4 de junho de 2026

Propostas para melhorar o esporte brasileiro

Por Alexis

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  1. QUADRO RECENTE

Diego Hipólito chorando e pedindo desculpas aos seus patrocinadores; crise do pânico de uma nadadora brasileira; a saltadora de vara que não quis saltar, o bastão que cai da mão no revezamento do 4×100, chocolate recebido pelo time de Santos jogando contra o Barcelona e, recentemente, a goleada histórica recebida da Alemanha no futebol, depois de ter chorado ao ganhar do seu habitual freguês (o Chile). São imagens do Brasil de chuteiras, do Brasil olímpico, do Brasil atlético e desportivo. Brasil cria status de “desportista-artista” apenas a uns poucos, que ganham muito, deixando a enorme maioria da população apenas na arquibancada (poucos) e na telinha da TV (a maioria). E nas olimpíadas de 2016?

Em algum momento, entre os anos sessenta e hoje, o futebol deixou de ser um esporte, com participação massiva e emocionada de torcedores – com estádios cheios e sem violência, e converteu-se num negócio milionário para poucos.

  1. O NEGÓCIO ESPORTIVO E OS PATROCINIOS

O futebol não está mais no gramado nem na arquibancada, mas sim numa nuvem global que transporta toneladas de dinheiro através da TV, dos direitos de imagem, das grandes publicidades. Atletas apresentam-se ao mercado (não necessariamente ao público presente) como artistas, com penteados chamativos e tatuagens que fazem do seu corpo um outdoor ambulante. Isso foi muito mais notório no time brasileiro de futebol que nos outros.

O estádio cheio não paga, às vezes, o salário de um único jogador, já a nuvem remunera salários de pop-star a poucos jogadores e enriquece cartolas do mundo todo. São notórios os numerosos episódios de corrupção entre a FIFA e a CBF, malas brancas e malas pretas. Os dirigentes da CBF fugindo para paraísos fiscais. Árbitros corruptos.

Dinheiro de patrocínio no esporte amador – às vezes público – jogado no imediatismo e em pessoas específicas não melhora o nível esportivo e, por tanto, a imagem do Brasil. Se o atleta perde, é dinheiro fora. Se ganha, também é jogado o dinheiro fora, pois o sucesso é passado à comunidade nacional como um assunto individual, de quem quer surgir sozinho na vida correndo ou lutando e, espera-se, no máximo, que surja mais um ou outro talento individual, a cada geração.

  1. OS CLUBES DE FUTEBOL E A CBF

O Clube é normalmente pobre e endividado. Os torcedores são explorados. O povo muda de partido, de religião, mas nunca do time do coração. No futebol os torcedores gastam muito e lhes é oferecido um jogo de cartas marcadas (jogos “combinados”), ingresso caro, banheiro ruim, copo de água a R$10 ou mais, estacionamento caro, violência na saída, brigas entre torcidas e, finalmente, o milagre de voltar inteiro em casa. Somos burros ou ingênuos demais?

Os Clubes contratam pop-stars de chuteiras para que vistam temporariamente a camisa pertinente. Antigamente os jogadores nasciam das divisões inferiores e representavam aos seus clubes, durante muitos anos. O “bom senso” e a mala branca irão caminhar cada vez mais juntos, deixando ao torcedor/expectador de bobo num jogo de cartas marcadas, como aquelas lutas mexicanas de homens mascarados.

Os jogadores são excelentes artistas: fingem pênaltis, caem estrepitosamente girando pelo gramado, correm atrás de bolas perdidas para fazer média com a torcida, etc. Profissionais do engano, do trote manso no meio de campo, de declarações “padrão” para jornalistas “padrão”, que levam emoções fictícias aos torcedores.  Não existe mais Clube A x Clube B, mas apenas um apanhado de artistas, vestindo camisas de cor diferente, de bom salário, fingindo que duelam entre sim.

