Da Agência Brasil
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Polícia lança bombas de gás lacrimogêneo em manifestantes na Paulista
Bruno Bocchini
Os manifestantes do ato Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa – promovido na Avenida Paulista hoje (23) – percorreram sem problemas todo o trajeto da Praça do Ciclista à Praça Oswaldo Cruz, voltando até o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Na dispersão, no entanto, por volta das 18h40, a Polícia Militar (PM) lançou bombas de gás lacrimogêneo em direção aos ativistas no quarteirão entre a Rua Augusta e a Rua Haddock Lobo
Próximo à Rua Augusta, manifestantes reclamaram que alguns soldados da Tropa de Choque usavam máscaras que impediam o reconhecimento facial. Dois manifestantes se desentenderam, formou-se um tumulto no local e, em seguida, a PM lançou bombas para dispersar as pessoas. Perguntada sobre o ocorrido, a PM ainda não se manifestou sobre o uso das máscaras e das bombas. Mais cedo, na concentração do protesto, os ativistas jogaram futebol na rua sob o olhar de centenas de policiais. Além dos gastos para a realização do Mundial, os manifestantes questionam a repressão policial e defendem o direito de livre manifestação e de greve.
A manifestação de hoje foi marcada pela presença ostensiva de policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria, além de equipes em motocicletas, viaturas e a pé. Alguns policiais levavam armas nas mãos. Sobre os cavalos, soldados da PM estavam armados com sabres (espadas). De acordo com a PM, havia 200 pessoas, entre manifestantes e jornalistas. O número de policiais foi praticamente o mesmo que o de ativistas.
Mais cedo, por volta das 13h, em Porto Alegre, também houve uma manifestação. Foi organizado um ato em frente a prefeitura da cidade, com passeata até o Largo do Zumbi dos Palmares. “Tinha mais policiais do que manifestantes. A situação era a de controle”, disse Fernando Campos Costa, integrante do Comitê Popular da Copa e da Amigos da Terra Brasil. Ele acrescentou que amanhã (24), na capital gaúcha, haverá uma ação protesto, com o lançamento do filme A Copa Que o Mundo Perdeu em Porto Alegre. O filme retrata os impactos das obras da Copa em comunidades de Porto Alegre..
Cristiana Castro
24 de junho de 2014 2:19 pmVixe mas já tem até
Vixe mas já tem até filme????
Epaminondas
24 de junho de 2014 2:20 pmChatonildos
Ô gentinha chata essa…
Ainda têm a cara de pau de ostentar o mote Não Vai Ter Copa?
peregrino
24 de junho de 2014 2:56 pmeles apontam tantos prejuízos…
mas não fazem nada, nenhum movimento em prol das pessoas que eles julgam prejudicadas
é por isto que sigo acreditando que só querem provocar, tumultuar ou aparecer
penso dessa forma, mais por me recusar a acreditar que eles detestam aquelas pessoas
peregrino
24 de junho de 2014 3:01 pmriquinhos nessa de fazeram tudo pelos prejudicados…
é ruim hem
Alan Souza
24 de junho de 2014 3:26 pmEsse pessoal…
Vão ficar falando “imagina na Copa” e “não vai ter Copa” até 2017…
E engraçado é ver esse povo que aplaude black bloc reclamar que a PM estava de máscara!
Mario Siqueira
24 de junho de 2014 3:31 pmNão vai ter copa mesmo
Aqui no meu bairro, são dois lançamentos de prédios novos. Todos com sala, cozinha, dois quartos (um suite) e banheiro social.
Em nenhum vai ter copa.
BHZ
24 de junho de 2014 3:38 pmNão pode: agora é lei
“alguns soldados da Tropa de Choque usavam máscaras que impediam o reconhecimento facial”
Policiais sem identificação ficam sujeitos a punição judicial em Minas
Liminar do Tribunal de Justiça abre espaço para que sanções de descumprimento da norma não se restrinjam à corporação; PM garante que procedimentos já eram empregados
PUBLICADO EM 23/06/14 – 15p5
BERNARDO ALMEIDA
ESPECIAL PARA O TEMPO
Policiais militares que não estiverem identificados podem responder à Justiça a partir de agora, e não apenas ao comando militar. A mudança ocorre após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais acatar, parcialmente, um pedido de liminar do Ministério Público, que solicitava uma maior identificação de cada agente.
