5 de junho de 2026

Governo arrecada R$ 2,318 trilhões em 2023

Apesar da desaceleração de 0,12% ante o ano anterior, montante foi o segundo melhor da série histórica apurada pela Receita Federal
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A arrecadação federal encerrou o ano de 2023 chegando a R$ 2,138 trilhões, um decréscimo de 0,12% na análise pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), segundo dados divulgados pela Receita Federal.

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Apesar da queda, a marca foi a segunda melhor da série histórica, perdendo para 2022, quando ficou em R$ 2,360 trilhões, em termos reais.

Um dos destaques do período ficou com a arrecadação de R$ 620,3 bilhões da receita previdenciária, que apresentou crescimento real de 5%. Segundo a Receita, tal desempenho foi influenciado pelo crescimento real de 7,90%, da massa salarial.

Além disso, houve crescimento de 32% nas compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em razão da Lei 13.670/18.

O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram, no conjunto, uma arrecadação de R$ 435,7 bilhões, representando crescimento real de 2,40%. Já o IRRF-Rendimentos de Capital apresentou uma arrecadação de R$ 123,5 bilhões, resultando em um aumento real de 21,60%.

Arrecadação sobe 5,15% em dezembro

No mês de dezembro, a arrecadação chegou a R$ 231,2 bilhões, um crescimento real de 5,15% em relação ao apurado em 2022.

Quanto às Receitas Administradas pela Receita Federal do Brasil, o valor arrecadado foi de R$ 225,1 bilhões, representando um acréscimo real (IPCA) de 5,48%, enquanto no período acumulado de janeiro a dezembro de 2023, a arrecadação alcançou R$ 2,204 trilhões, registrando acréscimo real (IPCA) de 1,02%.

O resultado da arrecadação foi influenciado por alterações na legislação tributária e por pagamentos atípicos, especialmente de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), tanto em 2022 quanto em 2023, de acordo com Receita Federal.

A Receita Previdenciária alcançou uma arrecadação de R$ 79,018 bilhões, um aumento de 2,92% puxado pelo aumento real de 9,08%, da massa salarial. Além disso, houve crescimento de 25% nas compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em razão da Lei 13.670/18.

O IRRF-Rendimentos de Capital apresentou uma arrecadação de R$ 25,2 bilhões, resultando em um crescimento real de 21,57%. O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 39,6 bilhões, representando crescimento real de 12,15%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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