Primeiro devemos respeitar ao cidadão-torcedor, logo os Clubes e, finalmente, obrigar aos profissionais desse mercado (que ganham dinheiro com isso) que cumpram as condições estabelecidas ou, caso contrário, procurem outra atividade. Hoje, os sujeitos que ganham todo o dinheiro do futebol são os mesmos que ditam as normas e obrigam aos Clubes a se endividar, aos torcedores a pagar caro e, como estamos observando a toda hora no campeonato nacional, a assistir jogos “society” entre executivos de chuteiras, com resultado às vezes negociado entre colegas de trabalho, dependendo das vantagens comerciais que isso traria para os poucos que mandam neste negócio, que já foi esporte.

  1. O FUTEBOL PARA O MINISTERIO DOS ESPORTES

O recomendável para o Ministério dos Desportes seria assumir que o futebol é mesmo a grande paixão do povo brasileiro, mais do que a religião, e tomar atitudes que defendam essas pessoas dos abusos que hoje sofrem, a cada rodada. Fortalecer os Clubes e os seus afiliados; obrigar ao seu saneamento financeiro; exigir condições mínimas aos clubes para participar dos campeonatos – como estrutura esportiva, salários em dia, impostos em dia, comissão técnica, mínima quantidade de afiliados e/ou média de pública nos estádios; democratização dos salários e transparência perante a legislação: o jogador é um empresário autônomo? (pop-star, etc.) ou é um trabalhador qualquer? (carteira assinada, etc.). Mas ainda, devemos punir esse entra e sai de jogadores, como andorinhas de uma temporada só, distorcendo a identificação torcedor/Clube/jogador.

Temos que lutar contra essa tal de bancada da bola, que impera no congresso, e que luta por manter os privilégios de poucos.

  1. O ESPORTE AMADOR NAS UNIVERSIDADES

Se o mesmo dinheiro hoje gasto pelo poder público em patrocínios individuais da Caixa, Petrobrás e do BB, entre outros, fosse canalizado para as universidades federais, poderiam ser construídos centros esportivos, com estádios, piscinas, quadras, etc., campeonatos universitários – em nível nacional – amadores, em dezenas de atividades “olímpicas”, caça de talentos pelas próprias universidades nos colégios e escolas da região, incentivos e becas de estudo aos bons esportistas da comunidade, associando esporte, nação e educação numa única equação.

As universidades federais teriam que contar com Departamento de Esportes, além da carreira de Educação Física, para administrar e desenvolver atividades esportivas (campeonatos mirins regionais, com finais nacionais) nos colégios e escolas da região, assim como a formação de monitores esportivos que trabalhariam em todos os colégios e escolas.

Acredito que um campeonato feminino de futebol universitário, e de outros esportes, geraria a base e o interesse das gerações em determinados modalidades, para aí sim, passarem ao nível “profissional” se o ambiente profissional o permitir ou desejar. Vejam, no caso atual, como a geração da Marta desaparece gradativamente sem ter conseguido levar esta modalidade para sua prática ao longo do país.

Esportes amadores sem organizações do tipo FIFA nem CBF, sem cartolas, sem salários milionários, mas com juventude sadia. Com as universidades chegando até a raiz do inicio da formação cívica e física de cada pequeno brasileiro que nasce a cada dia.  Deste modo o Estado atua como indutor e trabalha no aspecto amador do esporte, que tantas satisfações têm dado a muitos países, inclusive nos EUA, onde o ambiente universitário dá cobertura a todos estes esportes.

Mensagem

O sucesso esportivo de determinadas nações se explica principalmente pelo planejamento e a visão nacional e coletiva do assunto e não na aposta em determinados “cavalinhos” ou pela luta imediatista de poucas medalhas para hoje e nenhuma para amanhã. O esporte-show, alavancado pela mídia, é baseado em ídolos individuais e milhões de fãs anônimos, estáticos, sentados frente à TV bebendo cerveja. O esporte amador e coletivo, direcionado pelas universidades, não apenas seria praticado por muita gente chamada de “atleta”, mas também massivamente em colégios e escolas.

