4 de junho de 2026

Brasil defende que Ucrânia abra espaço para diálogo, em encontro de países na Suíça

Celso Amorim esteve presente no encontro de países, nos alpes suíços, para discutir a guerra entre a Ucrânia e a Rússia
Celso Amorim. Foto: Arquivo/World Economic Forum
Celso Amorim. Foto: Arquivo/World Economic Forum

Um grupo de países, incluindo o Brasil, se reuniu nos alpes suíços para discutir a guerra entre a Ucrânia e a Rússia, neste domingo (15). O Brasil, representado pelo embaixador Celso Amorim, defendeu que a Ucrânia abra espaço para diálogo e aceite um acordo com a Rússia.

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O encontro dos conselheiros de segurança nacional ocorreu antes da chegada do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ao país, que sedia a partir de hoje o Fórum Econômico Mundial. O objetivo era traçar um plano para ser apresentado a Zelensky.

Entretanto, a quarta reunião dos países terminou, novamente, sem um consenso.

O Brasil, Índia, África do Sul e Arábia Saudita defenderam que a Ucrânia ceda e ouça a Rússia. A Ucrânia conta com apoio dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão, Itália, Alemaha e Canadá.

A Ucrânia defende o que chama de “Fórmula de Paz” para acabar com os quase 2 anos de guerra com a Rússia, em meio ao cansaço do apoio financeiro destes países a Kiev. A Fórmula não inclui ceder nenhum espaço de seu território e querem recuperar o que foi tomado pela Rússia.

O embaixador Amorim afirmou que há uma diferença na percepção dos países que negociam o acordo de paz e que o governo de Zelensky deveria abrir espaço.

Presente no encontro, o chefe de gabinete do presidente ucraniano, Andriy Yermak, confirmou a falta de consenso: “É importante que todos os países queiram participar e ajudar a acabar com esta guerra e trazer a paz. Mas há diferentes pensamentos, ideias de como é possível fazer isto e diferentes países têm experiências diferentes.”

Com informações do Valor e da Euronews

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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