de suposto vexame fora do campo.
E nessa parte ela errou também. É fato que sucesso ou fracasso dentro do campo não influi em eleição, e os exemplos que ela deu estão corretos. No entanto, o sucesso retumbante da Copa fora do campo é sim mérito do governo. Não é só da simpatia do povo brasileiro, como os coxinhas estão dizendo.
Portanto o governo tem todo o direito de ter como cabo eleitoral a “Copa das Copas”. Pois se fosse o contrário, seria massacrado. Teria todo o ônus. Então porque não pode ter o bônus?
Tivemos dois campeões. Dentro do campo, a Alemanha. Fora do campo, o “casal”, Lula/Dilma. Esse é a verdade verdadeira, como gosta de falar, nosso colega Diogo Costa
Sta Catarina
15 de julho de 2014 3:58 pmOlimpiada
Faremos uma olimpiada no mesmo nível da copa ou até melhor dada a experiência adquirida. A ala retrógrada deste país já teve que engolir esse sapo. Vão engolir o outro também em 2016.