11 de junho de 2026

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

17 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Maria Carvalho

    8 de julho de 2014 3:49 am

    O DW.de/

    repercutiu reportagem divulgada pela mídia direitista, com destaque de “cidade-sede” e “falha nos preparativos para o Mundial” :

    http://www.dw.de/imprensa-europeia-repercute-queda-de-viaduto-em-belo-horizonte/a-17757590

    “Imprensa europeia repercute queda de viaduto em Belo Horizonte

    Acidente na cidade-sede da Copa do Mundo deixou dois mortos e foi destacado como falha nos preparativos para o Mundial. Causa do desastre ainda é desconhecida.

    Após o colapso de um viaduto em construção em Belo Horizonte nesta quinta-feira (03/07), a notícia ganhou destaque na imprensa europeia. Até a noite, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais registrou 21 feridos e dois mortos (uma morte confirmada e uma presumida).

    “Desastre numa cidade-sede da Copa”, escreveu a revista alemã Der Spiegel. “O viaduto ainda estava em construção e era parte das obras de expansão bilionárias do transporte público no contexto da Copa do Mundo. Ele deveria ampliar a rede de faixas exclusivas de ônibus, mas não ficou pronto a tempo do Mundial.”

    O Süddeutsche Zeitung também destacou que o viaduto foi construído “no contexto da Copa do Mundo”. “No cruzamento atingido, a imagem era de destruição. […] Vários helicópteros sobrevoavam o local do desastre, que fica a menos de dez quilômetros do estádio do Mineirão”, escreveu o jornal alemão.

    O britânico The Guardian destacou que o acidente foi “o pior desde que o Mundial começou, em 12 de junho”. Depois que o Brasil foi escolhido, em 2007, para sediar esta Copa do Mundo, “políticos prometeram que bilhões seriam gastos em 56 aeroportos, linhas de metrô e outros projetos pelo país. Mas menos de dez desses projetos de infraestrutura foram abertos a tempo do torneio”, cita o diário.

    O espanhol El País lembrou que o acidente desta quinta-feira foi precedido de “outros incidentes que marcaram a preparação para o Mundial: no total, nove trabalhadores perderam a vida em trabalhos de construção ou reformas dos estádios da Copa.”

    O desastre

    Por volta das 15p0, o viaduto – que ainda estava em obras e fica a cerca de cinco quilômetros do estádio do Mineirão – ruiu, atingindo um micro-ônibus, um carro e dois caminhões. A morte confirmada é do motorista do micro-ônibus, e a presumida, do motorista do carro, que ficou preso debaixo do viaduto. Entre os 21 feridos, estavam três trabalhadores da obra e uma menina de cinco anos.

    A presidente Dilma Rousseff manifestou “solidariedade para com as famílias das vítimas. “O governo coloca-se à disposição da câmara (municipal) e das autoridades de Belo Horizonte para tudo o que for necessário”, escreveu no Twitter.

    O viaduto passa sobre a Avenida Pedro 1°, que é uma das vias de acesso ao Aeroporto de Confins e ao Estádio Mineirão. A ponte estava em fase de acabamento e seria entregue no final do mês. O motivo do desabamento ainda é desconhecido.

    No início de fevereiro, outro viaduto do mesmo complexo de obras para a instalação do sistema de transporte rápido por ônibus (BRT), o Montesi, teve que ser interditado devido a um problema estrutural – parte do viaduto em construção se deslocou, lateralmente, cerca de 30 centímetros em relação à estrutura. O BRT faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, segundo a Agência Brasil.

    Belo Horizonte já recebeu cinco jogos desta Copa do Mundo e, na próxima terça-feira, hospedará uma semifinal, entre os vencedores das partidas Brasil x Colômbia e Alemanha x França desta sexta-feira.”

     

  2. Webster Franklin

    8 de julho de 2014 8:45 am

    Gilmar salva Demóstenes

    Blog O Cafezinho

    Gilmar salva Demóstenes

    Enviado por on 07/07/2014 – 2:27 pm   

    Ué, quer dizer que Gilmar Mendes, ministro do STF, mandou Demóstenes voltar ao trabalho, desmoralizando o Conselho Nacional do Ministério Público e ninguém protesta?

    Onde estão os editoriais falando em “desmoralização do STF”?

    Onde estão os enormes infográficos para relembrar o leitor do escândalo Cachoeira?

    Onde estão os vídeos e áudios mostrando Demóstenes Torres, senador da República, cumprindo ordens de um contraventor?

    Onde estão os batalhões de repórteres vigiando dia e noite a rotina de Demóstenes, para saber se ele tem alguma “regalia”?

    E quem tem regalia é Dirceu, preso na Papuda?

    Não há gravação nenhuma contra Dirceu ou Genoíno. Não há uma prova material sequer contra Dirceu. Ele foi condenado pelo STF usando-se (sob protesto do próprio criador da teoria) o “Domínio do Fato”.

    Mesmo assim, Joaquim Barbosa aumentou, e admitiu isso diante das câmeras, a pena de Dirceu para evitar a “prescrição”.

    Barbosa é o herói da Globo e dos barzinhos chiques do Leblon.

    Enquanto isso, Demóstenes Torres agora volta à Procuradoria de Justiça. Além de não ser preso. Além de continuar ganhando salário. Agora terá um cargo para combater o crime, com acesso a informações sigilosas.

    Esse é o STF que, segundo a Globo, agora “prende poderosos”?

    O Conselho Nacional do Ministério Público não vai montar uma história em quadrinhos para crianças, para explicar o caso Demóstenes, como fez a Procuradoria Geral com o mensalão do PT?

    Os movimentos anticorrupção não vão repetir o bordão: “lugar de bandido é na cadeia”?

    Abaixo, uma reportagem mostrando Demóstenes pedindo instruções de Cachoeira sobre como proceder acerca de uma votação.

    [video:http://youtu.be/wPo2_LFRMZs%5D

    E aqui, o senador Aécio Neves, outro falso paladino da corrupção, se desmanchando em elogios à Demóstenes Torres:

    [video:http://youtu.be/GMFAG2XCPhg%5D

    Outra lembrança importante. Demóstenes Torres era um dos “mosqueteiros da ética” da revista Veja.

    Mosqueteiros-da-veja

    *

    Gilmar Mendes suspende afastamento de Demóstenes Torres do MP-GO

    André Richter – Agência Brasil03.07.2014 – 15h08 | Atualizado em 03.07.2014 – 18p9
    na Agência Brasil.

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mandado de segurança para que o ex-senador Demóstenes Torres volte a exercer a função de procurador de Justiça em Goiás. A decisão derruba uma liminar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). No entanto, o retorno não será imediato, pois uma decisão da Justiça goiana, que também suspendeu Demóstenes do cargo, está em vigor.

    Na decisão, Gilmar Mendes considerou que o afastamento de Demóstenes é abusivo, por ter sido prorrogado por mais de 120 dias, além da falta previsão de julgamento. “O que se vislumbra no presente caso é apenas a plausibilidade da alegação do impetrante, para fins de concessão da medida liminar, quanto à desproporcionalidade entre a previsão legal de afastamento e o período em que se encontra afastado, somada à circunstância de insegurança jurídica quanto à definição de um prazo para julgamento definitivo do PAD [processo administrativo disciplinar] em que figura como parte”, afirmou Mendes.

    O Ministério Público de Goiás (MP-GO) investiga a conduta do ex-parlamentar e suas supostas ligações com o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. As denúncias resultaram da participação do ex-senador nos episódios relativos às operações Vegas e Monte Carlo, que apuraram esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos em Goiás e no Distrito Federal.

    Primeiramente, o caso relativo a Demóstenes foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas, com o afastamento dele do cargo político e a perda da prerrogativa de foro, os autos foram encaminhados à Justiça goiana. O ex-senador renunciou ao mandato em 2012.

    Editor: Beto Coura

     

    ScreenHunter_4171 Jul. 07 14.26

    Gurgel, o pitbull do PGR quando era pra pegar o PT, sorri amistosamente para Demóstenes

     

    http://www.ocafezinho.com/2014/07/07/gilmar-salva-demostenes-silencio-na-imprensa/

  3. Webster Franklin

    8 de julho de 2014 9:39 am

    Economista da Unicamp rebate alarmismo econômico

    Blog O Cafezinho

    Economista da Unicamp rebate alarmismo econômico:

    Enviado por on 07/07/2014 – 12:57 pm  

    Sugiro a leitura atenta dessa entrevista com Fernando Siqueira, publicada no Brasil Econômico. É uma visão extremamente lúcida e abalisada sobre os rumos da economia brasileira.

    Nogueira desmascara a demagogia de alguns setores da oposição e da mídia, de vender uma crise que não existe. O crescimento brasileiro está dentro da normalidade para o seu tamanho.

    O Brasil hoje é uma economia mais próxima das nações desenvolvidas do que das emergentes. A preocupação do governo deve ser manter um crescimento estável, contas sólidas, inflação sob controle, e cuidar da infra-estrutura e da educação.

    Um crescimento de 2% está de bom tamanho. Não é preciso alarmismo. Estamos no caminho certo.

    O economista observa que o Brasil estará produzindo mais de 5 milhões de barris/dia a partir de 2018, e esse dinheiro servirá para financiar um grande salto na educação brasileira.

    *

    “Crescimento de 2% do PIB é padrão normal”, diz Fernando Nogueira Costa

    O economista da Unicamp critica a comparação do Brasil aos emergentes. Para ele, o país deve ser comparado aos que já têm indústria madura, onde o desempenho da economia está em média em 2% ao ano

    Por Ana Paula Grabois, no Brasil Econômico.
    [email protected]

    “Criam alarmismo para tirar proveito político”, diz o economista Fernando Nogueira Costa sobre as avaliações negativas do mercado

    Economista da Unicamp, Fernando Nogueira Costa é otimista com os rumos que o país tem tomado e diz que o crescimento em torno de 2% é normal e comparável ao dos países maduros. Ex-professor no Doutorado da presidenta Dilma Rousseff, ele defende uma visão de longo prazo para os projetos e investimentos em curso no Brasil, citando que o pré-sal deverá tornar o país o sexto maior produtor mundial de petróleo.

    Ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-diretor executivo da federação nacional das instituições bancárias, a Febraban, Nogueira Costa critica as avaliações negativas do mercado — que qualifica de “alarmismo ilusório” de motivação eleitoral. E chama os economistas-chefes dos bancos privados de “bobos da corte”: “Eles são mais realistas que o próprio rei, vendem muito mais ideologia do que o silêncio. E chega nessa época, ficam fomentando o alarmismo”.

    Como o sr. vê a atual situação da economia brasileira, com baixo crescimento e juro em patamar alto de 11%

    Historicamente, a taxa de juro não é alta, se olharmos o juro real, de cerca de 4,5%. Sobre a economia, de 2020 a 2022, quando o Brasil comemorar o bicentenário (da independência), haverá condições para o crescimento sustentado em longo prazo e vamos entrar na próxima década em ótimas condições. Vivemos uma fase de investimentos que darão resultado em longo prazo. É uma fase de maturação de investimentos.

    Em infraestrutura?

    Não, falo do marco histórico do pré-sal.

    Isso vai demorar um pouco para dar resultado

    Já em 2018, no máximo em 2020, a Petrobras já produzirá 4 milhões de barris/dia. Com os outros produtores, chegará a 5,2 milhões de barris/dia. O Brasil vai caminhar nesse investimento desde agora, na próxima década e na década dos anos 30 deste século, e se tornará o sexto maior produtor de petróleo do mundo. Qualquer pessoa que tomar decisão econômica, seja pessoa física ou jurídica, tem que olhar o longo prazo. Não pode ficar olhando a campanha eleitoral, o curto prazo, que não vai tomar decisões para a frente. Esse é um período em que o mercado enxerga com miopia, vê de perto, mas não vê longe. O mercado precifica mal as ações da Petrobras. Para os assalariados, que não são especuladores profissionais, está na hora de comprar essas ações para ter resultado na próxima década, quando terminar o ciclo de vida profissional. Outro investimento fundamental a maturar em 2018, em 2020, é Belo Monte, a terceira maior hidrelétrica do mundo, que dará conforto ao crescimento sustentado sem carência de energia. E tem as concessões em curso na logística. Foi muito importante a Copa para ter um pacote de abrangência nacional, como a reforma dos aeroportos. Foi uma oportunidade histórica muita mal compreendida por quem tem visão de curto prazo e politiza excessivamente a economia. Nem politiza, partidariza no mal sentido. Criaram um alarmismo para tirar proveito político.

    A Copa deu gás às obras de infraestrutura?

    Não tenho a menor dúvida. Reformar e construir estádios em escala nacional dá um sentido de unidade. O Maracanã não tinha uma reforma como essa há 60 anos. O Mineirão também não tinha há muito tempo. No fim de semana, você ficava vendo futebol, o maior evento brasileiro, e admirando os outros países. O custo é relativamente muito baixo, ao contrário do alarmado. O BNDES financiou R$ 3,5 bilhões. Em termos relativos, é muito pouco face ao benefício. E o BNDES financiou R$ 8,5 bilhões em mobilidade urbana. É positivo para sinalizar uma nova fase, existe uma visão de estadista da presidenta Dilma. O resultado não será no mandato dela, será a partir de 2018.

    O sr. fala dos resultados desses investimentos?

    Sim, são decisões de longo prazo. Os economistas brasileiros e os homens de negócios ficaram muito acostumados com essa visão de conjuntura. Em termos históricos, é um alarmismo falso porque se você observar com isenção, a taxa de inflação está sob controle. Nos últimos quatro anos, ficou dentro da meta e totalmente sob controle. E aí se faz um carnaval político em torno disso.

    Mas a inflação em 12 meses está no teto da meta…

    Na série temporal da inflação, se olharmos o que foi no passado, está sob controle e caiu muito abaixo da média histórica. É um patamar muito baixo.

    O sr. vê um exagero sobre a questão do controle de preços?

    É óbvio que é por causa da campanha política, centrada para derrubar o governo. É uma união de forças para tentar vencer as eleições. O problema é o que, na economia, se chama de profecia autorrealizável. Você contamina as expectativas diariamente. Os empresários que não enxergarem com isenção, que não virem no longo prazo a oportunidade que é investir no país, acabam adiando as decisões e o resultado, no curto prazo, fica ruim. Passamos por um período muito mais difícil por causa dessas decisões paralisadas, em vez de investir.

    O pessimismo, que o sr. diz ter fundo eleitoral, contaminou os empresários?

    Sim, contaminou. As pessoas não têm coragem de falar. Um aspecto extremamente importante do livro do Thomas Piketty (“O capital no século 21”) é que ele mostra, em série históricas, que os países capitalistas maduros crescem muito pouco. O crescimento no mundo, historicamente, é muito baixo. Ter um crescimento do PIB de 2% ao ano é o padrão normal. Só que é desonestidade intelectual, em muitos casos, comparar com China ou Índia.

    Qual seria o nosso parâmetro de comparação?

    Estamos muito mais próximos de capitalismos maduros, Europa e Estados Unidos, do que dos países emergentes. O Brasil já passou desse patamar da indústria nascente. O Brasil foi o país que, até 1980, mais cresceu no século 20. Pela taxa média, foi mais de 10% ao ano. Desde então, foram duas décadas perdidas. Depois, teve algum período de taxas maiores após de anos de recessão. Foi a 7,5% em 2010, mas houve uma recessão em 2009. Em 2004, estava tendendo a 6% e o Banco Central freou e acabou crescendo 5,71%. Em 2003, tinha ocorrido a freada para arrumação e foi de 1,5%. O crescimento da renda per capita no mundo foi menor que 2% ao ano, segundo o Piketty. Isso com concentração da riqueza. Ele diz que a renda do capital cresce muito mais do que a renda das pessoas, cerca de seis ou sete vezes mais. Porque o crescimento da renda do trabalho é muito baixo.

    O sr. acha que essa é uma questão esquecida na discussão econômica?

    O debate no Brasil está há vários anos extremamente pobre porque essa coisa do tripé é uma bobagem. Qualquer manual de macroeconomia fala que há quatro instrumentos de política econômica. Então, qualquer política econômica de qualquer ideologia vai usar os quatro: política monetária, política cambial, política fiscal e controle de capital. Não tem mais o que fazer. Se você reduzir o debate a isso, ter que subir mais um pouco os juros ou ter que baixar mais o câmbio, é de uma pobreza intelectual tremenda e que perde essa perspectiva histórica, que é estratégica.

    O crescimento baixo de hoje não tem nada de anormal?

    É um padrão de crescimento que vai se sustentar no longo prazo. Não voltaremos a ter as taxas dos anos 50, ou do milagre econômico. Se forçar a economia a ir nesse ritmo de maior crescimento, de 5%, 7% ao ano, provavelmente vai ter inflação. E aí vai frear. A opção, adotada nos outros países, é manter a economia estabilizada, sem inflação, com taxa de desemprego baixo. Por que crescer muito? Qual é a lógica de demanda, de crescimento, de rendas altas? Geralmente é porque se quer taxa de desemprego baixa.

    E já estamos com essa taxa baixa.

    As mudanças estruturais, que o país está construindo com efeitos extremamente benéficos para a qualidade de vida, vão se consolidar na próxima década. E se faz esse alarmismo de curto prazo — se faz agora e vão fazer em 2018. Em toda época eleitoral, se faz um alarmismo ilusório.

    Quais mudanças estruturais?

    A diversificação setorial. Com a industrialização anterior, no pós-guerra, o Brasil se tornou uma economia altamente diversificada entre os países emergentes, com uma estrutura muito mais sofisticada do que a grande maioria desses países. E o Brasil está caminhando para se tornar um capitalismo maduro. A grande mudança estrutural que vai pegar na próxima década e nas seguintes é que o Brasil vai se tornar uma economia de petróleo. Um produtor e exportador de petróleo. Bem administrado, isso tende a resolver os problemas de balanço de pagamentos. Com a legislação já aprovada, vai se criar um fundo social com a riqueza soberana, com base nesse petróleo, e vai se dar uma oportunidade de melhorar a qualidade da educação e da saúde, não é só a quantidade. A quantidade, já estamos enfrentando. Isso tudo não se resolve em um governo, mas terá condição de se resolver a longo prazo. E com a continuidade dos programas de financiamento, o déficit habitacional deve acabar até 2030.

    Ou seja, é preciso enxergar no longo prazo?

    Falta essa visão de longo prazo no debate. Ano eleitoral é um ano de oportunidade para se discutir o país. O que tem que ser colocado, e a imprensa tem um papel chave nisso, é a visão de longo prazo. Vai aprovar quem vai cuidar apenas da estabilização ou quem vai investir no longo prazo? Isso é uma decisão a ser tomada. Se quer baixar a inflação de 6% para 3,5% ao ano, isso vai aumentar a taxa de desemprego. Nessa onda de demagogia política, a pessoa não é honesta intelectualmente em falar isso, porque vai provocar desemprego se baixar a inflação para 3,5%. No que a sociedade vai se beneficiar disso? Vai beneficiar quem tem emprego garantido, quem tem renda, quem tem poder de compra. É o tipo de coisa que não se fala.

    Como sair desse cenário de expectativas de menos consumo e investimento?

    É o que chamei de profecia autorrealizável, a pessoa mente, mente, acha que aquilo é verdade e passa a tomar decisão com base em mentira.