A Promotoria de Justiça Especializada em Direitos Humanos do MP ingressou com a ação civil pública na terça-feira (17), na 1ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias do TJ.
O juiz Michel Curi e Silva reforçou a necessidade de identificação de cada policial militar em exercício, portanto a questão a violação não constituirá somente transgressão do Código de Ética e Disciplina da Polícia Militar, mas também uma violação judicial.
“Na medida em que o poder judiciário reforça a obrigatoriedade de identificação, temos agora como buscar uma responsabilização daqueles policiais que não cumpram a norma, que podem responder agora disciplinar e também judicialmente”, explica a promotora de justiça Janaina de Andrade Dauro, uma das responsáveis pela ação. “Nosso pedido não diz respeito apenas às manifestações de rua da Copa, há um escopo muito maior que é a identificação de todos os policiais, que muitas vezes desrespeitam as normas já existentes na corporação, seja por descuido ou por intenção criminosa”.
Apesar de comemorar a decisão, a promotora já informou que o Ministério Público entrará com um embargo de declaração para reverter a outra parte da decisão, na qual o magistrado entende que não há necessidade de uma identificação mais visível dos nomes de cada policial.
De acordo com a promotora Dauro, equipes de policiamento especializado, como o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate)
não têm especificadas normas de visibilidade de identificação por cima dos coletes, uma lacuna que a liminar do TJ não contemplou.
Ainda segundo a promotora, o maior rigor na exigência de identificação dos policiais está sendo respaldada pela Corregedoria da PM. Ela diz que, desde as manifestações de rua do último dia 14 de junho, a Corregedoria tornou mais aparente a identificação das fardas dos militares.
Não mudou
Em nota, a Polícia Militar negou que a decisão vá resultar em qualquer alteração. A PM afirma que a a tarjeta de identificação do policial militar sempre foi uma peça obrigatória das fardas, por meio do regulamento de uniformes.
Segundo a nota, a identificação é exigida como uma herança das infantarias portuguesas, desde 1775 até a atual resolução, de 2013.
“A decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual só veio a confirmar e validar o que já era preconizado e praticado administrativamente pela PMMG ao longo dos anos”, diz a nota.
A corporação afirma ainda que, no caso de descumprimento, o militar já podia responder judicialmente, independente do processo administrativo e da justiça militar, conforme previsto na Constituição Federal, de 1988.
Atualizado às 16p0
peregrino
24 de junho de 2014 4:20 pmé apenas impressão minha…
ou as PMs de todo Brasil estão realmente servindo de vitrine intenacional como peças chaves para a desordem seguida de repressão eficiente e bem equipada? propaganda? exportamos ou importamos?
sei lá, endende!? mas que parece teatral, parece, aquelas formações hollywoodianas que antecedem a “porradaria” geral e muito parecida com a de outrora
peregrino
24 de junho de 2014 4:28 pmpiano piano, vão se aproximando e encurralando o nada…
enquanto tudo em volta está sendo depredado…………………………………….
dá para entender tal eficiência?
peregrino
24 de junho de 2014 4:33 pmfala aeh, AA…
me ajuda nessa
exportamos ou importamos?
alfie
24 de junho de 2014 8:58 pmChega, já encheu
Dois pesos, duas medidas. Os policiais são criticados por estarem mascarados, mas os agitadores n ão. O texto do repórter é bem capcioso. “A passeata desenvolveu-se sem problemas…” Sem problemas para quem, cara palida? E os transeuntes e trabalhores que ficam cerceados no direito de ir e vir? E o transporte urbano que fica desordenado nos seus horários de trabalho? Sem problemas? Tá, vamos infernizar todos os dias a rotina do cidadão paulista, espeiclamente na avenida Paulista, na Rebouças e no centro. Chega, banalizaram os portestos que só estão servindo para gerar irritação sem foco. Protestos democraticos podem ser feitos com racionalidade, respeito e disciplina