1 de julho de 2026

STJ suspende processo que apura denúncias no Metrô

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Jornal GGN – A tramitação do processo que apura denúncias de envolvimento de executivos e empresas em formação de cartel e de fraudes em licitação da Companhia do Metropolitano foi suspensa pelo ministro Rogério Schiett, do Superior Tribunal de Justiça. A suspensão foi decidida no final de junho, mas foi só foi divulgada pelo tribunal na semana passada. O mandado de segurança suspenso foi impetrado pelo Ministério Público de São Paulo visando receber denúncias contra 30 executivos e 12 empresas. Agora, o mandado só será analisado depois do julgamento do pedido de habeas corpus de um dos denunciados. Leia mais abaixo:

Enviado por Assis Ribeiro

Da Rede Brasil Atual

 
Decisão temporária foi tomada pelo ministro Rogério Schiett e determina que só após julgamento de habeas corpus impetrado por um dos réus a tramitação poderá ter continuidade
 
por Hylda Cavalcanti

A tramitação do processo que apura denúncias de envolvimento de executivos e empresas em formação de cartel e de fraudes em licitação da Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo vai demorar um pouco mais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, por decisão monocrática do ministro Rogério Schiett, a tramitação de mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que sejam recebidas denúncias contra 30 executivos e 12 empresas. Com essa decisão, o mandado de segurança só será analisado depois do julgamento de um pedido de habeas corpus impetrado por um dos denunciados, o executivo Albert Fernando Blum, da Daimler Chrysler.

A decisão foi tomada no final de junho pelo ministro, mas só foi divulgada agora pelo tribunal, após a publicação no Diário da Justiça Eletrônico. A confusão sobre o julgamento do caso teve início em 31 de março passado, quando o juízo de primeiro grau reconheceu a prescrição dos delitos e extinguiu a punibilidade dos denunciados, rejeitando a denúncia.

Inconformado, o Ministério Público interpôs um recurso ao Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo pedindo que o caso não fosse considerado prescrito e entrou com o referido mandado de segurança solicitando o imediato recebimento da denúncia, para que tal prescrição não acontecesse de fato – uma vez que os fatos mencionados no metrô aconteceram entre os anos de 1999 e 2010.

Foi após esse pedido que o TJ concedeu parcialmente o mandado para receber a denúncia e determinar o prosseguimento da ação penal. Como o tribunal também determinou que os acusados oferecessem resposta à acusação e contra-razões ao recurso do Ministério Público, Albert Fernando Blum entrou com o pedido de habeas corpus no STJ.

Incompatibilidade

O executivo argumentou no seu pedido que não é possível o uso do instrumento jurídico de mandado de segurança para substituir um recurso. Alegou, ainda, que a tramitação ao mesmo tempo da ação penal e do recurso traria “incompatibilidade lógico-jurídica”, motivo pelo qual pediu a suspensão da decisão do TJ.

O ministro Rogério Schietti, que atendeu ao pedido do executivo, defendeu o entendimento de que o MP fez pedidos idênticos nos dois instrumentos jurídicos (mandado de segurança e habeas corpus) com a intenção de utilizar o mandado de segurança para atribuir efeito suspensivo ao recurso contra o reconhecimento da prescrição. “A jurisprudência desta corte é firme no sentido de que não cabe mandado de segurança para conferir efeito suspensivo a determinado recurso que não o possui”, afirmou, em seu voto.

Com a suspensão do recebimento da denúncia, foram beneficiados não somente o autor da ação como também demais executivos e empresas denunciados no caso. De acordo com informações do Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), do MP-SP, o prejuízo causado aos cofres públicos com a celebração de cinco contratos entre os anos de 1999 e 2010 gira em torno de R$ 850 milhões (30% do montante dos contratos).

Vários crimes

No processo que apura irregularidades contra o metrô paulista estão sendo apurados os crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. As investigações indicam que as empresas que concorriam nas licitações do transporte público paulista combinavam os preços, formando um cartel para elevar os valores cobrados, com a anuência de agentes públicos. Em novembro do ano passado, atendendo a uma solicitação da Polícia Federal, a Justiça Federal determinou o bloqueio de cerca de R$ 60 milhões em bens de suspeitos de participar no esquema, como forma de garantir o ressarcimento dos valores desviados.

Foram afetadas, no total, três empresas e cinco suspeitos, incluindo três ex-diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A solicitação foi feita após a Polícia Federal tomar conhecimento de que autoridades suíças, que também investigam as suspeitas de corrupção, encaminharam um pedido de cooperação internacional ao Brasil. A combinação de preços entre as empresas que participaram de licitações para obras, fornecimento de carros e manutenção de trens e do metrô também é alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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16 Comentários
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  1. emerson57

    12 de julho de 2014 3:14 pm

    normal

    STJ suspende processo que apura denúncias no Metrô paulista

    normal de série.

  2. edson s.