    Isso se reverte após a eleição?

    Lembre-se da experiência da eleição de 2002. O que se dizia era que ou o José Serra se elegia, ou seria o caos. Esse era o refrão durante todo o ano: “O Lula vai ser uma catástrofe, vai haver fuga de capital”. Sou testemunha ocular porque participei do governo desde janeiro de 2003.

    Como vice-presidente da Caixa?

    Exatamente. Eu lembro que, na Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), os banqueiros eram muito reticentes. Eu era representante da Caixa na Febraban. Imediatamente depois de arrumada a casa, começamos a conceder crédito. Começamos com o crédito consignado e o único banco que acompanhou foi o BMG. Quando o Banco Santos quebrou e os bancos privados foram comprar a sua carteira, viram que era um excelente negócio. Tínhamos feito as reformas para fazer a retomada do crédito imobiliário, paralisado desde 2004. A partir de 2005, deslanchou o crédito imobiliário e quebramos todos os recordes. Quando se assume um governo fora dessa pressão política, da eleição, e se faz políticas públicas acertadas, se colhe resultado. Ninguém achava possível acabar com a miséria no Brasil. O país já está caminhando para isso. Mas não é fazer demagogia e falar que isso se resolve em quatro anos. Nenhum problema secular vai acabar em quatro anos, nem em oito ou dez. Estou otimista porque, na próxima década, boa parte dos problemas estará caminhando para ser solucionada.

    A confiança foi retomada após a posse do então novo governo?

    No segundo semestre de 2003, o crédito direcionado — operações do BNDES, crédito imobiliário da Caixa e crédito agrícola do Banco do Brasil — cresceu mais que os recursos livres. Geralmente, os bancos públicos fazem também o crédito de recursos livres , mas os bancos privados têm mais peso. Quando o crédito cresce, a economia começa a funcionar e, com a demanda de crédito, os bancos privados vão atrás. Então você consegue retomar a economia e aumenta a confiança.

    O mercado reage negativamente à reeleição de Dilma. Há algo que constitua um risco em um eventual segundo mandato?

    Isso é pura ideologia. Conheço os meus colegas, a minha corporação. Também convivi com banqueiros durante quatro anos e meio na Febraban. Os economistas-chefe são os bobos da corte, são mais realistas que o próprio rei, eles vendem muito mais ideologia do que o silêncio, eles são os mais ideólogos. E chega nessa época, eles ficam fomentando o alarmismo. É uma coisa puramente ideológica porque eles protegem a escola deles. Eles querem derrubar a Dilma porque a Dilma não é da escola deles. Fui professor da Dilma no Doutorado da Unicamp. Claramente, eles estão derrubando uma escola de pensamento. O problema é que não é só ideologia. Os empregadores e a mídia ficam muito impressionados com as opiniões deles e passa a ser uma profecia que se autorrealiza. Isso é o mais grave: tomar decisões equivocadas baseadas em ideologia.

    Vai mudar algo se a Dilma for reeleita?

    Acho que vai. É necessário rejuvenescer os quadros de governo, dos ministérios.

    O ministro Guido Mantega sairia da Fazenda?

    É uma questão de geração. Até os próprios ministros que estão no governo desde o início do governo Lula estão desgastados pessoalmente. Politicamente, é uma coisa que chamamos de fadiga material. Faz parte da vida reconhecer que uma geração passou e que tem que abrir espaço para uma nova geração. Tem quadros novos que podem perfeitamente assumir. Por exemplo, o Nelson Barbosa (ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda). Tem experiência, passou por lá, é um quadro novo, supercompetente, pode assumir. O próprio Tombini (Alexandre Tombini, presidente do Banco Central) é um quadro novo e competente. Tem nomes dentro do PT, dos aliados, do mundo acadêmico. Posso falar por mim, posso me aposentar da Unicamp, mas já tem professores que eu formei, uma outra geração muito competente, que está assumindo responsabilidades e que tem plenas condições de trabalhar em governo. Dentro do próprio governo houve muita contratação de profissionais extremamente competentes nesse período, no Ipea, no Banco Central, nos bancos públicos, e que podem assumir. Acho que vai haver uma troca de gerações. Pelo que eu conheço da Dilma e de pessoas que ela respeita, eu acho que vai haver. É natural, não vejo com espanto, está na hora. Qualquer pessoa sensata percebe que está na hora de trocar. O ministro Guido Mantega já quebrou o recorde de permanência no cargo e superou a do ex-ministro Pedro Malan. É preciso novas ideias, novos discursos. Tem que entender que a Dilma tem essa visão de estadista, de que o ponto de chegada não vai ser em 2018, vai ser em 2022. Eu tomo isso como simbólico. O Brasil tem que estar no bicentenário como a quinta maior economia do mundo, produtora de petróleo, com recursos para investir em educação e em saúde e aproveita ainda o bônus demográfico até 2030 e que pode esticar até 2040.

    Haveria alguma mudança ou ajuste na condução da política de um eventual segundo mandato?

    Se espera e foi criado um certo consenso de que os preços dos combustíveis vão subir mais. No cenário mundial, há algo que todo mundo sabe, mas ignora no debate: ainda estamos em uma conjuntura de crise mundial, a maior crise desde 1929. E vai durar muitos anos a crise na Europa, e os Estados Unidos vão levar tempo para retomar a economia. A China e a Índia são outro caso, com mercados internos imensos. A China está fazendo uma coisa que a Índia ainda não fez e que o Brasil fez até os anos 60, a urbanização. A população urbana ultrapassou a população rural na China um ano ou dois anos atrás. No Brasil, isso ocorreu em 1970. É outro tipo de economia. E a China tem 400 milhões de consumidores, o maior mercado interno mundial. Não dá para comparar com outros países. Comparar o Brasil com o Chile não tem o menor sentido também, é uma economia grande e outra pequena. E se pegar economias grandes, como Estados Unidos, Brasil, e pegar o porte que vai ser a China, daqui a pouco os Estados Unidos vão estar pequenos, porque não crescem. Esse tipo de debate é o que antigamente se chamava de abordagem estruturalista, de quais são as mudanças estruturais importantes que vão dar um crescimento sustentado com decisões tomadas já no presente, mas com reflexo na próxima década.

    O sr. vê algum tema que a Dilma possa mudar em um eventual segundo mandato?

    Ela e todo o governo que assumir vão tentar manter taxa de desemprego baixa e a inflação sob controle. E ainda bem que a taxa de desemprego ainda está muito baixa. O crescimento habitacional está excelente em termos históricos e esse vai se manter. Depois que passar essa grita, basta ter uma retomada externa que o Brasil — o maior produtor e exportador de alimentos do mundo — vai dar uma retomada na exportação. E tem muito fôlego ainda para consumo no Brasil, porque ainda virá mais mobilidade social. Tem espaço para expandir largamente o mercado interno. Outro equívoco no debate, tanto em economia quanto em política e sociedade, é ser extremamente voltado aos centros metropolitanos. As opiniões são emitidas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Já morei anos nas duas cidades, as frequento e hoje moro em Campinas. Essa visão ultrapessimista de que a qualidade de vida está horrorosa, dos engarrafamentos, é dessas cidades. E vai melhorar porque vai ter investimento em infraestrutura e metrô. Mas isso não é a vida que predomina no resto do país. Todas as capitais têm um trânsito infernal, mas as metrópoles não chegam à metade da economia brasileira. Há críticas ao financiamento de veículos, mas somos um país que é metade da América do Sul. São 5,6 mil municípios, com um potencial de crescimento extraordinário no interior. Há interiorização do desenvolvimento, regiões desenvolvidas em São Paulo, em Minas.

    A redução da desigualdade vai continuar?

    Esse debate é equivocado. O livro do Piketty mostrou isso. Aconteceu algo extremamente importante, que foi a redução da desigualdade da renda do trabalho. Mas a desigualdade de riqueza, em nenhum país do mundo, seja capitalista ou socialista, se resolveu. O 1% dos mais ricos cada vez mais concentra riqueza. É preciso continuar com políticas públicas para diminuir a desigualdade de renda. Nos EUA e na China, a ênfase é de igualdade de oportunidades, de o cidadão ter condição de melhorar o padrão de vida através principalmente de uma educação maciça de qualidade. Não vai significar que ele vai enriquecer e todo mundo vai ficar igual. Na história humana, sempre tiveram os poderosos e isso nunca diminuiu. Quando diminuiu, houve duas guerras mundiais, uma grande depressão e uma hiperinflação na Europa.

    Para o nível de pobreza que o Brasil tinha, as políticas sociais foram importantes?

    Para aumentar a sociedade de consumo, é importante diminuir a desigualdade da renda e dar mobilidade social. Outra coisa é discutir se isso vai dar justiça social em termos de igualdade de propriedade, de riqueza. A sociedade vai mudando em qualidade à medida que vai conquistando direitos civis, políticos, sociais. Eu acho que o século 21 vai ser de conquista de direitos econômicos. Porque o capital de origem trabalhista, dos fundos de pensão, está se tornando cada vez mais importante no mundo capitalista. Os partidos de origem trabalhista, criados a partir de sindicatos, estão ficando cada vez mais importantes. A social-democracia europeia e nórdica deu as melhores condições de vida do mundo por causa de vários partidos socialistas e sociais-democratas de origem trabalhista. Isso leva, em longo prazo, a mudanças qualitativas, não é uma revolução súbita, como foi a revolução na Rússa ou na China. É uma mudança ao longo do tempo, não sei se neste ou no próximo século. Baseado na experiência histórica, as conquistas dos direitos vão aumentar cada vez mais.

