4 de junho de 2026

As diferenças na relação com o futebol e 1982 e agora

Por Carlos Dias

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Comentário ao post “A Seleção não é mais a pátria de chuteiras

Eu já havia lembrado aqui que desde 82 não tem tido o mesmo impacto.
 
É verdade que o PIG e os coxinhas e seus aliados esquerdistas xiitas pioraram um pouco as coisas. Isso é inegável.
 
Mas desde 82 as ruas já não são tão enfeitadas e a empolgação com o futebol deu lugar a uma contemplação mais distante.  O Nassif aponta algumas causas, oportunamente quero lembrar outras.
 
Nossos jogadores já não jogam aqui no Brasil, isso nos distancia deles..
 
As diversões, com o advento das novas tecnologias direcionadas ao consumo individual, tornaram-se mais privadas. Há menos identificação com meta-estruturas, sejam elas partidos, agremiações, estados, universidades, escolas, bairros, etc. Dentro desse paradigma do consumo individual, os espaços coletivos são cada vez menos prestigiados.

 
Paralelamente, o futebol internacional tornou-se um grande conglomerado de corporações riquissímas (isso vale pro futebol brasileiro, em parte. Iniciativas tipo “troca-troca” do genial Francisco Horta Flusão são vistas hoje como amadoras e fora do contexto empresarial.). Isso tudo coloca boa parte da população de pé atrás com os organizadores do futebol.. Isso sem contar os escândalos de corrupção, negociatas várias, etc, que compoem elemoentos negativos. Afasta muita gente.
 
Cada vez a FIFA presiona para que os estádios virem arenas para poucos. O futebol vai deixando de ser popular. Acabaram com as gerais, etc. Os jogadores antes identificados como herois do povo, hoje em dia são milhionários que se parecem muito mais com principezinhos europeus do que com a nossa gente.
 
Vamos dizer outra verdade. Antes de 80, tínhamos apenas o futebol como motivo de orgulho esportivo nacional. Isso veio mudando. temos um voley muito competitiivo, temos o futvoley, e melhoramos muito em diversos esportes.
 
Acho foi muito mais o futebol que se afastou do povo mais humilde do que o contrário…

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5 Comentários
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  1. Carlos Dias

    18 de junho de 2014 9:53 pm

    Bem, agradeço ao Nassif, a promoção

    de um mero comentário à post do Blog. Obrigado!

    Muito bom esse blog e é muito legal essa interação do blogueiro com seus leitores/colaboradores. Não me canso de dizer pra todos amigos, venham pro blog do Nassif. Aqui tem debate, tem notícia, tem contraponto, tem de tudo um pouco. Esporte, paixão, arte, literatura .. Enfim… O blog já faz parte do meu dia-a-dia. Vamos chamar nossos amigos e parentes para fazer parte dessa grande iniciativa. Um grande abraço ao grande jornalista Luís Nassif, com minha sincera consideração.

    Aproveito a oportunidade, vamos aproveitar a festa proporcionada pela Copa. Os turistas confraternizando com o brasileiros, etc. Se o futebol já não é visto com aqueles olhos ingênuos do passado, a interação com os outros povos e o reconhecimento de que organizamos algo grandioso pode alimentar nossa disposição de conseguir realizações em todas as atividades da vida social e econômica.

     

  2. Zanchetta

    18 de junho de 2014 9:59 pm

    QUANTA BOBAGEM!!!
    Os

    QUANTA BOBAGEM!!!

    Os jogadores do Chile não jogam no Chile e os estádios estão cheios com eles

    Os jogadores da Colombia não jogam na Colombia e nem precisa dizer da sua torcida

    Os jogadores da Argentina não jogam na Argentina e fizeram um auê no Maracanã.

    Não tem um lugar em São Paulo em que você não veja bandeiras do Brasil ou verde-amarela nas ruas ou nos carros.

    1. Filipe Rodrigues

      19 de junho de 2014 2:55 am

      Quanta bobagem!!!

