Jornal GGN – A América Latina continua mostrando força como um mercado de varejo regional em crescimento em oito de seus países — Chile, Uruguai, Brasil, Peru, Panamá, Colômbia, Costa Rica e México. Os dados são do Global Retail Development Index (GRDI) 2014, divulgados nesta segunda-feira (16) pela A.T. Kearney,
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A África Subsaariana também está se tornando outra grande oportunidade para o varejo, com a Nigéria, Botsuana e Namíbia na classificação deste ano. De acordo com a consultoria responsável pelo estudo, com o crescimento do PIB de 5%, aumento das rendas familiares, urbanização rápida e uma classe média em crescimento, a região é de um enorme potencial para os varejistas.
Ainda segundo a pesquisa, a maioria dos varejistas globais continua confiando nos mercados em desenvolvimento, mesmo algumas contrações notáveis do varejo registradas no ano passado — o Walmart reduziu seu portfólio na China e no Brasil, e a Tesco adotou uma abordagem mais cautelosa para a China.
Para a A.T. Kearney, houve menos fracassos do varejo na expansão para mercados emergentes do que nos últimos anos. Os varejistas globais se tornaram mais hábeis com as estratégias de expansão nos mercados emergentes. O e-commerce também está ajudando na expansão global.
Os mercados das Américas do Sul e Latina mantêm a sua posição dominante no GRDI, com três dos cinco principais países do Índice, conforme uma classe média em expansão oferece oportunidades lucrativas. Esse ecossistema de varejo diversificado inclui o Brasil, (Nº 5), o Chile (Nº 1) e o Uruguai (Nº 3), onde os elevados níveis de consumo são atraentes para as marcas de luxo. Embora alguns países da região enfrentem desafios econômicos e políticos, a estabilidade econômica e política contínua nos principais países levou ao aumento da confiança dos consumidores e investidores, e criou um ambiente favorável para o varejo.
De acordo com analistas, embora o crescimento do PIB tenha aumentado (2,3% em 2013, em comparação com 1% em 2012), o crescimento das vendas de varejo no Brasil caiu mais da metade, para 4,3%, enquanto a inflação crescente minou o crescimento dos salários reais e o endividamento das famílias aumentou. No entanto, os participantes nacionais e internacionais continuam em expansão, com planos ambiciosos de aberturas (de lojas físicas e no canal de e-commerce) nos próximos anos, confirmando, assim, a alta atratividade do mercado de varejo brasileiro.
Publicado desde 2001, o GRDI classifica os 30 principais países em desenvolvimento para o investimento mundial em varejo. O índice também analisa 25 variáveis macroeconômicas e específicas de varejo para ajudar os varejistas a elaborar estratégias globais bem-sucedidas para identificar novas oportunidades de investimento no mercado.
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