     

    charge-kayser-inflac3a7c3a3o

    – See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/07/07/economista-da-unicamp-rebate-alarmismo-economico/#sthash.26zfFwxV.dpuf

     

  4. Webster Franklin

    8 de julho de 2014 9:56 am

    A máquina de dar joelhadas na espinha do Brasil

    Carta Maior

     

    07/07/2014

    A máquina de dar joelhadas na espinha do Brasil

    As linhas gerais do Programa de Governo de Dilma incluem goleadas históricas, mas se omitem diante de uma questão chave, que pode por a perder um jogo decisivo.

    por: Saul Leblon

     

     

    Agência Brasil
     

    As linhas gerais do Programa de Governo da candidatura Dilma Roussef, entregues à Justiça Eleitoral, no último sábado, ocupam 10 mil palavras. Compõem, mais que  tudo, um painel  informativo  dos avanços e conquistas registrados nas diferentes áreas do país durante os 12 anos em que a sociedade escolheu ser dirigida por  três  governos sucessivos de centro esquerda.

    O período e o feito, inéditos na história, estão ali descritos em pinceladas  recheadas de números expressivos.

    O conjunto retrata uma goleada histórica, raramente ou nunca exposta na mídia conservadora na forma de um acervo completo e detalhado.

    Do conjunto sobressai a percepção nítida de que a ocultação, mais que isso, a desqualificação desse arcabouço –como tentou fazer o jornal O Globo, na semana passada, em cima de um discurso de Lula–   obedece a um instinto de sobrevivência.

    Com todas as limitações sabidas  –que não são poucas,  não há, rigorosamente, nenhum saldo, em qualquer frente, que justifique a nostalgia  em relação ao país legado em 2002 pelo PSDB, após oito anos em Brasília.

    Fica difícil eles ganharem esse jogo na bola.

    Por exemplo:

    “Em 2002, a inflação anual chegou a 12,5%; em 2013, estava num patamar de 5,9%; a expectativa para 2014 estará dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (centro de 4,5% e teto de 6,5%).

    A taxa de investimento da economia brasileira, que era de 16,4% em 2002, passou para 18,2% em 2013.

    A taxa de desemprego, em dezembro de 2002, era de 10,5% da população economicamente ativa; em abril de 2014, caiu para 4,9%.

     As exportações, que somavam US$ 60 bilhões em 2002, atingiram US$ 242 bilhões em 2013.

    No período de doze meses encerrado em maio de 2014, o Brasil recebeu US$ 66,5 bilhões em Investimento Direto Externo (IDE), quatro vezes o montante de 2002 (US$ 16,6 bilhões).

    A dívida líquida do setor público decresceu de 60,2%, em 2002, para o patamar de 34,6% em maio de 2014.

    O programa Minha Casa, Minha Vida, em suas duas fases, já contratou 3,45 milhões de casas, 1,7 milhão das quais já foi entregue, o que corresponde a mais de 6 milhões de brasileiros vivendo em casa própria, o equivalente à população da cidade do Rio de Janeiro, a segunda maior do país.

     O sistema de financiamento habitacional, por meio do SBPE-Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, financiou 529,8 mil moradias em 2013, 18 vezes mais do que em 2002, quando foram financiadas 28,9 mil moradias.

    Ou ainda, questões pouco afeitas ao eleitor urbano, como a democratização do acesso à água no sertão nordestino: até agora, já foram entregues, no Nordeste, 937 mil cisternas, das quais 607 mil somente no governo da Presidenta Dilma. Até o final de 2014, 1,080 milhão cisternas estarão instaladas por todo o Nordeste.
     
    “Vale destacar que, embora o Brasil tenha vivido nos últimos três anos a maior seca das últimas décadas, não houve o drama dos retirantes famintos e sem rumo que nos afligia no passado…”, lembra o texto.

    São  algumas das goleadas nesse clássico de 12 anos.

    A autoconsciência dessa inferioridade explica o empenho virulento do conservadorismo em bloquear qualquer  ensaio de regulação dos canais de comunicação, que venha a propiciar um leque mais amplo de pontos de vista  nas escolhas que vão definir o passo seguinte da sociedade brasileira e de seu desenvolvimento.

    O  interdito ao debate em uma encruzilhada  fornida de desafios –a exigir uma repactuação  de prioridades, metas, prazos, concessões e salvaguardas– constitui o grande trunfo para impedir uma mudança histórica na correlação de forças na vida nacional.

    Não há,  no texto levado  à Justiça eleitoral, qualquer menção a esse aspecto crucial da luta política, através do qual a mídia passou a suprir a carência de projetos e lideranças conservadoras, distribuindo  joelhadas cotidianas nas costas do país e de sua autoestima.

    O objetivo desse Juan Zuñiga  sistêmico é quebrar a  espinha dorsal da resistência ao lacto purga social intrínseco às propostas dos candidatos vivamente empenhados em devolver a economia ao livre arbítrio dos mercados.

    A omissão, afirma-se, reflete a natureza inconclusa do documento.

    Trata-se de um couvert. Não o cardápio definitivo da candidata, ou o do PT.

    Mas um aperitivo  palatável à ecumênica coligação de forças políticas  –do PMDB ao PCdoB, passando pelo PP e o PR—que sustentam a candidatura Dilma.

    Por isso mesmo  a ressalva das ‘linhas gerais’.

    Ou seja, um ponto de partida  que  “…o Partido dos Trabalhadores (PT) propõe para debate, num processo de ampla consulta aos movimentos sociais e aos partidos aliados ( quando)  será aprofundado por meio de grupo temáticos’, diz a advertência introdutória ao documento (leia a sua íntegra ao final desta nota).

    É fundamental que seja assim e que assim seja.

    Sem suprir as lacunas do seu ferramental político,  as diretrizes progressistas explicitadas no texto correm o risco de ficar à  deriva.

    A principal delas diz respeito à consolidação de um Estado social no país. A outra, a determinação de reformar o sistema político e ampliar a democracia participativa.
    Ambas entrelaçadas ao propósito de elevar o Brasil à condição de uma economia desenvolvida nos próximos anos.

    Portanto, a economia não irá a lugar nenhum sem eles. E eles não sairão das boas intenções sem canais que facultem à sociedade o debate ponderado, informativo e formativo sobre seus desafios.

    “Ampliar a democracia política é um objetivo que anda junto com o compromisso de aumentar cada vez mais a democracia econômica – a distribuição de renda e a eliminação da pobreza. Além das medidas que serão tomadas de aprofundamento da democracia, soma-se o Sistema Nacional de Participação Popular, que terá a função  de consolidar as formas de participação colocadas em prática nos governos Lula e Dilma e institucionalizá-las. A proposta é transformar a participação popular em uma cultura de gestão e as novas tecnologias permitem ampliar e estimular o debate da população (…) Construir um novo ciclo de transformações significa transpor o degrau que hoje separa o Brasil do mundo desenvolvido, isso apenas pouco mais de uma década depois de termos iniciado, e estarmos vencendo, a batalha contra a miséria e a desigualdade. O Brasil não será sempre um país em desenvolvimento. Seu destino é ser um país desenvolvido. Chegou a hora de alçarmos o Brasil à condição de desenvolvido e justo (…) ”, afirma o documento.
    A centralidade da questão democrática  é um avanço em relação às plataformas eleitorais anteriores do PT.

    Não se trata mais de cobrar um espaço para os excluídos no sistema político, mas de mudar a própria  natureza desse sistema para que eles possam de fato ter voz nas decisões nacionais.

    A democracia brasileira oculta, no aparente contrato de um acordo social periodicamente repactuado nas urnas, a hegemonia de uma desigualdade bruta que ainda grita sua ostensiva presença no ranking das maiores do mundo.

    O Estado brasileiro é o cão de guarda dessa engrenagem, que o conservadorismo quer manter obediente à coleira dos interesses unilaterais dos endinheirados.

    Os avanços registrados nos últimos anos mexeram na divisão do fluxo da riqueza no país, sem no entanto  alterar o estoque que alicerça esses privilégios, bem como as estruturas que enraízam um sistema de poder ferozmente elitista defendido com unhas e dentes  pela emissão conservadora.

     Subverter a natureza desse aparato implica não apenas mudar o financiamento eleitoral ou oxigenar a gestão do Estado com uma bem-vinda institucionalização da participação consultiva dos movimentos sociais na gestão das políticas públicas.

    É preciso dar a esse deslocamento a  audiência das grandes massas, de modo a  traduzi-lo em uma correlação de forças que possa sustentar um ciclo de desenvolvimento emancipador.

    Isso não acontecerá sem uma  democratização dos meios de comunicação. E será boicotado até o limite da ruptura democrática pelo oligopólio hoje existente.
    As linhas gerais do Programa de Governo de Dilma incluem goleadas históricas encorajadoras.

    Mas  se omitem diante de uma questão chave, que pode por a perder o jogo decisivo do desenvolvimento brasileiro (leia o artigo de Wanderley Guilherme dos Santos; nesta pág).

    O debate sobre o documento deve superar essa hesitação.

    A máquina de dar joelhadas  já quebrou a espinha política do país algumas vezes no passado.

    E nada indica que não o fará de novo.

    Leia aqui a íntegra das Linhas Gerais do Programa de Governo de Dilma Rousseff, ‘Mais Mudanças, Mais Futuro’:
     https://programadegoverno.dilma.com.br/pgp/index.php http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/A-maquina-de-dar-joelhadas-na-espinha-do-Brasil/31318

  5. Assis Ribeiro

    8 de julho de 2014 11:07 am

    Datafolha revela que

    Datafolha revela que população superou distorções ‘criminosas’ da mídia

    Para cientista político, imprensa partidarizada criou imagem pessimista e distorcida de incapacidade do país, num ambiente em que até os estrangeiros saem impressionados com sucesso do Brasil

    Para o analista político Paulo Vannuchi, uma resposta que não está destacada pelos números da última pesquisa Datafolha, divulgada ontem (3), é que o Brasil superou um noticiário partidarizado e distorcido, dirigido a formar opiniões negativas contra o governo e contra o país.

