O Estadão traz reportagem relevante sobre como os conspiradores de 1964 trouxeram armas de todas as partes e armaram militares e fazendeiros para o golpe: “Metralhadoras, fuzis e foguetes: a conspiração que em 1964 armou civis e militares contra Goulart“.
Até em Poços de Caldas acompanhamos esse golpe. No caso, as armas foram distribuídas através da Cooperativa dos Cafeicultores. O grande distribuidor de armas era o Marechal Juarez Távora, que frequentava a cidade desde os anos 30 – e era muito amigo da família e de meu avô udenista.
Era tanta arma distribuída que uma foi parar no porta-malas do dr. Fabrino, grande médico e grande bebum. Ele foi detido por um delegado recém-chegado à cidade, por dirigir embrigado.
Levado à delegacia, o delegado foi preenchendo sua ficha. Na hora dos hábitos, preencheu com um SIM a linha que perguntava se o cidadão fumava e com SIM a que perguntava se bebia.
Fabrino reagiu. Discutiu com o delegado, que aceitou colocar: “SIm, mas moderadamente”.
Seguiu-se um interrogatório pesado, para saber de onde vinham as metralhadoras encontradas no carro. Fabrino pediu o telefone emprestado, ligou para Juarez Távora e colocou o delegado no telefone.
Saiu na hora da delegacia.
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