Jornal GGN – O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, não acompanhará a delegação do país que se reunirá na sexta-feira (11), pela segunda vez nesta semana, com um mediador judicial norte-americano para discutir disputa com detentores de bônus que deixou o país à beira de um default.
O chefe do gabinete, Jorge Capitanich, explicou que somente representantes legais e técnicos farão parte da comitiva que se encontrará em Nova York com o mediador designado pelo juiz norte-americano Thomas Griesa. Ele exige que o país compense com ao menos 1,3 bilhão de dólares os detentores de bônus que deixou de pagar em seu default de 2002.
Kicillof esteve à frente da primeira reunião na segunda-feira (7), despertando expectativas nos mercados de que a Argentina finalmente alcançaria um acordo com os investidores conhecidos como “holdouts”, que se negaram a participar das reestruturações de dívida que o país realizou.
A comitiva, ainda de acordo com Capitanich, que encontrará Daniel Pollack nos Estados Unidos, será formada por uma equipe jurídica e financeira do Ministério da Economia e outras áreas do governo.
A Argentina tem até o dia 30 de julho para conseguir um acordo que seja convincente para Griesa, que ainda não permitiu que um banco norte-americano repasse os recursos para realizar os pagamentos dos juros de um bônus da dívida argentina – que venceu no fim de junho sem que antes haja a um acordo com os “holdouts”.
Motta Araujo
10 de julho de 2014 9:18 pmNão é por nada, mas o aspecto
Não é por nada, mas o aspecto visual desse Ministro não ajuda a causa da Argentina, parece um gangster mal encarado, não usa gravata e exala arragancia, comparando como o ex-Ministro Roberto Lavagna que mostrava postura séria e que conseguiu uma excelente moratoria, essa mania da Cristina só ser cercar de “muchachos” com idade de seu filho
e jeitão de apache de cabaré de Marselha não é digna da Argentina, desde sempre um pais de homens elegantes,
a começar pelo General Juan Domingo Peron, que desfilava elegancia, charme e atitude.
junior50
10 de julho de 2014 9:41 pm5 meses ou Outra visão – de mercado
Tem se comentado muita besteira, sobre este processo negocial envolvendo a divida argentina que “sobrou”, mas quem esta se encaminhando para o “corner”, ficando sem opção, NÃO é a Argentina, mas os “vulture funds” que se arriscaram a não suapar os papéis a época da renegociação ( compraram no secundario, a preços desagiados em até 90%), e os agentes financeiros que aceitaram o deságio e estão com os papéis suapados em carteira, ou pior – negociados ou securitizando operações diversas.
” Default técnico argentino “: A Argentina vem pagando religiosamente aos papéis suapados, os 93% originais, sem comprometer muito suas reservas, hj. de aprox. US$ 28 Bilhões – o dispendio mensal para os juros destes titulos não chega há US$ 300 M ( de acordo com as taxas que flutuam, seriam US$ 1,3 Bi, a cada quadrimestre), portanto ,livrando-se da “clausula RUFO”, que expira em 31/12/2014, caso estes pagamentos não se efetuem – por uma descisão da justiça de NY – o “default” argentino, seria apenas técnico ( tem para pagar, mas não pode – na linguagem mercado: “securitizado em futuro” ), e por no maximo 05 meses – em 01/01/2015 a Argentina poderia pagar os suapados, e os vulture ficariam a US$ 0,01.
” Passar o pepino”: Kicillof na real não tem nada a falar com o Pollack, que é papo de advogados e técnicos assessores, que visam na negociação “perder o menos possivel” na troca futura dos titulos ( vulture são especuladores de alto risco, não vão “zerar”), a função de Kicillof em NY, é reunir-se com os “Bancões”, que estão com o verdadeiro “pepino” nas mãos ( 93% suapados ), e possuem poder politico/economico/mercado, para pressionar os vulture funds, à aceitar a futura proposta argentina.
Até o porteiro da NYSE sabe que a Argentina, NÃO PODE e NEM DEVE pagar os vultures, pois caso o faça – em dinheiro – o “risco sistemico” no mercado de dividas soberanas, arrebentaria alguns bancos, que se veriam obrigados, por lei ( SEC), a exercerem a clausula RUFO, que “quebraria” a Argentina ( que não desapareceria ) e alguns bancos, fundos de pensão, fundos de derivativos, que DESAPARECERIAM ou “zerariam, na impossibilidade de cobertura de margem” – alem de afetar a todo o mercado de dividas soberanas, por consequencia todo o mercado, varias operações , nas quais, titulos soberanos ( argentinos, brasileiros, europeus, asiáticos), estão em “carteira’ ou securitizando outras variaveis em operações, sofreriam uma remarcação imensa.
Mauro B.
11 de julho de 2014 1:41 amO único que quebra nessa onda
O único que quebra nessa onda é a Argentina, que vai perder acesso ao mercado e viver uma crise cambial.
Nunca ví tanto chute num só post.
Ninguém está alavancado em dívida argentina, muito menos o papel pintado dos hermanos serve de colateral para algo.
Já nós vamos ter implorar para receber pelo que exportamos.
Esse Mercosul é uma união do Brasil com malandros e/ou quebrados.
Viva a ideologia!
Mauro B.
11 de julho de 2014 1:32 amLá vai a Bolivariana Doida da
Lá vai a Bolivariana Doida da Casa Rosada rumo a mais um default.