    A pesquisa do Datafolha revela que mesmo entre os eleitores do Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), 60% afirmam que a organização do mundial no Brasil provoca orgulho e 65% disseram que os protestos durante a Copa dão vergonha. Além disso, entre esses mesmos entrevistados, 76% reprovaram a atitude dos torcedores brasileiros que xingaram a presidenta na estreia do mundial, em São Paulo, no estádio do Itaquerão.

    Segundo Vannuchi, o crescimento das intenções de voto para Dilma, sobretudo o crescimento da resposta espontânea, de 19% para 26%, reflete o bom momento, de superação do mau humor e da sensação de incapacidade do Brasil de sediar o Mundial. “A capacidade do Brasil transformou a imagem negativa que a mídia criou.” A reportagem sobre o tema foi ao ar na edição de ontem (3), do Seu Jornal, da TVT.

    De acordo com a pesquisa, em um mês, a intenção de voto para Dilma foi de 34%  para 38%. “E não houve mudanças na economia, não houve programa de rádio ou televisão para impactar”, avalia. O analista observa que a mídia havia criado uma imagem pessimista, até “criminosa”, mas que com a realização do evento funcionando “muito bem” o orgulho de brasileiro aumentou. Vannuchi revela ainda que o Instituto Vox Populi deve divulgar em breve pesquisa em que a situação da presidenta é até melhor.

    Assista à reportagem da TVT:

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=16pvIcH_CFk%5D

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/07/para-vannuchi-crescimento-do-eleitorado-de-dilma-tem-relacao-com-a-copa-9955.html

  6. Assis Ribeiro

    8 de julho de 2014 11:09 am

    Mais Brasil (por Nei Alberto

    Mais Brasil (por Nei Alberto Pies)

    Desde a Copa de 98, escrevo sobre a realização das Copas do Mundo e a participação da Seleção Brasileira neste grande evento esportivo. Acredito que estádios de futebol representam para os brasileiros “espaços de construção de identidade, de cultivo de bons valores humanos e espaço para viver e experimentar os melhores relacionamentos”. Acredito que, em todas as Copas do Mundo, brasileiros e brasileiras fazem uma revisão de si mesmos, jogando com seu orgulho, sua cidadania e seu amor à Pátria como componentes fundamentais da identidade brasileira.

    Em 2014 não faltaram aqueles que quiseram ensinar um novo jeito de torcer por esta nação e pelo futebol brasileiro, sendo contra aquilo que vem de nossa alma e nossa essência: o gosto pelo futebol. Mas “erraram o pulo”, pois para a imensa maioria, o futebol reflete as diferenças, os potenciais, os talentos e a criatividade. O futebol representa muito do nosso povo, de sua postura e de sua vontade de vencer e apresentar-se ao mundo.

    O Brasil não precisa mais impressionar ninguém, em nenhum quesito, muito menos no futebol. O Brasil deve se fazer respeitar por tudo aquilo que tem de bom e todos os brasileiros deveriam orgulhar-se do país que somos. Esta é a atitude fundamental para continuarmos lutando, diariamente, por um Brasil cada dia melhor. Este imenso país possui um povo que não pode ser subestimado por sua inteligência, criatividade e ousadia.

    O falso pessimismo que tentaram imprimir neste país tem a ver com a resistência às mudanças substantivas que ocorreram no Brasil nos últimos anos, para a maioria dos brasileiros. Tem a ver com a ampliação das possibilidades democráticas de vivermos a cidadania, nem sempre bem vistas por aqueles que se sentem donos desta nação. Tem a ver com um novo e importante advento que se aproxima: as eleições gerais.

    Os brasileiros provam, mais uma vez, que a maior riqueza está na garra, na fé e na esperança que se fazem na luta cotidiana de cada cidadão e cidadã brasileira. Os brasileiros manifestaram que querem mais do que já conquistaram, mas sabem que não existem mágicas nem ideias “mirabolantes” que irão mudar o percurso da ampliação de sua cidadania.

    Emprestamos nossa terra, nossa altivez e nossa cultura para a realização do maior espetáculo do mundo. Sem medo de expor ao mundo nossas contradições, durante a realização da Copa do Mundo, fomos nos alimentando daquilo que mais temos de bom. Apesar de excessos de uma minoria, unimos os nossos sentimentos de brasilidade nos mais equidistantes rincões e comunidades deste país.

    A Copa do Mundo pode não trazer título à nossa Seleção, mas já nos trouxe de volta o que queriam nos tomar: a fé e a esperança de que nosso país vai dar certo! Brasileiro de verdade acredita no Brasil e age nas horas certas. Sabe que este país tem uma enorme dívida com a cidadania e com a falta de oportunidades para com a maioria dos brasileiros: pobres, explorados, sem estudo, sem trabalho, sem saúde, sem dignidade. Esta conta quem vai pagar é a nossa rica nação brasileira e quem deve exigir é a organização e a luta da coletividade, agora alimentada por um sentimento de “mais Brasil”.

    http://www.sul21.com.br/jornal/mais-brasil-por-nei-alberto-pies/

  7. Assis Ribeiro

    8 de julho de 2014 11:10 am

    Por que escolhemos Dilma

    Por que escolhemos Dilma Rousseff

    Queiram ou não, Aécio Neves e Eduardo Campos serão tragados pelo apoio da mídia nativa e da chamada elite. Ou seja, da reação

    Começa oficialmente a campanha eleitoral e CartaCapital define desde já a sua preferência em relação às candidaturas à Presidência da República: escolhemos a presidenta Dilma Rousseff para a reeleição.

    Este é o momento certo para as definições, ainda mais porque falta chão a ser percorrido e o comprometimento imediato evita equívocos. Em contrapartida, estamos preparados para o costumeiro desempenho da mídia nativa, a alegar isenção e equidistância enquanto confirma o automatismo da escolha de sempre contra qualquer risco de mudança. Qual seria, antes de mais nada, o começo da obra de demolição da casa-grande e da senzala.

    O apoio de CartaCapital à candidatura de Dilma Rousseff decorre exatamente da percepção de que o risco de uns é a esperança de outros. Algo novo se deu em 12 anos de um governo fustigado diária e ferozmente pelos porta-vozes da casa-grande, no combate que desfechou contra o monstruoso desequilíbrio social, a tolher o Brasil da conquista da maioridade.

    CartaCapital respeita Aécio Neves e Eduardo Campos, personagens de relevo da política nacional. Permite-se observar, porém, que ambos estão destinados inexoravelmente a representar, mesmo à sua própria revelia, a pior direita, a reação na sua acepção mais trágica. A direita nas nossas latitudes transcende os padrões da contemporaneidade, é medieval. Aécio Neves e Eduardo Campos serão tragados pelo apoio da mídia e de uma pretensa elite, retrógrada e ignorante.

    A operação funcionou a contento a bem da desejada imobilidade nas eleições de 1989, 1994 e 1998. A partir de 2002 foi como se o eleitorado tivesse entendido que o desequilíbrio social precipita a polarização cada vez mais nítida e, possivelmente, acirrada. Por este caminho, desde a primeira vitória de Lula, os pleitos ganham importância crescente na perspectiva do futuro.

    CartaCapital não poupou críticas aos governos nascidos do contubérnio do PT com o PMDB. No caso do primeiro mandato de Dilma Rousseff, vale acentuar que a presidenta sofreu as consequências de uma crise econômica global, sem falar das injunções, até hoje inescapáveis, da governabilidade à brasileira, a forçar alianças incômodas, quando não daninhas. Feita a ressalva, o governo foi incompetente em termos de comunicação e, por causa de uma concepção às vezes precipitada da função presidencial, ineficaz no relacionamento com o Legislativo.

    A equipe ministerial de Dilma, numerosa em excesso, apresenta lacunas mais evidentes do que aquela de Lula. Tirante alguns ministros de inegável valor, como Celso Amorim e Gilberto Carvalho, outros mostraram não merecer seus cargos com atuações desastradas ou nulas. A própria Copa, embora resulte em uma inesperada e extraordinária promoção do Brasil, foi precedida por graves falhas de organização e decisões obscuras e injustificadas (por que, por exemplo, 12 estádios?), de sorte a alimentar o pessimismo mais ou menos generalizado.

    Críticas cabem, e tanto mais ao PT, que no poder portou-se como todos os demais partidos. Certo é que o empenho social do governo de Lula não arrefeceu com Dilma, e até avançou. Por isso, a esperança se estabelece é deste lado. Queiram, ou não, Aécio e Eduardo terão o pronto, maciço, às vezes delirante sustentáculo da reação, dos barões midiáticos e dos seus sabujos, e este custa caro.

    http://www.cartacapital.com.br/revista/807/por-que-escolhemos-dilma-rousseff-131.html

     

  8. Cyro

    8 de julho de 2014 11:33 am

    As oportunidades perdidas do México

    As oportunidades perdidas do México

    Superposição de problemas fazem o país ser a maior ferida neoliberal no continente. E se nos perguntamos como está a esquerda mexicana, as notícias tampouco são boas

    por Emir Sader,

    para a Rede Brasil Atual

    07/07/2014

     

    O México deu início ao extraordinário século 20 latino-americano com sua maravilhosa revolução, que moldou o imaginário do continente durante muitas décadas – até a Revolução Cubana

    Como Zapata e Pancho Villa protagonizavam uma épica revolução um século depois da gesta de independência, seria de supor que novo século mexicano traria boas e novas esperanças. Não é o que acontece, infelizmente. Ao contrário, o país é uma ferida aberta no continente, antes de tudo para o seu próprio povo.