      A Inglaterra tem a melhor liga de futebol do mundo, mas a sua seleção não tem a mesma força do campeonato.

      Os sul-americanos sofrem com a saída precoce de seus talentos para o exterior e a seleção inglesa não consegue crescer pelo excesso de gringos em seu campeonato.

      No fim “centro” e “periferia” são vítimas da globalização.

  3. ulderico

    18 de junho de 2014 10:34 pm

    A Lei Zico e a Lei Pelé

     colocaram a primeira e a última pá de cal na graça do futebol brasileiro. Convidar jogadores para opinar nesse campo favoreceu o corporativismo.

    O fim da lei do passe jogou os times de futebol na sarjeta; sem condições econômicas não puderam manter a elegância que perdurou até os anos 80.

    Torcer hoje, é torcer por uma marca de banco, de carro, de indústria. A propaganda nas camisas é lamentável. O jogador perdeu aquele brio que o tornava ídolo, a “profissionalização”  implicou na desvalorização da presença da torcida, que também se “profissionalizou”.

    Hoje 15 mil pessoas assistindo a um jogo é uma presença magnífica. Os times do interior, celeiros de grandes craques ( aqui em Sorocaba jogaram pelo São Bento Oberdan Cattani,Tupãzinho,Marinho Peres,Luiz Pereira, Paraná, para falar de poucos) arruinaram-se com a impossibilidade de manter as contas em dia, e deixaram de investir nas bases porque o sujeito, criando alguma fama, ia embora.

    Enfim, como no resto da sociedade, a criação de proteção trabalhista excessiva para o atleta, começou a destruir o futebol.

  4. Paulo F.

    19 de junho de 2014 12:01 am

    Interessante

    Aqui não se falou que a ação da televisão ao condicionar o horário dos jogos à grade de programação é o que há de mais nefasto para a presença do público nos estádios (jogo só depois da novela, mas com a adoção de uma temática cada vêz mais adulta nestas, força a emissora a coloca-las em um horário cada vêz mais tarde, então dane-se o futebol). Quem vai a um jogo que começa às 22 h, acaba prá lá de meia noite, tem que esperar pelo transporte público, quando esse existe, para finalmente chegar em casa às 2 da madrugada e estar lépido e fagueiro no serviço (acordadaço) no horário comercial no dia seguinte?

    Quanto aos clubes pequenos : não é a legislação que o sufoca, no Brasil , desde sempre, os clubes sempre tiveram a Previdência como um de seus principais credores, é sim a mesma subordinação a um calendario prá lá de artificial que sufoca os campeonatos estaduais.

    A tudo isso, junta-se a globalização , que leva os mais promissores jogadores na mais tenra idade. Vá a uma escolinha de futebol (várzea? a especulação imobiliária matou faz tempo!) e sempre há um olheiro (com credenciamento FIFA!) que promete que o guri com 7, 8, 9 anos vai ser astro no Barça ou no Real (isso para ficar com os clubes “da moda”) e enche os  olhos dos pais  ($$$$$$$$$, pobre Tio Patinhas!).

    Lembro da nossa seleção de 82 dirigida pelo saudoso Telê Santana, sendo vencida por Paolo Rossi , Bambino d’Ouro! Quem poderia imaginar que seria o epitáfio da época romantica do futebol tupiniquim!

    Meninos da Vila, Menudos do São Paulo, o Flamengo de Zico e Cia, o Inter sempre cheio de raça, so para citar alguns dos fenômenos dos anos 1980, bem como técnicos do naipe de um Chico Formiga, do já citado Tele Santana, de Don Filpo Núnẽz (que morreu pobre e  esquecido em uma favela em SP) não teriam espaço no atual mundo do futebol. como seria impensável um Serginho Chulapa ou um César Maluco! Almir Pernambuquinho, Heleno, Garrincha então cruz credo!

    Caso não haja uma libertação do futebol brasileiro, seremos cada vez mais iguais ao que tem por ai , negando nossa brasilidade, a criatividade e a emoção que são tão  nossas.

     

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