Os Estados Unidos colocaram os rebeldes Houthi como terroristas globais, em meio à escalada dos confrontos na região do Mar Vermelho e na região do Iêmen.
Os rebeldes consideraram tal posicionamento uma declaração de guerra, uma vez que as autoridades norte-americanas disseram que iriam criar sanções financeiras contra o grupo étnico para reduzir os danos aos habitantes iemenitas.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o secretário britânico dos Negócios Estrangeiros, David Cameron, ressaltou que é preciso considerar todas as ferramentas disponíveis, e deixou claro que sanções têm sido aplicadas contra diversas pessoas no Irã, e isso pode se intensificar caso as ações houthi continuem.
Porém, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Houthi, Hussein Alezzi, deixou claro que qualquer medida que afete o Iêmen será uma declaração de guerra, e que existem outros meios de obstruir o tráfego de navios na região do Mar Vermelho além do Estreito de Bab el-Mandeb.
“O confronto direto com a América é algo positivo porque foram os EUA que trouxeram destruição, cerco e pobreza ao nosso país. A América, que dizia ter um banco de alvos, visou tudo na República do Iémen – hospitais, estradas, escolas, mercados, prisões e reuniões”, afirmou Mohammad al-Houthi, membro do conselho político supremo Houthi.
Além disso, os líderes houthi disseram que seus ataques à navegação no Mar Vemelho só seriam interrompidos com o fim da “agressão israelita” na região da Faixa de Gaza, embora diversas empresas marítimas evitariam usar a rota do Mar Vermelho enquanto a crise continuasse.
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