P.S.

Meu pai trabalhou 30 anos na Colômbia, dirigindo o Instituto Colombiano del Deporte, a COLDEPORTES e assessorando a seleção colombiana de futebol entre os anos 70 e 90. Recebi correspondência do meu irmão, que é Professor de Educação Física na Universidade Sur Colombiana (em Neiva), me comentando sobre o projeto chamado “Entornos Vecinales”, projeto do qual ele é Tutor.

(segue parte do texto que enviou o meu irmão)

Tengo un grupo de doce estudiantes y trabajamos el tema de la convivencia sostenible en el hábitat urbano, con base en tres áreas principales: Recreación y Deporte; Educación Ambiental; y Educación Artística.  Ya hemos establecido veinte criterios para identificar, caracterizar y analizar entornos vecinales.  El autor que nos inspira es LE CORBUSIER, con su Carta de Atenas (1933), en oposición a  la nueva Carta de Atenas de 2003, porque entrega el desarrollo urbano al sector privado y le quita responsabilidad al estado y al municipio. Le Corbusier promueve un desarrollo humano JUNTO CON, es decir, un desarrollo hombro a hombro con la familia, con los vecinos, basado en el amor al terruño, en las raíces, en la identidad, en el altruismo, en la solidaridad y la cooperación. El enemigo de este desarrollo, al decir del autor, se ubica en “las alegrías ilusorias de la urbe”, o sea, las centralidades tales como super centros comerciales (shopping) que pretenden promover una “convivencia” basada en el consumismo, donde ni siquiera se saludan las personas.  Hoy tenemos nuevas “alegrías ilusorias” como el chateo con desconocidos, los juegos electrónicos y el facebook (el rey de la superficialidad y la artificialidad, lleno de falsas afectividades y engañando a la gente que cree tener VEINTE MIL AMIGOS).

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17 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    10 de julho de 2014 3:37 pm

    Alexis, excelente

    A nuvem sim, a nuvem ácida que corrói e destrói

    http://benettblog.zip.net/images/TiraNuvem-1.jpg

  2. Dono da Bola

    10 de julho de 2014 4:06 pm

    Exclusividade de transmissão é mal a ser extirpado

    Acabar com a exclusividade da TV (no caso, Globo) e democratizá-la para todas. Haverá até mais dinheiro para o futebol e menos patranhas, como a do clube dos 13 onde uma TV ofereceu mais, um saiu, traiu os demais e acabou ganhando adiantamentos (haja BV) para pagar dívidas e um estádio (com abertura de Copa e tudo mais).

    Esta é uma das medidas fundamentais e imediatas para melhora do futebol e do esporte, lembrando que, pelo que sei, nada está sendo feito para aproveitar as Olimpíadas e melhorar nossos outros esportes (e não será mais em 2 anos que conseguiremos),

    Enfim, não sou contra o dinheiro no esporte, mas radicalmente contra ele ser predatório ao mesmo.

  3. superperplexo

    10 de julho de 2014 4:28 pm

    Problema de Gestão

    Problema de Gestão Estratégica simples: fazer o que as empresas fazem para se modernizar. Fazer benchmarking: onde estão as melhores práticas e os melhores gestores?

    Estão na Alemanha?

    Então tenhamos a humildade de visitá-los aprender com eles, contratar consultoria e contratar gestores ou profissionais que ajudem a reorganizar o futebol brasileiro.

    Significaria nesse caso unir A TÉCNICA DE ORGANIZAÇÃO/DISCIPLINA ALEMÃ a CAPACIDADE DE IMPROVISAÇÃO /ARTE BRASILEIRA.

