4 de junho de 2026

Em dia de indicadores ruins, bolsa cai 0,65%

Jornal GGN – A sexta-feira foi de poucos negócios na bolsa brasileira. Somado a uma agenda com indicadores ruins e o mau humor do mercado internacional, a recuperação vista na quinta-feira não conseguiu se sustentar e o índice voltou a fechar em queda.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações de sexta-feira em queda de 0,65%, aos 53.157 pontos e com um volume negociado de R$ 4,961 bilhões. Embora a perda acumulada na semana chegue a 2,71%, a bolsa tem um ganho mensal de 3,74%, ao passo que a valorização em 2014 chega a 3,20%.

O dia foi cercado de indicadores econômicos ruins. Um dos destaques ficou com déficit do governo central divulgado pelo Tesouro Nacional – o indicador, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou déficit primário de R$ 10,502 bilhões em maio deste ano, segundo levantamento divulgado pelo Tesouro Nacional. Em abril, o resultado foi de superávit de R$ 16,596 bilhões.

Já a arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 87,897 bilhões em maio, em termos nominais, queda de 5,95% em comparação ao mesmo período do ano passado, já corrigida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Este é o valor mais baixo desde 2011 para meses de maio e a primeira baixa do ano, segundo levantamento da Receita Federal. Nos primeiros cinco meses do ano, a arrecadação ficou em R$ 487,207 bilhões, crescimento real de 0,31%.

Os dados acabaram somando-se a outras notícias ruins que foram divulgadas ao longo da semana, como o bônus de R$ 2 bilhões que a Petrobrás terá de pagar à União para a exploração de quatro blocos de petróleo e contração de 2,9% do PIB dos Estados Unidos.

Quanto ao dólar, a cotação da moeda fechou praticamente estável, com queda de 0,04% no comercial, cotada a R$ 2,195 na venda. Os agentes mostraram-se pessimistas com a publicação dos dados das contas da União, e as intervenções realizadas pelo Banco Central também afetaram o pregão.

A autoridade monetária realizou um novo leilão de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento em 1º de julho. Ao todo, foram vendidos 10 mil swaps, sendo 5,500 mil com vencimento em 4 de maio de 2015 e 4,5 mil contratos para 1º de julho de 2015, em negociação que movimentou o equivalente a US$ 494,5 milhões.

O Banco Central também manteve seu programa de intervenções diárias no câmbio, com a venda de 4 mil swaps cambiais com vencimento em 2 de fevereiro de 2015, que movimentou o equivalente a US$ 198,8 milhões. O BC também ofertou swaps para 1º de junho de 2015, mas não vendeu nenhum.

Na agenda macroeconômica desta sexta-feira, os destaques são os dados de política fiscal publicados pelo Banco Central, os dados de dívida pública federal e o relatório Focus. No setor externo, destaque para as vendas pendentes de imóveis nos Estados Unidos, e o índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria na China e no Japão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. lenita

    28 de junho de 2014 1:34 am

    Eles não vão poder participar

    Eles não vão poder participar ? Pobres ! Essa Dilma é de amargar mesmo. Joga a b….. na Geny.

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