    12 de julho de 2014 3:20 pm

    Justiça paulista: está tudo

    Justiça paulista: está tudo dominado!

  3. janes salete

    12 de julho de 2014 3:28 pm

    Tem que mandar prender esses

    Tem que mandar prender esses juizecos malandros! É a única solução! Pior, nem isso é solução para resolver o balcão de negócios que é o judiciário vira-lata. Nossa justiça é aliada dos grandes bandidos, seus hcs emergenciais são provas disso. A oab, outro balcão de negócios, o mp, mais um, não tem saco de grana que seja suficiente para eles?

  4. AlvaroTadeu

    12 de julho de 2014 3:41 pm

    Os herdeiros de Barbosa: o Mal é mau.

    Dentro da lei ou fora dela, nossos tribunais superiores sempre aliviam a barra do PSDB e condenam, sem provas, militantes do PT. Eita trem bão!

  5. lenita

    12 de julho de 2014 3:57 pm

    S/ comentários .

    S/ comentários .

  6. Fabian Bosch

    12 de julho de 2014 3:58 pm

    Poder Judiciário, baluarte em defesa da corrupção

    A decisão de suspender, ao que parece, o processo-crime contra suspeitos de fraudes e enriquecimento ilícito às custas de verbas do metrô paulista, não passa de mais um incidente na esteira da atuação negativa do Poder Judiciário brasileiro, quanto à corrupção.

    Observe-se que são argumentos puramente formais, quer dizer, suspende-se a produção de provas – pró e contra – que constitui o caminho de qualquer processo. Que faltaria nesse processo para a válida instrução? A defesa, ao invés de se concentrar nas contra-provas, vale-se de razões puramente processuais (sem relação com os fatos).

    Embora o esforço em reprimir a corrução seja mais de natureza subjetivo-psicológica, que de utilidade prática de ressarcir o Estado, ainda dentro desses limites a resposta judicial é débil, enganosa. Parece que o Judiciário se alimenta (em todos os sentidos) destas atuações falaciosas, retóricas, mentirosas.

    – Fortalecimento das auditorias federais (Denasus, CGU, etc), abolindo nelas os cargos em comissão, todos. Impondo-se o critéro técnico a todos os aspectos profissionais;

    – Aulas de contabilidade pública e orçamento no ensino médio;

    – Fortalecimento das comunicações técnicas entre auditorias federais e Ministério Púlico e Polícias, sobretudo a Federal;

    – Exposição on line, em tempo real, de todas as mutações orçamentárias, da União, Estados e Municípios; quaisquer despesas, e receitas (sobretudo de convênios com a União) informadas situltaneamente ao lançamento bancário e contábil-administrativo.

    Se um Presidente, um Governador ou um Prefeito no Brasil tomar essas medidas, cairá.

    Então….fiquemos ruminando essas porcarias que o Judiciário produz.

    fabiano

  7. mauro silva 1

    12 de julho de 2014 4:20 pm

    o judiciário

    no brasil, é proibida até investigação dos comensais da casa-grande.

    o mais corrupto dos poderes garante!

  8. Nilva de Souza

    12 de julho de 2014 4:35 pm

    Crise de riso aqui,

    Crise de riso aqui, kkkkkkkkkk

     

  9. Carlos Dias

    12 de julho de 2014 5:08 pm

    Cadê a Coxinhada, MPL??

    E agora? Vão pras ruas pedir fora Alckimin???

    Vão pra frente do MP exigir apuração? Não foram eles que defenderam com unhas e dentes e absurda PEC 37?

    Vão atirar molotov no prédio do TJ?

    To esperando, vamos lá….

  10. alexis

    12 de julho de 2014 5:36 pm

    Há motivos


    Uma investigação profunda pode chegar fácil no colo do candidato a vice do Aecim.

  11. Lionel Rupaud

    12 de julho de 2014 8:06 pm

    Nossa mas que…

    surpresa!

  12. Carlo Zardinni

    12 de julho de 2014 11:58 pm

    Obrigado justiça à brasileira!

    Obrigado justiça à brasileira pela criação de mais uma virgem de puteiro.

     

     

  13. josé nogueira

    13 de julho de 2014 12:54 am

    Mais uma razão para votar no PT

    É o único partido que está abaixo da lei. Já o PSDB é amigo da corte e para os amigos tudo…

  14. Ze Chico

    13 de julho de 2014 3:06 am

    Se fosse a turma do outro

    Se fosse a turma do outro lado, já “tava” todos no “colo do capeta”. kkkkkkk!!!!!!

  15. tiao

    13 de julho de 2014 1:40 pm

    ” Tá tudo dominado !”

    ” Tá tudo dominado !”

  16. SILOÉ-RJ

    13 de julho de 2014 7:34 pm

    Enquanto puderem moveram seus

    Enquanto puderem moveram seus tentáculos, criados em mais de 20 anos de domínio.

    Difícil, mas não impossivel.

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