O ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior teria afirmado, em depoimento à Polícia Federal (PF), no âmbito do inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado, que o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, “seria quem dava embasamento jurídico” para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “decretasse um estado de defesa ou de sítio”.
Segundo apuração da jornalista Bela Megale, no O Globo, a PF ficou intrigada que a expressão “estado de defesa” constava na “minuta do golpe” encontrada, no ano passado, na residência de Torres, durante uma operação de busca e apreensão.
O regime, previsto na Constituição, trata de uma medida de emergência na qual o Presidente da República conta com poderes especiais para restabelecer a ordem pública em situações de crise institucional ou guerras. O estado de defesa, porém, não pode ser aplicado em todo o território nacional, e precisa da validação do Congresso.
À PF, o brigadeiro confirmou ainda a participação na reunião em que Bolsonaro debateu uma minuta golpista com chefes das Forças Armadas, mas disse que se posicionou contra a medida.
Baptista Junior ainda teria dito ao então presidente Bolsonaro que não houve fraude nas eleições e repetiu isso aos investigadores, destacando que a base da confirmação são as conclusões do relatório militar sobre as urnas na comissão de transparência da Justiça Eleitoral.
O militar falou aos investigadores por cerca de dez horas, antes da oitiva do ex-comandante do Exército Freire Gomes, que falou prestou depoimento no início do mês.
As informações trazidas por ambos, nas condições de testemunhas, foram levadas ao ex-ajudante da Presidência e hoje delator, Mauro Cid, interrogado nesta segunda-feira (11).
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Fernando Vasques
12 de março de 2024 1:12 pmSabe a ultima do programa Politica na Veia? Se não tem link em lugar nenhum, como a gente vai saber?