    O que parecia o final do longo ciclo do PRI, em 2000, não foi sucedido por um governo de esquerda – depois de PRI ter se encarregado de introduzir o neoliberalismo no México –, mas pelo PAN, que alguns iludidos acreditavam que pudesse desmontar o Estado priista de 70 anos.

    Os dois mandatos do PAN não só representaram a continuidade do regime e da política econômica herdada, como terminaram definitivamente com as marcas minimamente progressistas de sua política externa, com o México somando-se à política norte-americana de hostilidade a Cuba.

    Esgotados os dois governos do PAN, o PRI volta ao governo. É certo que, pelo menos em duas ou três eleições, houve fraudes contra Cuahutémoc Cárdenas e contra López Obrador, mas esse não é um fenômeno apenas mexicano. Em outros países do continente a esquerda soube superar esse obstáculo para finalmente ganhar e governar.

    Ao contrário de outros países latino-americanos, o México segue o caminho do neoliberalismo, com todas as dramáticas consequências sociais desse modelo. Enquanto países como o Brasil e a Argentina diminuem as desigualdades, o México as intensifica. Enquanto os salários aumentam, assim como os empregos formais nesses países sul-americanos, o salário mínimo mexicano perdeu 66% do seu poder aquisitivo em três décadas.

    Apesar das tentativas frustradas de órgãos da mídia internacional de projetar o México como modelo a ser seguido pelo Brasil, nenhuma análise séria consegue sustentar essa afirmativa para além de slogans de propaganda neoliberal. O México continua a ser o paradigma de país que optou pela continuidade da aliança subordinada com os EUA, pelo modelo liberal de livre mercado e com seus efeitos trágicos.

    Única fronteira mundial entre um país da periferia e um do centro, tendo ao maior império como seu vizinho do norte, o México também sofre as consequências do corredor do narcotráfico, que vai dos países produtores da América do Sul – basicamente Colômbia e Peru – passando pela devastada América Central, até o maior mercado consumidor de drogas do mundo: os Estados Unidos.

    Se já não bastassem as consequências do modelo econômico aplicado por algumas décadas e o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Alca), o México sofre a desagregação social e política de vários estados do norte do país, como pontos de passagem da droga e de ação dos cartéis do narcotráfico na direção dos Estados Unidos. O que somente aumenta o drama dos imigrantes – mais de 10 milhões de indocumentados – no vizinho rico.

    Pela superposição de todos esses problemas, o México é a maior ferida neoliberal no continente. E se nos perguntamos como está a esquerda mexicana, as notícias tampouco são boas.

    O Partido da Revolução Democrática (PRD), representante tradicional da esquerda mexicana, se dividiu. Um setor, liderado por quem foi seu candidato a presidente duas vezes, Andres Manoel López Obrador, fundou um outro movimento (Morena, Movimento de Regeneração Nacional), diminuindo a força do partido, sem conseguir constituir um polo alternativo com mais força.

    Em 2014 se cumpriram 20 anos do grito de Chiapas, a rebelião no estado mais ao sul e o mais pobre do México, que fundou o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). Mais além das saudações pelo surgimento do movimento, a situação em Chiapas não foi substancialmente melhorada, nem o ELZN se projetou como força alternativa nacional.

    Considerando-se que o sistema político mexicano não tem segundo turno, as possibilidades de que a esquerda chegue a triunfar eleitoralmente diminuem ainda mais com a divisão entre PRD e Morena, que certamente terão candidatos próprios nas próximas eleições presidenciais – previstas para 2018. Os zapatistas, por seu lado, não intervém no processo eleitoral, em que não acreditam, sem conseguir desenhar uma via alternativa para a esquerda.

  9. Aparecida Fernandes

    8 de julho de 2014 12:08 pm

    Por que periferias andou a seleção da CBF?

    Artigo meu, no portal Fala Rio Grande.

    http://falariogrande.com.br/2014/07/08/por-que-periferias-andou-a-selecao-da-cbf/

  10. rkodama

    8 de julho de 2014 12:16 pm

    Em tempos de campanha eleitoral em redes sociais…

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed806_como_checar_o_conteudo_divulgado_em_redes_sociais

    MANUAL DE VERIFICAÇÃO

    Como checar o conteúdo divulgado em redes sociais

    Por Paulo Rebêlo em 08/07/2014 na edição 806

    Acaba de sair a edição em português do Manual de Verificação (Verification Handbook), uma ferramenta poderosa para validar, certificar e utilizar relatos, fotos e vídeos compartilhados pelas pessoas na selva da internet e das redes sociais.

    Gratuito e disponível em vários formatos, inclusive podendo ser lido online, direto no navegador, o Manual é produzido pelo Centro Europeu de Jornalismo (EJC) e foi lançado em inglês em fevereiro. A edição em português do Brasil é a primeira tradução oficial em outro idioma.

    Em situações críticas, as redes sociais ficam sobrecarregadas de boatos e relatos em primeira pessoa. Algumas dessas informações são verdadeiras, mas uma grande parte é falsa, especialmente quando ocorrem manifestações ou conflitos. O Manual é um guia definitivo para ajudar jornalistas a criar uma sistemática de apuração, tapando buracos recorrentes no processo de verificação de dados.

    Em linguagem didática e com muitos exemplos e estudos de caso, o livro foi escrito por jornalistas de instituições como BBC, Digital First Media, ABC e Storyful, além de outros especialistas em comunicação e tecnologia.

    Para baixar o arquivo para seu computador e começar a usá-lo, os links oficiais são:

    >> PDF – http://goo.gl/0XSC13

    >> EPUB – http://goo.gl/BnTNNA

    >> Kindle – http://goo.gl/5bAKzh

    >> Web – http://verificationhandbook.com/book_br

    O release oficial de lançamento está em http://bit.ly/handbookbrazil

    ***

    Paulo Rebêlo é jornalista e diretor da Paradox Zero

     

  11. Flavio Cantu

    8 de julho de 2014 1:32 pm

    UMA EM CADA 5 CRIANÇAS NOS EUA VIVE NA POBREZA
    http://cnsnews.com/news/article/ali-meyer/1-5-children-live-poverty-us Uma em cada 5 crianças norte-americanas vive na pobreza (CNSNews.com) – 03/06/2014 – Uma em cada cinco crianças, com menos de 18 anos de idade ou 21,3%, vive na pobreza na América do Norte, de acordo com os dados mais recentes do Serviço de Recenseamento dos EUA.  Em 2012, haviam 15.437.000 crianças, menores de 18 anos de idade, ou 21,3%, que foram classificadas na categoria limite denominada “abaixo da pobreza”, segundo o Serviço de Recenseamento.  “A incidência de taxa de pobreza varia muito entre a população de acordo com a idade, escolaridade, fixação da força de trabalho, condições de vida da família, e de sua área de residência, entre outros fatores. De acordo com a definição oficial de pobreza, uma família média de quatro pessoas era considerada pobre em 2012, se a sua renda, antes do desconto dos impostos no ano, tivesse ficado abaixo de US$ 23.492”, de acordo com um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso, denominado “Pobreza nos Estados Unidos”, de 2012.  “Os limites dos índices de pobreza do Serviço de Recenseamento formam a base para estimativas estatísticas da pobreza nos Estados Unidos”, diz o relatório. “Os limites refletem estimativas brutas do rendimento financeiro de indivíduos ou famílias, de vários tamanhos e composições, necessários para comprar uma cesta de bens e serviços, durante um ano, considerados como minimamente adequados, de acordo com os padrões de vida da década de 1960.”  “Os indivíduos são considerados pobres, para fins estatísticos, se o rendimento financeiro de sua família é inferior ao seu limite de pobreza correspondente”, afirma o Serviço de Pesquisa do Congresso. O Serviço de Recenseamento tem acompanhado esses dados desde 1959, quando o percentual de crianças menores de 18 anos, vivendo em situação de pobreza foi de 26,9%. Em 1964, quando o então presidente Lyndon B. Johnson anunciou a guerra contra a pobreza, a percentagem de crianças que viviam em situação de pobreza foi de 22,7%. Desde então, até agora (QUASE 50 ANOS), o percentual diminuiu apenas 6,2%.  “Em 2012, mais de uma em cada cinco crianças (21,3%), nos Estados Unidos, cerca de 15,4 milhões, eram pobres – e sua taxa de pobreza, bem como o número estimado de pobres ficaram estatisticamente inalterados a partir de 2011”, de acordo com o relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso. “A menor taxa registrada da pobreza infantil foi em 1969, quando 13,8% das crianças eram consideradas pobres.”  “As crianças que vivem em famílias chefiadas por mulheres solteiras são particularmente propensas a pobreza”, diz o relatório. “Em 2012, uma criança que vivia numa família dirigida por uma mulher, possuía mais de quatro vezes a probabilidade de ser pobre, do que uma criança que vivia numa família composta por pessoas casadas legalmente. Em 2012, entre todas as crianças que viviam em famílias chefiadas por mulheres solteiras, 47,2% eram pobres. ” “Por outro lado, entre as crianças que viviam em famílias de pessoas casadas legalmente​​, 11,1% eram pobres”, afirmava o relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso. “O aumento da proporção de crianças que vivem em famílias chefiadas por mulheres solteiras tem contribuído para a elevada taxa de pobreza infantil em geral.” 

  12. L1

    8 de julho de 2014 2:15 pm

    A social-democracia na era da austeridade

     http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/04/internacional/1404494866_240164.html

     

    Do El Pais:

    A social-democracia na era da austeridade

    A ideologia política centrada na redistribuição de renda já não assombra o eleitorado europeu

      5 JUL 2014 – 19:33 BRT Por que a social-democracia perde força na Europa? As ideias estão defasadas? Os líderes não conseguem mais atingir as suas bases? É a globalização, ou a sua cópia local, a integração europeia, que torna inviável o projeto de redistribuir renda e oportunidades? Ou são a heterogeneidade e fragmentação das sociedades atuais que impossibilitam um projeto como o social-democrata, essencialmente homogêneo?