    Cria-se um Conselho Estratégico como os Conselhos de Administração que se reuniriam regularmente tendo membros de diversos países. Um Guardiola seria convidado para fazer palestra, dialogar….Utopia? Não custa pensar “além da caixa”…

    No Brasil, por exemplo, o Tostão talvez não aceite ser técnico por inúmeras razões, mas, criadas as “condições políticas” ele poderia fazer parte desse conselhão, pois tem uma cabeça notável.

  4. Motta Araujo

    10 de julho de 2014 4:32 pm

    O esporte é uma coisa, o

    O esporte é uma coisa, o futebol é outra, ambos estão dominados pelo negocismo mas no futebol não sobrou mais nenhum resquicio de esporte é só NEGOCIO, os clubes são garimpos para se tirar dinheiro, é SÓ isso.

  5. Helio J. Rocha-Pinto

    10 de julho de 2014 4:36 pm

    Ótimas sugestões!

    Ótimas sugestões!

    1. alexis

      10 de julho de 2014 4:57 pm

      Obrigado Hélio

      Estive com meu pai na Colômbia, em 87, quando ele trabalhou com a seleção de lá. Almocei com Higuitas, Valderrama, Rincón e toda a turma. Foi bacana. Hoje mora no Chile com o meu irmão mais novo. Meu pai fez 98 anos neste 1o de julho.

      Meu pai foi chefe de desportes e recreação em três universidades chilenas, antes de viajar por 30 anos a Colômbia, em 1972, a trabalhar com o Governo Colômbiano na organização do esporte nacional. Minha mãe também professora de Educação Física em diversas universidades no Chile e na Colômbia, faleceu em 2010. Te conto isso para que vejas que tenho algum conhecimento prático do que sugeri acima.

      O meu irmão mais velho mora na Colômbia desde 74, como Professor de Educação Física, numa Universidade em Neiva.

       

      1. DanielQuireza

        10 de julho de 2014 6:48 pm

        Recentemente vi reportagem

        Recentemente vi reportagem falando do domínio do narcotráfico sobre o futebol colombiano nas décadas de 80 e 90, será que procede ?

        1. alexis

          10 de julho de 2014 10:05 pm

          Acredito que não

          Estive por la e, até agora, nem meu pai nem meu irmão me comentaram sobre algo assim. Talvez em forma escondida.

      2. Helio J. Rocha-Pinto

        10 de julho de 2014 6:53 pm

        Lembro-me de você comentar

        Lembro-me de você comentar noutras ocasiões sobre desportos universitários. Seria muito bem vinda essa prática no Brasil. Infelizmente, sinto que minha própria universidade é muito fechada para isso, talvez pela atual legislação…

  6. DanielQuireza

    10 de julho de 2014 5:03 pm

    As propostas genéricas são

    As propostas genéricas são boas, o problema é a execução disso dai que é muito complexa e intrincada.

    Em toda revolução ocorrem abalos no inícío – até o novo modelo se consolidar – e ai o Governo viraria refém, pois a conta da piora inicial no futebol seria debitada a ele.

    Tavez a melhor atitude seria atuar nos bastidores, ir comendo a CBF pelas beiradas. Sufocando ela de alguma maneira, talvez tributária, judicial, etc. Ir criando empecilhos e dificuldade, sempre muito bem fundamentada, até inviabilizar a entidade e a estrutura atual.

    Forçar a mudança do sistema por dentro. E ai, quando estivesse tudo destroçado o Governo surgiria como Salvador, tomando o futebol para sí e mudando a gestão.

    Assumir a luta de frente contra a atual ordem do futebol é suicídio para qualquer político.

    É preciso algum operador de bastidor capacitado para assumir esse ônus.

     

  7. drigoeira

    10 de julho de 2014 6:14 pm

    No Brasil somente coisa parecida com os EUA ou Rússia.

    Nosso país é grande demais para fazer comparações a paises menores. O modelo deve ser semelhante aos EUA com recursos da Rússia.