    Essas perguntas retomam os problemas históricos da esquerda com o livre mercado. Em suas origens, a esquerda desprezou a democracia liberal, pois a considerava um instrumento com o qual a burguesia, que havia se livrado do absolutismo, explorava a classe trabalhadora. Assim, como recentemente Santos Juliá lembrou no contexto espanhol, a esquerda rejeita repúblicas burguesas e prefere revoluções operárias, que instauram ditaduras do proletariado, ou seja, expropriam os meios de produção, os capitalistas e os burgueses.

    Um dia, parte da esquerda fez um cálculo mental simples: se a democracia era o governo da maioria, e há mais trabalhadores que burgueses, então as urnas, e não a revolução, são o caminho para o poder. A partir daí, na muito feliz formulação do cientista político Adam Przeworski, popularizou-se o conceito de “pedras de papel”. Os trabalhadores pararam de jogar pedras nas autoridades e começaram a jogar papéis nas urnas. Assim nasceu a social-democracia, como um grande pacto entre o capital e o trabalho para redistribuir a renda e as oportunidades, um marco político e econômico de caráter liberal. Os social-democratas ganharam as eleições, mas tiveram que aceitar a economia de mercado e o sistema de direitos de propriedade inerentes à democracia liberal, um pacto que hoje ainda divide a esquerda.

    A socialdemocracia deveria evitar seus dois erros mais frequentes: asfixiar o crescimento e redistribuir de forma desajeitada

    Apesar de um século ter se passado desde o seu nascimento como força e projeto político, o núcleo duro da identidade social-democrata não mudou muito, assim como a sua posição no espectro político. À direita, seguem os que acreditam que o mercado, e não o Estado, é o que distribui as oportunidades mais eficientemente. Portanto, não apenas não veem problema na desigualdade, como lhes parece um resultado racional economicamente e aceitável moralmente. Por isso, acham o Estado de Bem-Estar Social um anacronismo histórico, que desmonta a competitividade e rechaça a vinculação dos benefícios sociais à cidadania em lugar da produtividade. A solução conservadora à crise não pretende apenas restringir os direitos sociais e limitar o Estado de Bem-Estar Social, mas também o principal componente da democracia, subtraindo da competição política aspectos cada vez mais amplos (a política monetária ou fiscal, entre as mais relevantes) para, em seguida, depositá-las nas mãos de tecnocratas independentes e assim reduzir o poder transformador das “pedras de papel”.

    Enquanto isso, à esquerda da social-democracia, continuam aqueles que pensam que o livre mercado é incompatível com o progresso social e querem igualdade de resultados, não apenas de oportunidades. Embora não digam isso abertamente, continuam interessados em desmantelar a ordem política e econômica liberal, duas faces da mesma moeda que se reforçam mutuamente. A crise atual não apenas revigorou os conservadores, mas também as velhas esquerdas que, apesar de se apresentarem com outras caras pelo uso de novas ferramentas de comunicações política, não deixam de oferecer o mesmo programa de sempre: a nacionalização de setores produtivos estratégicos, redistribuição da produção e isolamento econômico internacional, ou seja, a mesma lista de receitas, que sempre fracassaram, não importa quantas vezes tenham sido tentadas.

    A social-democracia continua entre essas duas forças. Apesar das mudanças que se seguiram, o projeto social-democrata continua reunindo os que aspiram à igualdade sem renunciar à liberdade e os que, tendo em vista a experiência do século XX e o desastre econômico e moral do comunismo, foram além e se convenceram de que a economia de mercado é imprescindível para gerar riqueza e oportunidades para serem distribuídas.

    Com todos esses ingredientes, fica difícil entender porque a social-democracia passa por tantas dificuldades eleitorais. Uns dizem que foi derrotada pelos mercados, que se articularam globalmente e conseguiram escapar da jaula regulatória e redistributiva que os sociais-democratas construíram na segunda metade do século passado. Outros apontam, pelo contrário, que a social-democracia morreu justamente porque já conseguiu, com uma combinação única de liberalismo econômico e políticas sociais, converter uma parte substancial dos trabalhadores que formavam a sua base eleitoral nas novas classes médias proprietárias (e portanto conservadoras) que vemos ao nosso redor.

    A principal lição dessa crise é que querer distribuir renda, uma chamada “paixão por igualdade”, não é suficiente para encher as urnas de votos.

    Essas razões não são incompatíveis entre si. E o que é pior: se alimentam. Como os sociólogos Wolfgang Streeck e Fritz Scharpf analisaram, as opções da social-democracia se encolhem por causa de uma pinça que se fecha em várias frentes. Primeiro, porque o envelhecimento da população, a universalização das prestações sociais e a extensão a novas áreas, como a dependência, exigem impostos mais altos. Ao mesmo tempo, a abertura econômica faz com que tanto as classes médias-altas como as empresas possam escapar de uma fiscalização considerada excessiva e pouco competitiva. Por isso, para seguir redistribuindo, os governos social-democratas teriam que optar por um endividamento insustentável que, no fim, deixaria-os à mercê de alguns mercados financeiros e algumas instituições internacionais que não controlam. Em um contexto como o europeu, no qual se compartilha uma moeda e existem regras muito rígidas sobre fiscalização e endividamento, essas restrições são ainda maiores e vieram para ficar. Muitos sociais-democratas suspeitam que estão em uma terra de ninguém, na qual suas possibilidades de ganhar as eleições com base nas suas velhas promessas e governar de acordo com suas verdadeiras preferências políticas estão próximas a zero. E duvidam do que fazer: por um lado, sabem que voltar ao velho Estado de Bem-Estar Social é impossível, porque exigiria economias mais fechadas, ou seja, desfazer a integração europeia e a globalização; por outro, sabem que construir um Estado de Bem-Estar Social em escala europeia e, paralelamente, domesticar a globalização, é uma tarefa que excede suas capacidades.

    O outro grande problema dos sociais-democratas é que eles já não são suficientes. As suas “pedras de papel” não são mais derramadas nas urnas. Isto se deve tanto porque as antigas classes trabalhadoras diluíram-se em uma variedade de grupos com interesses nem sempre coincidentes entre si (desempregados, autônomos, trabalhadores do setor de serviços, funcionários de baixo salário, jovens e imigrantes) quanto porque as classes médias adquiriram propriedades e apreciam cada vez mais a iniciativa privada, inclusive para prestação de serviços como saúde e educação; desconfiam da ineficácia das burocracias estatais e se revoltam fiscalmente diante do que consideram impostos abusivos. Além disso, como se viu várias vezes, ao longo desta crise, as novas formas de pobreza raramente causam mobilizações políticas e sociais, porque afetam setores desmobilizados politicamente e com pouca identidade de classe. E quando o fazem, fazem a favor da esquerda tradicional, não à social-democracia.

    A social-democracia vive, portanto, debaixo de uma manta eleitoral muito restrita: se tapa os pés, fica com o peito descoberto, porque as classes médias e os mercados abandonaram-na; se tapa o peito, deixa os pés ao ar e perde votos na esquerda. Tem que admitir que adaptar a ideologia a uma sociedade de conhecimento aberto à globalização não é simples. Como podem esticar essa manta? Evitando os erros mais frequentes cometidos nas últimas décadas: asfixiar o crescimento e redistribuir de forma desajeitada. Para se reinventarem, os social-democratas precisam entender que enfrentam um desafio duplo e simultâneo: crescer mais e melhor e redistribuir mais e melhor, ou seja, ser mais eficiente economicamente e, ao mesmo tempo, mais iguais socialmente. No entanto, entram em um território desconhecido e perigoso: por um lado, para colocar os mercados a serviço da redistribuição precisam entender muito mais sobre como liberar o potencial produtivo; e para redistribuir esse crescimento de forma eficaz e igual precisam se envolver a fundo com a reforma do Estado, algo que resistem a admitir. Provavelmente a principal lição dessa crise é que querer distribuir renda, uma chamada “paixão por igualdade”, não é suficiente para encher as urnas de votos.

  13. Paulo F.

    8 de julho de 2014 2:30 pm

    Palpiteiro

    Sera que Joaquim deseja o cargo de técnico da seleção?

    do IG

    Joaquim Barbosa entra em rede social e corneta técnico Felipão: “Substitui mal”

    Por iG São Paulo

    07/07/2014 18:08- Atualizada às 07/07/2014 18:19 

    Presidente do STF, que deve deixar cargo nesta semana, abriu conta no Twitter na sexta, durante jogo entre Brasil e Colômbia

    Mesmo mantendo o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal, o que deve ser mudado ainda nesta semana, o ministro Joaquim Barbosa já vai se acostumando à vida de civil que terá após deixar o STF. Cinco dias após formalizar o pedido para se aposentar da mais alta instância do poder judiciário no País e presidir sua última sessão, o relator do processo do mensaão iniciou uma conta no Twitter, na sexta-feira (4), com a mensagem “alívio, finalmente!” E logo escancarou seu gosto por futebol ao longo da Copa do Mundo – criticando a equipe de Luís Felipe Scolari com mensagens postadas durante o confronto contra a Colômbia, no mesmo dia.

    “Por que não fazer mudanças, colocar jogadores com frescor em campo? Com tantos jogadores bons no banco”, escreveu ele enquanto acompanhava a partida vencida pelos brasileiros. Pouco depois, novo post, desta vez criticando diretamente o técnico da Seleção quando a equipe era pressionada pelos colombianos: “substituição perigosa! Se houver prorrogação, Henrique será opção de ataque? Técnicos brasileiros substituem mal e tardiamente. Sempre!”

    Como bom torcedor, Barbosa fez também questão de salientar seu gosto por palpites durante o Mundial. No dia seguinte às primeiras mensagens, quando já estava definido o adversário brasileiro nas semifinais, a Alemanha, o presidente do STF fez sua própria escalação para a equipe. “Sugestão para terça do meio pra frente: LGustavo, Fernandinho, Paulinho, Ramires ou William; Hulk, Fred. Bernard como arma para o segundo tempo”, escreveu.

    A assessoria de comunicação do Supremo confirmou ao iG que a conta é realmente do presidente do Supremo, salientando, no entanto, o fato de ela ser particular e não ter qualquer relação com a função de Barbosa como ministro.

    Barbosa deve deixar os trabalhos no Supremo ainda nesta semana, após análise do governo em relação à sua aposentadoria, que deve ser confirmada em decreto da presidente Dilma Rousseff a ser publicado no Diário Oficial da União.

    Até as 18h desta segunda, o presidente do STF registrava no Twitter 7.125 seguidores, enquanto seguia somente 42 contas – entre grandes veículos de comunicação do Brasil e do mundo; universidades com cursos de Direito dos EUA, como Yale; um ou outro jornalista, caso de William Bonner; e o senador Cristovam Buarque.

  14. Paulo F.

    8 de julho de 2014 2:57 pm

    Sarkozy em apuros!

    Junte os pontos e veja a real razão da determinação de Sarko na intervenção desastrosa na Líbia.

    Do Uol

     

    Colaboradores de Gaddafi revelam pagamentos de R$ 150 milhões a Sarkozy

    El País Javier Casqueiro
    Em Rabat (Marrocos)

    08/07/201406h00 

    Reuters

    Sarkozy concedeu uma entrevista exclusiva ao vivo à emissora "TF1" e à rádio "Europea 1", em que se defendeu das acusações

    Sarkozy concedeu uma entrevista exclusiva ao vivo à emissora “TF1” e à rádio “Europea 1”, em que se defendeu das acusações

    Antigos colaboradores do ditador líbio revelam à Justiça pagamentos de 50 milhões de euros (cerca de R$ 150 milhões) ao ex-presidente francês para financiar sua campanha eleitoral de 2007

    Um obscuro rastro de dinheiro e acusações. É o que enfrenta o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, acusado de ter financiado ilegalmente sua campanha presidencial de 2007 com 50 milhões de euros  procedentes do regime do ditador líbio Muamar Gaddafi.

    Sarkozy rejeita as acusações como “grotescas e ridículas”, mas os testemunhos contra ele se acumulam de forma surpreendente. Procedem de políticos da época do ditador, mas também do posterior e frágil Conselho Nacional de Transição líbio. E até de um embaixador francês.

    Naquela campanha presidencial, o partido de Sarkozy declarou gastos de 20 milhões de euros. A juíza investiga agora se o candidato conservador recebeu da Líbia 50 milhões. E há quem afirme que ele recebeu pagamentos desse país até 2009.

    Tudo partiu de uma investigação jornalística iniciada em julho de 2011 no jornal digital Mediapart. Em março e abril de 2012, o jornal publicou várias reportagens a partir de um documento proporcionado por ex-dirigentes líbios na clandestinidade, escrito em árabe e datado de dezembro de 2006, no qual se afirmava por parte dos serviços secretos do país que existia “um princípio de acordo” para ajudar Sarkozy em sua corrida para o Eliseu.

    Ampliar

    Relembre a crise na Líbia em fotos200 fotos

    1 / 20021.mai.2014 – Bombeiros combatem incêndio em local de explosão em Salaheddin, distrito de Trípoli, na Líbia, nesta quarta-feira (21). Pelo menos duas pessoas foram mortas quando pesados combates irromperam perto da capital líbia dois dias depois de homens armados terem atacado o Parlamento. Este é um dos momentos de maior violência desde a guerra civil que culminou com a queda do ditador Muammar Gaddafi Hamza Turkia/Xinhua

    O dossiê levava a assinatura de Musa Kusa, que passou 15 anos à frente dos serviços de inteligência líbios e é considerado o cérebro dos atentados de Lockerbie em 1988 e contra um avião francês no Níger em 1989. Sarkozy se enfureceu, abriu processos contra o veículo e os jornalistas.

    O memorando confidencial se intitula “Condições de financiamento de campanhas” de “NS”, no qual se detalha uma reunião em outubro de 2005 da qual participaram um oficial graduado dos serviços secretos líbios, Abdalah Sausi; o presidente dos Fundos Líbios de Investimentos Africanos, Bachir Saleh, e por parte francesa dois personagens chaves da equipe de Sarkozy: Brice Hortefeux (“BH” nos papéis) e Ziad Takieddine.

    Hortefeux foi ministro do Interior de Sarkozy e sempre negou ter estado nesse encontro. Takieddine é um homem de negócios sombrio e o verdadeiro introdutor de Sarkozy na Líbia. O político francês manteve durante algum tempo, assim como muitos outros dirigentes europeus e africanos, uma posição ambígua em relação a Gaddafi. Visitava o país, participava de suas festas, mas depois foi um firme ativista durante a operação da Otan para sua derrubada, no outono de 2011, como ele mesmo e seus colaboradores lembram agora.

    Sarkozy enfrenta muitas testemunhas contra ele. Um filho de Gaddafi, Saif el Islam, contou em 2011 que tinha todo tipo de dado sobre os pagamentos ao político francês e outros dirigentes. Ameaçou tirá-los da manga. Mas nunca o fez.

    O primeiro chefe de Estado líbio após a derrubada de Gaddafi, Mohamed el Megarief, afirma em um livro que “Gaddafi financiou a campanha de Sarkozy em 2007” e que “houve um pagamento final em 2009”. E o embaixador francês em Trípoli entre 2008 e 2011, François Gouyette, declarou em tribunal que uma de suas fontes havia verificado essa acusação contra Sarkozy.

     

    Acusações contra Nicolas Sarkozy Contas de campanha A Justiça francesa investiga desde 27 de junho desvios durante a campanha presidencial em 2012. Gastos que ultrapassam o limite legal autorizado teriam sido faturados pela empresa Bygmalion ao partido UMP Financiamento líbio Desde abril de 2013, a Justiça francesa investiga as acusações de financiamento da campanha eleitoral para a eleição presidencial de 2007 de Nicolas Sakorzy por parte do regime líbio de Muammar Gaddafi. Alguns líderes líbios se referiram a esse financiamento, sem apresentar provas, outros o desmentiram. Tráfico de influência Durante a investigação sobre o caso líbio, uma conversa por telefone entre Nicolas Sarkozy e seu advogado levou a Justiça a abrir em fevereiro uma investigação por tráfico de influência e violação do sigilo de instrução. Sarkozy é suspeito de ter tentado obter informações de um magistrado sobre um procedimento que o envolvia, em troca de um posto de prestígio em Mônaco  Arbitragem de litígio Em julho de 2008, uma arbitragem do litígio entre o empresário Bernard Tapie e o banco Crédit Lyonnais sobre a venda da empresa Adidas levou a uma sentença que concedeu a Tapie 403 milhões de euros. Os juízes suspeitam que tenha havido uma “simulação de arbitragem” para favorecer o empresário, com o aval do executivo. Cinco pessoas foram acusadas de “fraude em grupo organizado” por este caso Pesquisas sem licitação Um juiz é investigado sobre a regularidade de contratos assinados, sem licitação, entre o palácio presidencial do Eliseu e nove institutos de pesquisa durante a presidência de Sarkozy (2007-2012), em particular os que envolvem a empresa Publifact, propriedade de um de seus assessores. Desvio de recursos públicos Uma investigação por desvio de recursos públicos começou em outubro de 2013 sobre o financiamento de um comício de Nicolas Sarkozy em Tolón (sul) no fim de 2011. Esse comício não foi inscrito nos gastos de sua campanha.Fonte: AFPTradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

     

  15. Osvaldo Ferreira

    9 de julho de 2014 1:17 am

    Dignidade na derrota é

    Dignidade na derrota é fundamental. Isso mostra caráter.

    Jamais buscar bodes expiatórios dentro e muito menos fora do campo é maturidade e prova da moralidade de um povo. Uma seleção de futebol funciona ou não com trabalho coletivo.

    Ser engenheiro de obra pronta, é fácil, muito fácil, mas é postura abjeta.
    Chutar o derrotado é desumano. É coisa de trogloditas.

    Tentar conspurcar um país por conta de um jogo de futebol é jogar sujo pensando que estamos nos anos 50. Quem fizer isso se dará muito mal. Nem tentem.

    Quanto mais levarmos esta derrota acachapante no futebol como algo que merece ser analisado dentro das quatro linhas, sem levarmos para nossas vidas e muito menos como se fora a derrota de um país (coisa absurda e argumento de gente desclassificada, vira-lata e de péssimo caráter – afinal havia um time fantástico do outro lado), mais seremos capazes de erguer nosso futebol novamente.

    Tratar as derrotas no futebol, mesmo as acachapantes, como algo do jogo, coisa que pode acontecer, só nos fortalecerá como um povo em que o futebol é cultura e alma, mas que sabe o que está fazendo para o mundo, para mais de 3 bilhões de pessoas, a Copa das Copas e isso é o mais importante.

    E vamos disputar com dignidade o terceiro lugar. Afinal é um jogo e nada mais do que isso. Parabéns aos jogadores alemães e à seleção da Alemanha por sua grande vitória.

    Parabéns para nós todos se tivermos serenidade e maturidade, pois estaremos mostrando ao mundo que sabemos como poucos povos ser passionais e competentes, perdendo, mas dando um show de organização e eficiência na Copa das Copas!

Recomendados para você

Recomendados