    1. alexis

      10 de julho de 2014 6:35 pm

      É verdade!

      merece um texto maior da sua parte.

      1. drigoeira

        10 de julho de 2014 9:32 pm

        para quê texto grande…

        Não existe estímulo a práticas esportivas nas escolas. As competições acabaram, por isto este chororô aí, não se prepara na infância a perder. Vocês vão ver o que é chorar nas Olimpíadas em 2016. Nos EUA existem disputas ferrenhas nos campeonatos escolares. Lá tem dinheiro, o Brasil não tem.

        Não se brinca mais de jogar bola na rua, as crianças estão confinadas na frente do computador.

        Hoje em dia vc conhece uma criança que já machucou o pé jogando bola? Então tá aí, somente vamos formar perna de pau no futebol das escolinhas particulares.

        As cidades tem parques que não servem para nada, custava ter alguns locais para práticas desportivas.

        O pior é que somente agora estes assuntos apareceram. Nos desgovernos do FHC e CIA, ninguém se preocupava com isto. Era só crise econômica aqui e blá blá blá vamos economizar, e que o futuro do povo que se foda. Nós que estamos com 30 anos para cá levamos um ferro danado deste povo. 

        Agoram querem resolver o mundo no Brasil, não vai dar, não temos dinheiro nem pessoal qualificado.

        Fim.

         

    2. alexis

      11 de julho de 2014 10:27 am

      EUA

      O texto comenta que os EUA são um excelente exemplo a seguir.

      Os países pequenos não podem ser descartados na sua contribuição, e espero que não seja mais uma atitude estúpida de você achar-se o maior do mundo e etc. Esse ufanismo não faz bem ao Brasil.

      O Chile fez chorar ao Brasil, que foi salvo pelo travessão. A Costa Rica deu um Show e a Colômbia também. Os Argentinos estão na final. Já a Rússia, nem veio a esta copa,

      A Holanda é do tamanho de qualquer município brasileiro. A opinião deles não vale?

  8. Rodrigo C Moreira

    10 de julho de 2014 7:31 pm

    Boa, pessoal. 
    Vamos criar a

    Boa, pessoal. 

    Vamos criar a futebrás. 

    Depois vamos passar os jogos de futebol apenas na TV Brasil.

    Vamos tamber criar alguma carreira com um monte de cargo público para preencher.

    Talvez um “comissário da bola” – que nunca jogou bola – para dar pitaco naquilo que ele nao sabe.

    Vamos também proibir as pessoas de sair do país, como ocorre em Cuba – tudo em nome do “interesse nacional”?

    Melhor. Isso seria muito autoritário (vai dar pinta). Vamos deixar ele sair, mas daí ele nunca volta. Afinal, “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

    Não tenho dúvidas de que assim voltaremos a ser a melhor seleção do mundo.

    E se nao voltarmos, pomos a culpa na “conjuntura internacional” e está tudo resolvido.

    Aiai… esse pessoal é realmente muito criativo. HAHAHAHAHA

    1. alexis

      11 de julho de 2014 10:22 am

      Nada disso Rodrigo

      Apenas pensamos em paliativos para direcionar à juventude brasileira para a prática e vivência do esporte e a recreação. O futebol profissional pode continuar sendo privado, desde que respeite aos torcedores e os Clubes cumpram as Leis.

      Não acredito que você ache tudo certo, do jeito que está.

       

  9. Valter Moreira Figueiredo

    10 de julho de 2014 9:04 pm

    futebol

    Essa lei Pelé que o Senhor Juca Kfuri e o Miguel edar que fez no GOV.FHC que tá acabando com o futebol no B.R. onde meninos co 13 , 14 , 15. anos vão embora de graça ex. tem um monte de jogador dessa seleção que não deu um chute numa bola aqui no B. R. agora eu pergunto que club vai querer investir em um menino se depois de 3 anos vão embora Lei mal feita e feita por idiotas aculturado.

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